terça-feira, junho 12, 2007

Hoje tambem sou "marchista"






Hoje é dia de marchas populares de Lisboa.

Homenageio aqui Leitão de Barros, homem multi facetado e altamente culto que "criou" nos anos 30/40 a verdadeira tradição e figurino das marchas populares de Lisboa.


Outra figura incontornável das marchas populares de Lisboa é, sem nenhuma dúvida, Amália Rodrigues. A ela (e à sua musicalidade e voz únicas) se deve muito do sucesso e manutenção da tradição lisboeta.

Que as tradições portuguesas se mantenham. Que nunca mais deixem de se realizar as marchas populares infantis, este ano canceladas por falta de verbas da CML.

Observação importante. Não houve 50.000 euros para as marchas infantis (5.000 crianças envolvidas) mas houve 150.000 euros para o arraial dos homosexuais a realizar este mês no Terreiro do Paço.

Malhas que a nossa política tece ...

O efeito dos raios gama nas margaridas ...






Não sei se os meus estimáveis leitores conhecem a peça de teatro de Paul Zindel "O efeito dos raios gama nas margaridas".
Trata-se de uma peça (bastante complexa) que questiona a semi - vida dos nossos tempos, ou também glosa com aqueles que querem tudo fazer e nada fazem. Isto é a trama muito (mas mesmo muito) reduzida.

Não sei porquê (curiosidades do inconsciente) lembrei-me desta peça quando vi estas imagens da reunião do G8.

Também lhe podia ter chamado "O efeito dos raios gama nos sarkozys..."

Vinha a dar ao mesmo

segunda-feira, junho 11, 2007

Agora para relaxar...



Ou como a arte também pode ser divertida e séria em simultâneo.

De pé no meio das ruínas

Eis parte da primeira parte das "Orientações" de Evola (revisão final de 1971):

.. "O processo de purificação ideológica deveria poder ter tido lugar num segundo tempo, após a resolução de alguns problemas políticos imediatos e impossiveis de prorrogar. Mas mesmo assim, é claro que tomava a forma de um bloco de forças representando um desafio lançado à civilização "moderna": tanto à das democracias herdeiras da revolução francesa bem como aquela que incarnava o limite extremo da decadência do homem ocidental: a civilização colectivista do homem massificado sem rosto: Os ritmos aceleraram, as tensões aumentaram até ao enfrentamento armado. Quem prevaleceu foi o poder massivo de uma coligação que não recuou perante o mais pequeno e híbrido entendimento bem como a mobilização ideológica mais hipócrita, tudo para arrasar o mundo que estava a despertar e entendia afirmar o seu direito a existir. O facto de saber se os nossos Homens estiveram ou não à altura do que se lhe exigia ..., deve ser deixado de lado, porque não compromete o significado profundo do combate que foi feito. De facto, saber que a história se vinga hoje dos vencedores ... isso não nos interessa"

"Só uma coisa conta: estamos hoje no meio de um mundo em ruínas. E a questão que se deve colocar é a seguinte: Existem ainda Homens de pé no meio dessas ruínas? E que devem fazer, o que podem fazer?"

Evola



Faz hoje anos que Julius Evola nos deixou. O seu corpo percorre neste momento a Europa, enterrado que está num glaciar. Os seus camaradas alpinistas levaram o seu corpo para o Monte Rosa, local em que nos anos 30 Evola praticava "a única arte marcial europeia" - a escalada.

Apresentamos de seguida um vídeo de homenagem a Evola feita pelos camaradas italianos no glaciar em que Evola percorre a sua Europa amada.

Ainda a OAS




Fez ontem anos que morreu o Coronel Argoud.

O seu único erro foi ter perdido! E ele tudo fez para que isso não acontecesse.

Honra aos Heróis!

sexta-feira, junho 08, 2007

Recordando a OAS

No postal de ontem falei dos 4 fuzilados da OAS.

Para a minha geração a luta da OAS teve uma importância relevante. Dava eu ainda os primeiros passos nesta minha vida de militância quando a questão do abandono da Argélia por parte de De Gaulle se colocou.

Asssisti, empenhadamente, à luta que os nacionalistas travaram com toda a esquerda "festiva" e a direita "catita" que abandonava à sua sorte muitos milhões de pessoas em nome de uma "racionalização de custos".

O Jovem Portugal - movimento em que então eu militava - apoiou (como pôde) os camaradas franceses que cá buscavam ou o exílio ou a base de rectaguarda que lhes permitisse continuar a luta.

Aliás, há um investigador italiano que se deslocou a Portugal para elaborar uma tese de doutoramento sobre a "extrema direita" em Portugal de 1945 a 1974 que se debruça bastante sobre esse período. Trata-se de uma obra de grande fôlego e que está praticamente feita. Quando for publicada será de leitura obrigatória. Muitas das memórias desse tempo serão reveladas. Garanto-vos que está muito bem feito, bem comprovada com documentos e entrevistas (e acareações) a muita gente e com grande profundidade. Ou não fosse uma tese académica.

Mas voltando à "nossa OAS".

Como curiosidade (e enquanto tenho memória...) gostaria de vos revelar uns versos de um fado "O fado da OAS" que então se cantava nos nossos meios. É seu autor José Imaginário (mais conhecido por Zé Kilómetro, dada a sua elevada estatura).

Então aí vai

"É lá na Argélia Francesa
a terra da OAS
....

Lá tremem De Gaulle e os seus fans
prendam Jouhaud ou Salans
na terra dos democratas
A nossa querida OAS põem-os todos a andar de gatas...."

Dever de Memoria - III





Há 45 anos caiam fuzilados em França Dovecar e Piegts.

Lutaram pela sua Pátria contra o abandono da Argélia Francesa.

Recordêmo-los.

Oficialmente foram 4 os assassinados. Também Roger Degueldre (fuzilado em circunstâncias atrozes - agonizou vários minutos antes que o oficial das CRS que comandava o pelotão de fuzilamento fosse trocar de pistola para lhe dar o tiro de misericórdia) e Jean Marie Bastien Thiery sofreram a mesma pena.

Nunca serão esquecidos!

quarta-feira, junho 06, 2007

Moral ... da(s) história(s)




Em resposta ao seu comentário, que passo a citar: "Já as formalidades dos louvores, medalhas, e condecorações são como pechinchinas; baratas e distribui-se com fartura. É simplex e tem estado na moda e tudo".

Todas as personagens constantes das histórias anteriores (excepto eu, que fui pouco mais do que uma testemunha) receberam as "pechunchinas das medalhas". Hitler usou até à morte a sua Cruz de Ferro. X e G, bem como a família do A., têm o maior orgulho das condecorações ganhas em combate (onde se lutava, matava e morria). Todos eles são da comunidade combatente que de tudo prescindiu (incluindo a sua vida) para lutar pela sua Pátria.

E a terceira...

9 de Novembro de 1938. Alemanha Nacional Socialista.

A chamada noite de Cristal. Um ataque indiscriminado contra os interesses judeus em toda a Alemanha.

Dois dias antes Ernst von Rath, (adido alemão de Embaixada) é assassinado pelo judeu de 17 anos Herzl Gryspan. Goebbels (como demonstrou David Irving nas suas investigações históricas) encorajou a acção das SA. (aliás está hoje provado que esse assassinato nada teve de político, sendo sim uma questão de maricagem - parece que o judeu foi abandonado pelo seu amante alemão).

Não nos esqueçamos que na altura os extremistas judeus tinham atacado o barco alemão Bremen no porto de Nova Iorque e organizaram o atentado que levou à destruição do dirigível Hindenburg.

Depois dos acontecimentos Goring falará dessa noite como uma "violência infame". Hitler foi pessoalmente à Baviera e fez proteger os principais interesses judeus de Munique, entre os quais o da galeria de arte de Bernheimer.

Dia 12 de Novembro e em pleno Conselho de Ministros Goring atacou Goebbels pelos prejuízos causados.

O balanço foi pesado: 35 judeus mortos, 190 sinagogas danificadas, 7.500 lojas pilhadas e destruídas.

Quer Goering, quer Hitler julgaram esse progrom como altamente lesivo da economia alemã. Só a pilhagem do joalheiro Margraf custou ao Estado Alemão 1,7 milhões de marcos. A importação do vidro para as montras partidas (importado da Bélgica) fez cair o balanço das contas de comércio externo alemão em 6 milhões de marcos.

Para salvar a face foi criada uma lei em que a comunidade judia teve de pagar 1.000 milhões de marcos. Além do mais 20.000 judeus foram detidos.

Nem um dos que pagou ou foi detido tinha sido combatente na Grande Guerra. Todos eles foram isentados por Hitler!

Ou seja e mais uma vez: todos aqueles que arriscaram a vida e lutaram pela sua Pátria (mesmo que judeus) foram incluídos imediatamente como alemães.

Aliás, mais uma acção de Hitler. Nos Jogos Olímpicos de Berlim Jesse Owens (negro norte americano) ganhou quatro medalhas de ouro em corridas de velocidade. Todo o estádio aplaudiu. Como o protocolo não previa a entrega das medalhas e louros aos atletas por parte das entidades oficiais alemãs, Hitler saiu do Estádio não sem antes ter mandado os seus cumprimentos ao atleta norte americano. (veja-se o filme Olimpia de Leni). Owens quando chegou aos Estados Unidos e como era preto não teve direito a qualquer homenagem. Teve-a, contudo, por parte de Hitler. (não é esta a história que os vencedores hoje nos contam, mas enfim ... é a vida)

Segunda ...

Angola. Início dos anos 70.

Um pequeno grupo de "flechas" (todos eles negros) acompanhados de um transmontano de elevada estatura entra em combate com o MPLA.

Um dos "flechas" (o seu chefe) é mortalmente atingido e cai na água. Este Homem foi um dos grandes heróis de toda a guerra do Ultramar. Lutou com um denodo extraordinário. Teve um percurso (pelo menos) semelhante ao de Marcelino da Mata. Foi um dos últimos Heróis do Império!

Em qualquer caso normal o seu corpo seria abandonado no local face à impossibilidade (que parecia absoluta) de o resgatar.
Mas isso não aconteceu. O nosso transmontano (outro grande Herói) convenceu um piloto de helicóptero a vir resgatar o corpo. E assim foi. Foram largas dezenas de minutos em que o heli esteve "parado" no ar enquanto X. sózinho na água tentava içar um "corpo morto" de largas dezenas de quilos da água. X consegui-o. O piloto arrasou completamente o seu pulso com a manobra que fez.

Mas o nosso Herói pode ser entregue à Família e enterrado com todas as honrarias que sobremaneira mereceu.

A comunidade de combate e de Portugalidade valeu mais do que o sacrifício e os perigos passados pelos que resgataram o corpo do Herói!

A primeira...

Meados da década de 80.

Tive curiosidade em conhecer o movimento skinhead que então alastrava pela Europa. Queria percebê-lo e estudá-lo.

Por acaso tive muita sorte. Estive em França, Bélgica, Holanda, Croácia, Espanha e Roménia. Conheci gente de todos os géneros. Óptimos, bons, maus e etc...). Calculem que pude assitir a um concerto de Ian Stuart e falar um pouco com os ingleses.

Tive oportunidade de conversar demoradamente com personalidades nacionalistas a quem os skins ouviam. Pude ver a sua organização a sua cultura, etc.

Destes contactos informais e de estudo ficaram algumas amizades.

E vamos à primeira história.

Um belo dia fui a Madrid em trabalho. Fatinho, gravata, pastinha, tudo. No avião tive a agradável surpresa de encontrar um grande camarada e Amigo que também naquele dia se deslocava (em trabalho) a Madrid. Logo combinámos uma saída conjunta à noite.

E assim foi. Saímos os dois e fomos beber umas cervejas juntos, acompanhados de um camarada madrileno. Estávamos ainda a começar a beber quando entrou no bar um grupo de skins (7 elementos, dos quais 2 raparigas). Cumprimentaram o camarada espanhol e foram-nos apresentados. (ia-me esquecendo de dizer que o meu Amigo era, e é - como se costuma dizer nalguns meios - um "black"). Apesar disso e como o G. lhes foi apresentado como camarada nada de censurável da parte dos skins madrilenos se notou.

Uma das skins ficou na nossa mesa a falar. Nessa altura entraram de roldão no bar algumas dezenas de esquerdistas que começaram logo a agredir os skins (numa proporção de mais de 4 para 1). Não nos ligaram visto um de nós ser preto e termos um aspecto de quarentões. Azar deles...

O contra ataque por nós imediatamente iniciado apanhou-os de surpresa e entalados entre duas frentes de combate. Como o G. foi fuzo e habitual praticante de artes marciais e eu (apesar dos meus quarenta) à época também não ser destituído de todo conseguimos em poucos segundos arrumar (provisoriamente) 8 atacantes.

Entretanto chegaram (não sei de onde) reforços skins e o assunto foi resolvido em poucos minutos. Dois feridos do lado skin, mais de doze do lado deles (isto para falar nos hospitalizados). Escoriações várias. G ficou com uma facada ligeira no rabo.

Saímos dali e fomos confratenizar. Logo o camarada G foi o alvo de todas as homenagens de todos os skins. Lutou (como um deles) e foi admitido de imediato na irmandade. A unidade na luta é uma irmandade!

Meu caro VML

Li o seu comentário ao meu postal de ontem. Podia-lhe responder de forma diferente. Prefiro, contudo, contar-lhe 3 histórias.

Vou colocá-las em postais sucessivos, por ordem cronológica.

Dessas histórias uma foi por mim vivida (a mais recente), outra tomei conhecimento dela por mais do que uma via e a terceira é História.

Lendo-as talvez perceba muito bem o que eu quiz dizer. Se continuar sem perceber, penitencio-me da minha falta de habilidade para convencer terceiros. E cada um fica com a sua.

terça-feira, junho 05, 2007

A propósito de "racismo" ...

Aquando do julgamento do MAN escrevi um pequeno texto sobre os racismos, racialismos e outros ismos. Publiquei-o mas pouca gente lhe ligou. Resolvi, portanto, não voltar ao assunto.

Mas o que se passou com Marcelino da Mata, tal como anos antes se tinha passado com o Dr. Pinheiro da Silva, (português também ele de elevada categoria) a quem tentaram achincalhar numa conferência promovida pelo Miguel Castelo Branco e a Nova Monarquia, levou-me a escrever o que de seguido vão ter oportunidade de ler.

Não vou ser tão bruto (nem nada do que se pareça) como o fui nessa altura. Aliás reli o que tinha escrito e verifiquei (com um certo espanto) que o texto ainda estava mais actual do que na época.

Vou hoje por um caminho diferente. Li este fim de semana um delicioso livro de um "preto" francês.

Vale a pena comentá-lo. É só isso que eu vou fazer. Para acabar para sempre com os racismos brancos e pretos contra indivíduos que têm outra cor. É certo que só o racismo anti preto é condenado. O outro (para os nossos procuradores e polícias) não o é - "eles" lá saberão porquê!

(nota demasiado a propósito:

vale a pena ler um artigo do actual presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento, publicado em 1974 - Para uma leitura ideológica da jurisprudência do STJ - "qualquer julgador deixará sempre ... o ferrete da sua ideologia cravada diafanamente no conteúdo de algumas das suas decisões"
... "a marca pessoal do julgador e a chancela da sua ideologia poderão ficar siglados para sempre na sentença que assinou; mas isso é o preço pago pelo facto de ninguém ser neutro" (sic)

Mas voltemos ao livro. Intitula-se "Eu sou negro e não gosto de mandioca". O seu autor Gaston Kelman vive há 20 anos em França e analisa de uma forma muito lúcida a questão de integração de cidadãos de outras proveniências num determinado país, bebendo a sua cultura, o seu espírito, a sua tradição, ou seja integrando-se plenamente. Deixaram a cultura do país de origem e não cairam na tentação de importar os "tiques" dos "pretos suburbanos" (a quem todos devem e eles não devem nada a ninguém) apresentado pelo cinema e telediscos americanos. Assumiram a cultura do país hospedeiro. Ou seja: têm cultura e não apenas "tiques" (e não dependem dos sos racismos e quejandos).

Veja-se o capítulo 7 - Sou negro e não tenho orgulho nisso

"Esta necessidade que o preto tem de provar que é um ser humano, encontramo-la já em certos percursores dos pais da negritude, essa corrente literária negra e francófona (minha nota Senghor e Franz Fanon) que se insurgia contra o colonialismo e o imperialismo do branco sobre o negro e que levaria à tomada de consciência do lugar do preto no seio da raça humana."

"Então eu digo que as proclamações do "orgulho" em ser preto - o mesmo para o "orgulho" dos homosexuais - fazem-me mal aos ouvidos, aborrecem-me e fico triste"

"Na boca de um negro o grito "tenho orgulho" equivale a dizer "Não tenho vergonha". é como se ouvirmos alguém dizer:
"tenho orgulho de ser pobre, doente e deficiente".

Bem leiam o livro que é delicioso.

Mas o que é que isto tem a ver com o racismo perguntarão os leitores.

Tudo, absolutamente tudo. É óbvio e eu concordo plenamente que uma comunidade tem a sua própria identidade, cultura, tradição e - também - a sua herança genética bem marcada.

Mas a pertença a essa comunidade é bi unívoca. Tem de se receber e tem de se dar!

Mesmo com a identidade, cultura, genética, etc., o que nós vemos é que os membros da comunidade portuguesa são hoje altamente minoritários no espaço territorial português. Menos de 10%, seguramente! E com uma percentagem de "brancos" na casa dos 80%. Ou seja para se ser português não basta cá ter nascido e ser filho de pais e avós portugueses (ou ser branco...). É necessário muito mais. è necessário um espírito dadivoso de pertença, de sacrifício e de doação.

E é aí que entra o nosso Marcelino da Mata. Todo ele respira portugalidade. Lutou, como voluntário, por um espírito e uma missão de portugueses, assumiu, desde muito jovem a sua pertença. Sem se preocupar se era branco ou preto. Se tinha ou não tinha vergonha (ou orgulho) de ser preto. Ele demonstrou de forma absoluta (pela acção e pelo verbo) de quem era filho. Era filho de Portugal e como tal defendeu-o até ao limite das suas forças.

Um dos comentários que li sobre Marcelino da Mata afirmava que "é pela lei da nacionalidade que se vê a ideologia de cada um".

Pois eu dou uma sugestão a quem tiver de fazer propostas sobre a Lei da Nacionalidade:

"que todos aqueles que se bateram nas tropas voluntárias (comandos, paraquedistas, GEP, Flechas, Fuzos - bem como todos os militares de incorporação normal e local e que tenham recebido, pelo menos a Cruz de Guerra de 3ª classe) sejam automaticamente eleitos para adquirirem a nacionalidade portuguesa.

É o mínimo que se pode fazer por aqueles que lutaram por um Portugal do Minho a Timor!

sexta-feira, junho 01, 2007

Confesso, sou urnófobo



Pois é, dá-me cá uma urticária quando veja a urna que vocês nem calculam.

No entanto não sou virgem. Já experimentei duas vezes. A primeira na eleição dos anos 70/80 em que Manuel Maria Múrias concorreu à AR. Por pouco não foi para lá. Foi pena tudo teria sido muito diferente!

A segunda foi no referendo à regionalização. Para votar não, claro. Tratava-se de um assunto de uma gravidade tal que a vitória da regionalização seria um disparate maior do que todos os outros a seguir ao 25 do 4.

Depois da última ofensiva dos anti bandidos sinto-me tentado a votar nestas eleições para a Câmara de Lisboa. Vocês calculam em quem. Mas que me vai custar vai!

Aliás vou revelar um segredo: após a intervenção dos colossos culturais cheguei a pensar aderir ao PNR. Não é que eu concorde com muito do que lá se diz e escreve, e principalmente com alguns indivíduos que por lá andam. Mas que pensei, pensei!

O que me fez recuar foi o facto de eu nunca ter militado (por questões de conveniência e imposição do Rodrigo Emílio) no Movimento de Acção Portuguesa (MAP) - único movimento que quer pelas suas ideias quer pelos seus militantes e dirigentes mereciam a minha concordância não a 100% mas para aí a 200%.

Ora se eu nunca estive no MAP como é que eu poderia estar no PNR?

Mas este ano contam com o meu voto (pronto já me estou a coçar...)

Um Grande Português



É de Marcelino da Mata que vos falo. (aqui numa imagem do 10 de Junho de 2003, no Monumento aos Mortos do Ultramar). Está prestes a fazer 70 anos o Oficial português mais condecorado em toda a guerra do Ultramar.

Hno trouxe-o, justamente, à ribalta num dos seus últimos postais. Congratulei-o de imediato num comentário que logo publiquei.

De seguida tenho assistido a algo que me fez revoltar.

Vou responder a esses indivíduos possivelmente amanhã. Hoje apenas quero referir que tenho orgulho de ser compatriota de um Grande Português que foi, é e será Marcelino da Mata. O mesmo orgulho não tenho quanto a outras pessoas.

quinta-feira, maio 31, 2007

Nihil Novi


Ou em português (para os menos familiarizados com o Latim) Nada de Novo.

1928 – Seara Nova – Raul Brandão dixit:
“chama-se liberdade de imprensa o direito exclusivo que têm certos potentatos ou certos malfeitores, graças às suas chantagens, de influir na opinião do pais. O problema não está, evidentemente, em impedir a liberdade desses homens, mas em pôr a imprensa ao alcance de todos, de maneira que os argentários não continuem a possuir o monopólio de opinião”

Voltando ao melhor de Marx - o novo proletariado

Não devemos ter medo de ler Marx. Eu nunca tive. E se a generalidade das suas análises e propostas para mim tem o pouco valor da sua datação e rigor filosófico pouco consistente, coisas há que nos devem servir de motivo inspirador.

Vamos buscar um pouco do melhor de Marx para analisarmos a situação do novo "proletariado europeu".

Com efeito com o aparecimento do capitalismo, ou melhor dizendo, com o momento em que passou a ser o "valor de troca" que determinou o "valor de uso" (ao contrário do sistema anterior) tudo se entornou. Marx explica-o bem.

Vem isto a propósito do que eu chamo o "novo proletariado europeu".

E senão vejamos.

Nas teorias dos corpos intermédios que dominaram as doutrinas "contra-revolucionárias" dos séculos anteriores, todo o Homem não é uma ilha. Pertence, está integrado, é herdeiro de uma cultura e de uma civilização, está protegido num sistema transpersonalista em que a comunidade (enquanto unidade de defesa da "pessoa") desempenha o papel integrador e defensor de todos os seus componentes: o Homem subordina-se livremente à sociedade e sabe, de antemão, que a comunidade o protegerá. Ele sabe que a comunidade tem direitos, e que os seus direitos (chamemo-hes individuais) só serão válidos desde que inseridos na própria comunidade.

Hoje tudo isto está ultrapassado e vencido. Até no mundo rural o "comunitarismo" desapareceu. é só para turista ver e etnólogo publicar estudos!

Caiu-se, pois, numa sociedade completamente (só aparentemente) personalista. Pelo menos essa é a doutrina oficial que nos vendem. Os valores dos direitos dos homens, etc e tal.

Mas tal facto não corresponde à realidade.

Hoje, no século XXI, e guardando todas as proporções, cada vez mais nos assemelhamos ao proletariado do século XIX. Recordemos que nessa época o proletário era o trabalhador (asfixiado pelo sistema capitalista triunfante em toda a linha) que vivia na insegurança total: económica, alimentar para ele e para os seus filhos, sem ligação ao seu grupo familiar, que abandonou a agricultura de sol a sol para as "luzes" da cidade para trabalhar repetitivamente de antes do nascer do sol até depois do sol se por.

O proletário - e isto não é o choradinho de Dickens e quejandos - vivia o dia a dia, (sem esperança de nada a não ser sobreviver até ao dia seguinte) era uma peça na engrenagem (descartável) a qualquer momento. Era só poeira humana como denunciado, na época, por Tocqueville e Renan, antes que Charles Maurras aprofundasse as suas teses.

Estão a ver o filme do triunfo dos porcos liberais?

Neste ocidente e este ocidente inclui, claro, os EUA - grande, enorme acelerador de todas as doenças da Europa - o homem de hoje (e principalmente o de amanhã) será o deserdado de todas as heranças e tradições, de todos os seus laços naturais, de todas as suas fidelidades. Nada o ligará a nada a não ser o seu aparente prazer dado pelo consumismo desenfreado.

Será o escravo não do patrão odioso e identificável do século XIX, mas sim do publicista que lhe impõe consumos desnecessários e tolos.

Ou seja deixará de ser a unidade produtora do século XIX para passar a ser a unidade consumidora do século XXI.

E quando se acabar este "paraíso" consumista, insustentável a médio e longo prazo, aterrará na realidade e, sem nada que o apoie (dos tradicionais cimentos sociais) e será indubitavelmente presa fácil dos novos patrões (não ocidentais) que ocuparão, então o espaço livre. Sim porque em geo política há um horror comum: o horror aos espaços vazios!

quarta-feira, maio 30, 2007

Resposta a quem se indigna comigo

Meu caro Anónimo:

Li, com interesse, o seu comentário ao meu último postal.

Diz que me lê às vezes com interesse outras com indignação. De certeza que se me lê regularmente verifica que a minha guerra é contra aqueles que consideram que têem a superioridade moral das democracias (Mário Soares dixit).

Ora é precisamente aí que eu quero chegar.

A minha geração fez a Guerra do Ultramar. Também me tocou a mim. Uma das coisas que se verificam quando se participa numa guerra (com qualquer dimensão) é que não há "bons" e "maus". São todos "maus". O resto é propaganda, e da mais rasca.

Vi coisas que me fizeram descrer profundamente na raça humana. Recusei-me a entrar nesse jogo. Por questões de Honra, de espírito cavalheiresco, de educação familiar?. Desconheço as razões, mas que não entrei é uma verdade.

Conheço bem o período que o meu estimado leitor descreve (a 2ª GM). Pelas mais variadas razões, que para já omito.

Também aqui não há inocentes. A barbárie, como acertadamente lhe chama, foi dos dois lados. No entanto a história, como bem sabe, é feita pelos vencedores. "Vae victis" já diziam os romanos.

E se as "barbáries" do lado dos vencidos são objecto de centenas e centenas de milhar de livros, referências, filmes, etc., e são bem conhecidas (ao fim e ao cabo é a história oficial!) as barbáries do lado dos vencedores são sempre, sempre omitidas. Mais, são inexistentes.

É, pois essa parte que eu relevo neste blogue. Para que nunca mais se diga que houve os "bons" (os nossos) e os "maus" (os fascistas).

Olhe se quer que lhe diga a minha opinião. Se uns mereceram a forca os outros deveriam ter tido o mesmo destino.

Por muito que isso o indigne essa é a verdade!

E olhe aproveito a sua última frase e que se me dá licença faço minha:

"É espantosa ( e triste ) a cegueira dos que teimam em não ver."

terça-feira, maio 29, 2007

Sarkozy não comemorou, claro ...



Fez a semana passada 63 anos que os ingleses atacaram (com 800 bombardeiros) as cidades de Lyon e de Marselha. Estas cidades não tinham defesa anti - aérea. A França era neutral!!!

Em Lyon 700 mortos e 20.000 desalojados.
Em Marselha cerca de 2.000 mortos.

No total - e no País Amigo (França) - os ingleses e os americanos mataram com os seus bombardeamentos 69.078 civis, (homens, mulheres e crianças).

Os bombardeamentos alemães em Inglaterra (país que declarou guerra à Alemanha) - e durante toda a guerra -causaram 60. 227 mortos.

E depois os outros é que são os maus da fita!!!

segunda-feira, maio 28, 2007

Obrigado Socrates


Eu acho que todos os pais e avós (destesto o termo actual de "encarregado de educação") deste país devem um grande agradecimento ao primeiro ministro.

O facto de ter "drenado" a educadora de infância Margarida Moreira para directora regional do norte da "educação" foi uma das suas medidas mais acertadas.

Imaginemos - por um minuto que seja e como num filme de terror - que a referida educadora estava a leccionar as nossas crianças. Meu Deus, pobres crianças.

Alguém que eu conheço bem e que também é - ela sim - uma "Educadora" costuma dizer (fora das horas de serviço, entenda-se!!!) que há professores que não só não deveriam ensinar crianças mas, sobretudo, nem sequer deveriam poder respirar para cima delas.

Não sei porquê mas esta parece-me das tais!

Abrir ou não abrir, eis a questão

O nonas (extraordinário Amigo) num postal de ontem resolveu declarar que eu tinha aberto o livro de memórias.

Esse é o problema:

Abro não abro? Já ou mais tarde?

Não sei! Acho tudo isso muito prematuro. Há muita gente viva e "bem colocada".

Prefiro ir contando pequenas aventuras, prestando algumas homenagens, o resto o tempo ditará.

Hoje vou homenagear um Homem, grande Pintor e Artista Plástico, que dirigiu a minha "evacuação" para Espanha.(Não cito o seu nome a pedido expresso da família).

Mas contemos um pouco da história: No 28 de Setembro sairam de Portugal, a salto para Espanha, largas centenas de camaradas e de outras pessoas. Essas passagens deram origem a algumas cenas caricatas e perigosas que poderiam ter posto em causa a vida e a segurança de tantos e tantos bons camaradas.

Foi então decidido fazer uma organização que se responsabilizasse por esse sector. A sua direcção foi atribuída a um grande Artista português que (para além das suas capacidades organizativas e conhecimento profundo das fronteiras continentais) tinha a seu favor o facto de ser praticamente desconhecido do mfa e pc.

E como ele trabalhou bem!

Quando fui confrontado com a informação (de fonte muito segura) que a minha prisão estava por dias pude contactar com a organização. Nunca vi tanto profissionalismo. Em menos de 48 horas estava em Espanha. E tudo, mas absolutamente tudo estava perfeito. Eu sabia que havia gente do mfa muito interessada em "falar comigo" por isso avisei a organização desse facto visto poder colocar em risco todo o sector. O nosso Homem não se preocupou e assim parti eu de Lisboa da zona da Av da República no dia 27 de Maio logo de manhã. Recordo a propósito um pensamento que na altura me ocorreu. Tinha sido naquela rua que eu doze anos antes tinha entrado, pela primeira vez, na sede do Jovem Portugal para aí conhecer o Zarco e iniciar a minha militância política.

Bom o resto é história. Passei calmamente a fronteira. Do outro lado - para além do Rodrigo Emílio e de um "bloguista que anda muito arredio dos postais" estava o nosso Pintor ao volante do seu carro para me conduzir a Madrid e a 16 longos meses de Exílio "à lareira de Castela". Mas isso são já outras histórias.

NB: os "Homens" eram tão profissionais nas evacuações que (segundo ouvi) até fizeram uma de avioneta!

domingo, maio 27, 2007

Memórias de um "salto"

Faz hoje 32 anos que eu (pela primeira vez) passei a fronteira continental a salto.

13 meses e dois dias depois do 25 do 4 tocou-me a mim. Uma coisa que eu nunca desejei - o exílio!

Do outro lado da fronteira à minha espera (e de outro camarada bem mais valioso que eu) estava o Rodrigo Emílio. Incansável, como sempre.

Sabendo do sucesso da minha passagem continuou na zona mais dois dias, (entrando e saindo diversas vezes em Portugal) para ajudar um valiosíssimo camarada a chegar a bom porto. Esse camarada não teve a minha sorte (as suas condições físicas e de saúde estavam depauperadas pelos meses e meses de prisões com que já contava).

O que quero aqui realçar de verdadeiramente importante é que o Rodrigo estava lá. O Rodrigo estava sempre presente quando era necessário.

sexta-feira, maio 25, 2007

Mon D(r)ieu




Sempre e sempre Drieu! Sempre me acompanhou.

Não há dúvida nenhuma: o mundo pertence aos apaixonados e aos desmedidos!

Metáfora pictórica

"Eles" começam a ver que dá dinheiro...



Começam a surgir um pouco por todo o mundo livros de homens do sistema que "descobrem a careca" aos supremacistas morais da nossa praça.

Talvez no seguimento das descobertas dos crimes americanos de tortura mas prisões de Bagdad, "eles" descobriram que era um bom filão financeiro acabar com o ensurdecedor silêncio dos vencedores.

Está bem, admito que muitos e muitos publicaram ao longo dos anos livros fundamentais, tais como "Os crimes dos bons", etc. Mas com uma difusão muita restrita. Algo mudou com Bacque e o seu "Other Losses". Mas continuava tudo muito no pequeno circuito. As editoras são pequenas, da difusão é melhor nem falar. Esses livros nem tem lugar nas bibliotecas universitárias, onde a investigação histórica bebe muito das suas fontes.

Mas algo mudou. Na Europa tem surgido livros e livros (de escritores de esquerda e altamente prestigiados como antifas de serviço) em que a verdade começa a vir ao de cima. No ano transacto tivemos o "romance" de Giampaolo Pansa (Il sangue dei vinti), sobre o pós 25 de Abril em Itália. Nada que não tivesse sido dito e escrito por centenas de autores. Só que sem programas de TV e discussões mediáticas. Acresce que foi publicado por uma das grandes editoras italianas, daquelas que vendem centenas de milhar de exemplares. (aos interessados informo que o Nonas tem)


Agora surgiu em Espanha "Un mundo en ruinas, 1945/46", David Solar, La esfera de los libros, 2007, 584 pag, 30 euros.

Já lhe passei os olhos em cima e recomendo que não vale a pena gastar dinheiro com ele. Como exemplo vale a pena ler a odisseia de Horthy (Regente da Hungria e que traiu Hitler) nas mãos dos americanos. na prisão de Mondfort, perto do Luxemburgo. a cargo do célebre coronel Paulus. A prisão a que os americanos chamavam "Ashcan" (balde de lixo) albergava a nata dos generais e dirigentes políticos dos vencidos e em que a convenção sobre prisioneiros de guerra sempre foi letra morta.

No entanto e logo no primeiro capítulo o "historiador e jornalista" espanhol espalha-se ao comprido com a descrição da execução de Mussolini e de Clara Petacci. Ao fim e ao cabo retoma a velha e gasta "história oficial" que os comunistas italianos difundiram no final da guerra. Nem toda a investigação levada a cabo por Pisanó e tantos outros o comoveu. Nem sequer os novos elementos da autópsia que demonstram a impossibilidade da história da carochinha da execução do Duce.
Sobre a mais que provável violação de Clara Petacci, nem uma palavra. Quem quiser saber mais não leia este livro. Recomendo-vos outro livro (que o do costume também tem ...): "Gli ultimi cinque secondi di Mussolini" de Pisanó.

quinta-feira, maio 24, 2007

Nimier, sempre Nimier



"Quando os homens deste planeta forem um pouco mais dificeis, far-me-ei naturalizar humano. Enquanto aguardo prefiro continuar fascista, mesmo que isso seja barroco e fatigante"

Roger Nimier

Dever de Memoria - II


Há 25 anos morria Pierre Clémenti. Nascido a 28 de Maio de 1910, foi operário metalúrgico antes de se tornar jornalista no "La Répubique", jornal socialista radical. A sua militância na esquerda durou poucos anos. Depois do 6 de Fevereiro de 1934 criou o Partido Francês Nacional Comunista, que passou a editar o jornal "Le Pays Libre".

O seu partido sofre, contudo, uma grande cisão motivada pela entrada em cena do Partido popular Francês de Jacques Doriot, ao qual aderem as centenas de operários (sobretudo metalúrgicos) que constituiam a sua base de apoio.

Cada vez mais isolado Clémenti renomeia o seu partido como "nacional colectivista". Mas sem ter qualquer efeito prático. É então que decide aderir ao projecto da fundação da Legião de Voluntários Franceses contra o bolchevismo (18 de Julho de 1941)

Disse então: "Não foi a França que foi batida, mas sim o bando de malandros, judeus e capitalistas" e que "a única forma de provar a sua verdade é arriscar a pele".

Como Doriot combate na frente de Leste em 1942 e 43. Após a invasão de França pelos americanos e ingleses vai para a Alemanha onde continua o seu combate.

No final refugia-se na Península Ibérica e continua a sua luta política. Foi um dos fundadores do movimento "Ordre nouveau".

Morreu esquecido em 1982.

segunda-feira, maio 21, 2007

Que mil virgens...

... se arrojem a vossos pés todas as noites ansiando por vós serem possuídas!

Que mil estrelas estiolem de inveja face ao vosso brilho!

Que mil pétalas cubram os lugares onde vossos pés passaram!

Que mil otas sejam construídas para vos glorificar!

Que mil estátuas cobertas de ouro vos sejam erigidas para que todos vos possam admirar!

Tudo e tudo por vós Grande Arquitecto do Universo! (ou melhor Grande Engenheiro do Universo)

Tudo por vós JOSÈ SÒCRATES!!! Verdadeiro Farol de Alexandria que iluminas as nossas vidas!



Pois eu (que sou um vosso leal e devotado servo) estou danado! Danadíssimo! Furibundo!!!

Como é que aquela vossa admiradora do Porto tratou com tanta brandura aquele facínora, aquele bandido que ousou dizer uma "graçola" sobre vós. Sim só lhe pôs um processo disciplinar, queixou-se ao Ministério Público, mandou-o embora (escorraçou-o) para a Escola. Que brandura meu Deus!

Sinto-me possuído da raiva vingadora do Marquês de Pombal contra os Távoras. Sinto-me possuído pela crueza de Pedro quando arrancou o coração dos assassinos da bela Inês!. Como os invejo. Aqueles sim sabiam tratar dos incréus! Não não precisavam da polícia, dos processos disciplinares. Faziam justiça e pelas próprias mão.

Eles não perceberam ainda as magníficas palavras dos vossos mais devotos servidores:

"Quem se mete com o PS leva!"

"Habituem-se"!!!

sexta-feira, maio 18, 2007

Júdice - Costa: a luta contínua

Não, não é gralha. É mesmo contínua e não continua.

No parágrafo 217 das "Investigações Filosóficas", Wittgenstein escreve:

"Se esgotei as justificações, então é porque já estou a escavar na rocha, e a minha pá entorta-se. Estou então inclinado a dizer: 'É assim que eu procedo'". E que mais há a dizer?

Como recordo Rodrigo Emílio em Campamento dizendo-lhe (certeiramente) na cara algumas verdades já bem evidentes.

A propósito e para quem quiser conhecer bem o mandatário do Costa recomendo-lhes a leitura de uma entrevista por ele dada a Maria João Avilez. Está na página Universidade de Coimbra - Centro de Documentação 25 de abril. Depois é só procurar.

Ainda o selo de qualidade




Até Almada Negreiros fez uma parada de parabéns.
(colecção particular)

quinta-feira, maio 17, 2007

Desvendo o misterio

Pois como o hno está a ser vítima das habituais brincadeiras do nonas, aqui vai a pista final.

Quando num postal anterior relatei o roubo de livros disse que os mesmos estavam assinados José Carlos (o meu verdadeiro nome).

Assim é fácil

Sinto-me honrado


E sinto porque tendo entrado de pantufas nesta aventura bloguista nunca pensei que o mesmo tivesse não só a audiência que está a ter, mas sobretudo por ter recebido o "Selo de Garantia de Qualidade" do camisa negra. É como ter o selo do IPQ.
Nunca pensei.

Surpreendeu-me o hno não me ter ainda identificado. Com o que eu vou dizer a seguir talvez lá chegue.

Vou hoje revelar, pela primeira vez, a razão do título desta página.

Fez há uns dias 33 anos o Rodrigo Emílio e eu (e mais uns tantos que, por vergonha, não cito) saímos de uma reunião na Junta de Energia Nuclear com o General Kaulza de Arriaga.

Tinhamos sido convocados por ele para oficialmente o "aconselharmos". Na prática ele queria vender-nos a ideia de formar um partido. Rodrigo Emílio (e mais algumas pessoas) disse-lhe franca e lealmente que ele era General (comandante de tropas) e não um político. Por isso tivesse uma actuação consentânea. Mais adiantamos que muito ainda estava intacto e contando com a ligação com Luís Fernandes em Moçambique, ainda tudo era possível. No decorrer da conversa houve um facto que mais razão nos deu. Kaulza recebeu uma chamada telefónica a informá-lo que iria ser corrido de General no activo. Ele ficou bastante combalido. E por aí, sem honra nem glória, acabou a reunião. Cada qual saiu de lá com as ideias que já tinha. Alguns foram ajudar a formar o tal partido político, outros, contudo, decidiram continuar a conversa noutro local.

O Rodrigo não tinha dúvidas nenhumas sobre o futuro próximo e que era necessário prepararmo-nos para o pior. Daí ao delinear de uma estratégia múltipla foi um passo. Depois de algumas horas num solitário banco de jardim (no Principe Real) fomos para casa de António de Séves onde foram distribuídas diversas tarefas. A mim coube-me uma que (para já) omito.

No final da reunião acordámos os procedimentos de segurança a ter. É nessa altura que o Rodrigo me crismou de "Manlius", nome que me acompanhou quer na semi-clandestinidade quer na clandestinidade propriamente dita. Só perdi esse nome quando tive de ir para o exílio.

Foi, pois, em homenagem ao Rodrigo Emílio que adoptei este nome. Aliás a primeira razão desta página foi manter um local de homenagem permanente ao Amigo - Irmão.

Voltarei ao assunto

2007 ou 1867?

Roubado ao "Magazine de Grande Informação" hoje distribuído:

"Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não tem a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política e acaso, política de compradio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por previlégio e influência da camarilha, será possível conservar a sua independência?"

Eça de Queiroz, 1867, in "O distrito de Évora

quarta-feira, maio 16, 2007

Eu fumador me confesso - 2




Como já declarei sou fumador e (também) provocador. Detesto os politicamente correctos.

E vou chateá-los um pouco. Ou talvez muito!

Este postal é mesmo para os chatear muitíssimo!

Eu fumador me confesso

Eu sou fumador e assumo-o!

Nunca por nunca ser fui moralista e chateiam-me muito esses personagens.

Já sei que vou ser perseguido como um facínora quando a lei dos sores deputados entrar em vigor. Mas já passei por pior.

Quero aqui protestar é por outro assunto.

O sor ministro (da sinistra) da saúde anda bastamente distraído, mas eu que sou um defensor acérrimo do serviço público cá estou para lhe dar a informação:

Dia 11 deste mês li (com redobrada atenção) este texto saído nos media. Como estou imbuído do espírito de "bufo" que o governo incentiva para os funcionários públicos (e apesar de o não ser) não quero deixar de bufar. Aí vai:

Estudo foi realizado pela Escola de Saúde Johns Hopkins (publicado em The New England Journal of Medicine)

As pessoas que, ao longo da sua vida, praticaram sexo oral com mais do que cinco parceiros têm 250% mais hipóteses de sofrer de cancro na garganta do que aquelas que não praticam sexo oral.

De acordo com um estudo realizado na Escola de Saúde Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, isto deve-se ao facto de o Papilomavirus Humano (PVH) poder ser transmitido também através do sexo oral. O papilomavírus é responsável por infecções em cerca de 80% das mulheres sexualmente activas e está implicado na maioria dos cancros cervicais (no útero).

Os investigadores recolheram amostra de sangue e saliva de cem homens e mulheres a quem foi recentemente diagnosticado cancro na região da garganta e faringe e de 200 outros indivíduos saudáveis. As análises revelaram quantos destes indivíduos tinham sido já infectados com PVH. Além disso, todos os participantes neste estudo responderam a um questionário sobre a história clínica da família, os seus hábitos sexuais e outros factores de risco, como o contacto com álcool e tabaco.

Os cientistas chegaram assim à conclusão que as pessoas já infectadas com PVH tinham 32 vezes mais probabilidades de contrair cancro na garganta. Esse número aumentava para 58 vezes mais probabilidades para aqueles que foram infectados com PVH-16, uma estirpe particularmente agressiva do vírus.

O estudo também revelou que, através do PVH, há uma ligação entre o sexo oral e o cancro na garganta: as pessoas que já praticaram sexo oral com um a cinco parceiros em toda a sua vida têm aproximadamente o dobro das hipóteses de contrair a doença do que quem nunca fez sexo oral. Com seis ou mais parceiros, as probabilidades são 250% superiores.

Ora isto leva-me à seguinte questão.

Será que os sores deputados vão proibir (também) o sexo oral nos locais públicos - cafés, bares, cabarets e locais de trabalho (assembleia da república incluída)?

Sim porque ou há moralidade ou comem todos

terça-feira, maio 15, 2007

lenine, estaline, racine...


Eu vou uma vez mais faltar ao prometido. Como os leitores recordarão eu disse noutro dia que não voltaria a falar sobre a apreensão de livros pelos colossos culturais.

Mas boas contas faz o preto ...

Mas eu conto. Tive um encontro (inesperado de todo) com um conhecido que já não via pelo menos desde os anos 80. Trata-se de alguém que pertence de alguma maneira aos quadros policiais (tanto quanto me recordo parece que é da PJ).

Conhecemo-nos nos idos de 74/75 no período quente e dele guardo algumas (poucas) recordações.

Bom a conversa do costume. Como vais? A Família? etc... Bom até aqui tudo bem.

Como ainda não tinha digerido a apreensão dos livros falei-lhe disso e disse-lhe do meu profundo desacordo com essa atitude policial. Retorquiu-me com uma conversa esquisita sobre o elemento probatório dos livros apreendidos, patati, patata! Foi a minha vez de contrapor dizendo-lhe, por exemplo, que se a polícia fosse a minha casa poderia incriminar-me de tudo o que quizesse: ou de comunista (de diversas facções e tendências), "fascista" (também de praticamente todas as facções), de anarquista, de democrata cristão, de socialista, etc. E se fossemos para os livros não políticos idem idem aspas aspas. Se me apreendessem livros de poesia podia ser acusado de tudo: desde pedófilo (livros de António Botto) até tarado sexual (diversos), e assim sucessivamente.

Mas a opinião dele mantinha-se. Decidi então contar-lhe uma historieta que me foi contada nos velhos tempos do Café Aviz.

Estória essa que eu vou compartilhar com os meus estimados leitores:

Um dia a PIDE resolveu foi a casa de alguém. Fez uma série de apreensões, nomeadamente de livros. O agente que procedeu a essa apreensão foi mostrar ao chefe (inspector?) o auto de apreensão. O chefe leu e ficou banzado. E perguntou ao agente porque tinha apreendido livros de Racine. O agente não se descompôs e disse: "olhe Lenine, Estaline e Racine é tudo a mesma coisa!".

Bom como o chefe era um homem inteligente e culto mandou imediatamente devolver os livros (entre os quais os de Racine) aos legítimos proprietários. (e deve ter dado umas boas gargalhadas...)

Bem o meu conhecido ficou na mesma. Não percebeu a piada. Encolheu os ombros. E por aí ficou a conversa.

Conclusão desta conversa. Todas as polícias são iguais. O nível é igual cinquenta anos depois. Só que agora não há nenhum chefe inteligente e culto como havia (alguns) no tempo da pide.

NB: Para os colossos culturais que não perceberam a piada passo a explicar que Lenine e Estaline são dois comunistas que foram muito importantes para o movimento comunista internacional. Viveram a cavalo entre o século XIX e XX. Racine, Jean era um francês, autor de peças teatrais que viveu no século XVII. Assim já percebem?

segunda-feira, maio 14, 2007

Vem cá baixo Marquês ... que eles estão cá outra vez


É a segunda vez que utilizo este título.

A primeira foi em 1973, aquando do julgamento dos padres da Beira (que negaram a entrada da Bandeira Nacional naquela Igreja moçambicana) - e perante o desespero da hierarquia, danada pelo facto da Comissão de Censura não ter cortado a ofensa.

Hoje volto à mesma.

Pelo Nonas e pelo "Sol" (que alumia os bem pensantes da nossa praça) soube da atitude do Opus Dei contra um Senhor que não conheço, mas sei, pelos jornais, ser um líder do PNR.

Nada que não seja vulgar neles.

Aliás é sempre bom regressar aos Mestres. Quem não se lembra do Mestre Alfredo Pimenta a comentar a atitude cobarde e vergonhosa da hierarquia católica face ao ignomioso tratamento a que foram votados aqueles mesmos que tinham permitido e assinado o Tratado de Latrão.

Mas enfim, como diz a sabedoria popular: "a boa acção fica para quem a pratica"!!

E depois admiram-se de eu preferir o Copus Night ao Opus Dei...

Lembrando Brasillach ... e Goulart Nogueira

A magnífica tradução do poema de Brasillach "Mon Pays me fait mal"


O MEU PAÍS FERIU-ME

O meu país me dói, pois que enche os seus caminhos,
Que lança filhos seus entre as águias sangrentas,
Que põe soldados seus em combates mesquinhos,
E dá ao céu azul um sol de armas violentas.

O meu país me dói em este tempo escuro,
Com juramentos vãos, com o quebrar dos laços,
Com a sua fadiga e as núvens do futuro,
Com os seus fardos de peso a entorpecer-lhe os passos.

O meu país me dói, ao ser dúplice e vário,
Ao abrir o oceano para os navios cheios,
Ao abater na morte o marujo e o corsário,
Ao apagar, ligeiro, os erguidos esteios.

O meu país me dói pelos seus exilados,
E tanto calabouço e p‘los filhos perdidos,
Por cada prisioneiro entre arames farpados,
E pelos que estão longe e hoje desconhecidos.

O meu país me dói pelas terras em chamas,
Dói-me sob o inimigo e dói sob o aliado,
Dói-me em seu corpo e alma e dói-me com os seus dramas,
Dói-me sob a grilheta onde está subjugado.

O meu país me dói por toda a mocidade
Sob estandarte estranho e dispersa em parcelas,
Perdendo um jovem sangue a cumprir em verdade
As promessas de quem já nem cuidava delas.

O meu país me dói, pois vejo tantos fossos
Cavados por fuzis que os irmãos empunharam,
Dói-me ver usurpar até ao sangue e aos ossos,
O salário mais justo e os que renunciaram.

O meu país me dói, a escravizar-se, exangue;
Por seus carrascos de ontem e pelos que hoje há,
O meu país me dói, a lavar-se com sangue;
O meu país me dói. Quando se curará?

Versão em língua portuguesa de Goulart Nogueira

sexta-feira, maio 11, 2007

Para acabar de vez com a Cultura


O título deste postal fui buscá-lo a um livro de Woody Allen! Sim só me lembrei de Woody quando se concretizou a ligação da Orquestra Sinfónica Portuguesa, Teatro de S. Carlos e Companhia Nacional de Bailado num mesmo organismo.

A imagem é de wehavekaosinthegarden.blogspot.com

Publicidade pos - moderna




O que os americanos inventam para fazer publicidade!!!

lasciate ogni speranza voi ch'entrate ...


« A democracia exclui a verdadeira disciplina. A democracia quer dizer igualdade no mal e na morte. Um povo que se fia na democracia demite-se de todas as esperanças de futuro: opta pelo cemitério."
Charles Maurras. 1 Dezembro de 1923.

quinta-feira, maio 10, 2007

As cabeças charradas



Não, não é mais uma gralha em que este bolgue é useiro e vezeiro. Não falo em cabeças rapadas, mas sim nas verdadeiramente charradas.

Mas eu passo a contar. Ontem à noite quando regressava a casa cansado de um dia intenso de trabalho encontro um velho conhecido berloquista (bastamente trotsquista) que me convidou para assistir a uma conferência sobre a semana de Maio de 1937 em Barcelona. E lá fui eu.

Bom quando entrei naquele reduto berloquista quem ía ficando charrado era eu (mas saí são e salvo..).

Mas vamos ao que eu queria contar. Tratava-se de uma conferência homenagem aos catalães anarquistas da FAI/CNT e principalmente aos do POUM (partido trotskista) que o bom do Zé Staline e seus acólitos se encarregaram de dar cabo, aproveitando a guerra dentro da guerra que ocorreu entre 3 de Maio e Junho de 1937, data em que Andres Nin foi liquidado nas checas comunistas de Madrid.

O que eu gostei mesmo foi do teor das conferências. No seguimento daquele americano Moore, ou lá como ele se chama, os conferencistas aproveitaram para vir com uma nova teoria (conspirativa, é claro). Segundo eles os responsáveis pelo assalto dos republicanos à Telefónica de Barcelona não foram os comunistas (como até agora se tem afirmado), mas sim os fascistas infiltrados. Bem eu não sabia se havia de rir às gargalhadas ou então se devia só sorrir. Mas olhando à volta e vendo todas aquelas cabeças charradas, em êxtase, (sim porque afinal a culpa era dos fascistas...) achei por bem colocar o meu ar circunspecto. Saí de lá perfeitamente estarrecido com a falta de qualidade daquela gente. As vulgaridades, o olhar as coisas pela rama. Até Trotsky saiu de lá tão mal tratado.

Ou seja uma noite perdida.

quarta-feira, maio 09, 2007

Bad Reichenallz - ou a supremacia moral deles


Fez ontem anos (já com a guerra acabada) que o General Leclerc mandou fuzilar 12 soldados franceses da LVF (que lutaram contra o bolchevismo ao lado de outros europeus, sob o comando alemão).

Julgamento, ou mesmo simulacro, não houve. Houve o poder único da vontade de um general (multicondecorado e aplaudido anos a fio). Como não gostou que os prisioneiros lhe respondessem na mesma forma (também o senhor usa um uniforme estrangeiro - o americano), decidiu ali mesmo que eles fossem todos fuzilados (pelas costas!). A resistência dos condenados foi determinante para que a morte lhes fosse dada cara à cara.

Marcha do orgulho da Familia - Fotos


Pasqua sabe-a toda ...

Pois é Charles Pasqua - o político francês que "inventou" e promoveu Sarkozy - teve uma tirada de génio.

Vale a pena guardar para a posteridade as suas palavras:

"Les promesses des hommes politiques n'engagent que ceux qui les reçoivent", ou em tradução livre:

As promessas dos homens políticos só comprometem aqueles que nelas acreditam!

Está tudo dito!

terça-feira, maio 08, 2007

À atenção dos "quadrilheiros"



Um vídeo explícito. De uma violência rara. Não recomendável a pessoas sensíveis!

A extrema direita ataca de novo.

Fui ao veterinario - ou as feministas ao rubro


No sábado passado fui ao veterinário. Nada de grave com a minha cadela. Apenas as vacinas e a consulta de rotina. A minha cadela é uma cadela possante, adorável com as pessoas, mas dominante e brava como poucas. A herança genética de defensora de rebanhos contra lobos e ursos está bem vincada. Não tem medo de nada. De nada, não. Tal como no Asterix tem medo que o veterinário "lhe caia em cima". Quando entra naquela casa, fica murcha, esconde-se debaixo da cadeira em que estou sentado (não faço ideia como é que ela consegue dado a seu tamanho), silenciosa e de orelhas murchas.

Tal situação coloca-me na posição de ter de ler algo enquanto espero pela consulta. As revistas que se encontram lá são todas do mesmo género. As caras, as vips, as holas, as elles, etc. Não tenho pachorra nenhuma para aquilo. Mas mais vale desfolhar as revistas do que estar entediado (ainda por cima com uma cadela tremelicante por baixo das minhas pernas).

E no meio desse desfolhar dei de caras com a revista Elle (sim essa mesmo - a ponta de lança do feminismo francês "a outrance") de 4 de Setembro de 2006. A revista estava em pânico!

Primeiro o título da reportagem: "Estados Unidos: Socorro! Volta a mãe perfeita".

De seguida a apresentação: "Mas que se passa nos EUA? Para criarem e educarem os seus filhos, elas abandonam tudo, primeiro a sua carreira, depois a sedução e mesmo a sexualidade. Um fenómeno retrógado que revolta a jornalista Judith Warner. Acaba de publicar "Mães à beira de uma crise de nervos" (Albin Michel). Entrevista"

De seguida a jornalista americana fala com a jornalista francesa (ambas bestialmente feministas) e lança o grito de alarme contra o reaccionarismo que se está a verificar nos States.

O regresso da mãe perfeita que trata totalmente da educação dos filhos é uma realidade que não para de crescer na terra do tio sam. Todos os anos milhares e milhares de mulheres optam por essa via. È o grito de desespero de todas as feministas. A americana pensava – a princípio – que esta vaga de “fascismo masculino” se resumia a grandes cidades e à classe burguesa. Qual não foi o seu espanto quando verificou que essa tendência (que começou por volta dos anos 90) era transversal a todas as classes, espalhava-se também pelas comunidades rurais e – crime dos crimes – a todas as origens étnicas. È o fim. Este seu livro é, pois, um manifesto de combate contra esta nova forma de opressão e a sua edição na Europa é um aviso à navegação do que se pode vir a passar no velho continente.

Enfim, como calculam, não pude copiar toda e entrevista. Também não ia “roubar” a revista. Mas recomendo-vos. Caso vão a algum consultório (onde estão essas coisas) não deixem de tentar encontrar a revista e ler a entrevista. Olhem que vale a pena.

Entrando no Eliseu (no Palacio, claro)

segunda-feira, maio 07, 2007

Estou furibunda!!!



Como hoje de manhã estavam umas "jornalistas" quando, na rádio, falavam da derrota-banhada dos socialistas na Madeira.

A propósito "aaa - ddo - reiii" o facto dos nossos democratas terem introduzido oficialmente um "palhaço" na campanha eleitoral. Que aquilo era tudo um palhaçada - já todos nós sabíamos. Mas eles assumirem-no???

A propósito e para quem não saiba o "palhaço" deu um deputadozinho ao partido que o contratou. É só aprenderem a lição.

A grande rameira

Sarkozy numa manobra habitual "neles" veio já dizer que esta sua eleição foi como um Sim categórico à europa dos mercadores.
Estão-se a confirmar os piores receios. A propósito viram a rapidez de Bush a saudar "mon ami sarkozy".
Excelente o postal do Jantar das Quartas sobre a comemoração de vitória dos "franceses". A ver. É imperdível.
Que saudades de Louis de Funés.

Marcha do orgulho da Familia


Realizou-se sábado em Bruxelas - com a participação de poucas centenas de europeus a Marcha do Orgulho da Família. O silêncio dos meios de comunicação social foi total. O nível de participação foi ridículo. No entanto o que é preciso é começar.

A propósito, no próximo sábado (à mesma hora e no mesmo local) realiza-se a marcha do orgulho "gay". Os jornais não falam de outra coisa. As TV vão lá estar todas.

Conclusão: "eles" gostam mais de estar junto dos maricas do que junto das famílias. Freud talvez explique isso!

quinta-feira, maio 03, 2007

Tudo menos Sarkozy - III




Agora que a OPA dos americanos sobre a Europa está prestes a ter sucesso devem os franceses engolir sapos (tapar os olhos como dizia Cunhal) e votar no mal menos péssimo. Eu ainda acredito!

quarta-feira, maio 02, 2007

skins neo nazis em Macau?



Macau, Cidade do Santo Nome de Deus. 1º de Maio de 2007.
Dia do Trabalhador

Um grupo de trabalhadores de Macau protesta contra os emigrantes que lhes roubam os postos de trabalho.

Isto, garanto-vos, tem a ver com a malévola influência dos skinheads e do PNR (e não nos esqueçamos do Le Pen) junto da comunidade chinesa de Macau.

Eu (se fosse do governo) encarregava os inspectores da Direcção de combate aos bandidos para irem a Macau (com ajudas de custo, claro) estudar os livros que eles (os macaenses) andam a ler. De certeza que lêem o Triunfo dos Porcos.

PS (salvo seja): viram os manifestantes? tem pinta de nazis. Aquele que ia preso parece mesmo o Presidente do PNR. E aqueles símbolos? Devem ser neo nazis! E as bandeiras amarelas? Ou são do Beira Mar, do Estoril Praia ou então deve ser uma cor nazi!!!

Hoje apetece-me dizer bem! Merece-o





Li hoje, com interesse, um artigo do Professor Marçal Grilo no Público. Em resumo, ele dizia bem! Bem do que é bom em Portugal, daquilo que nos pode encher de orgulho. Tudo o que é mau ficou de fora. Até que enfim que um "opinion maker" navega nestas águas.

Pois a mim também me apetece dizer bem. E vou dizer bem do Professor Grilo por um facto pouco conhecido. Acho que o próprio é capaz de nem se lembrar.

Um dia lá por 1998 apanhei o Professor Marçal Grilo a jeito numa conversa sobre música. (era ele então Ministro socialista da Educação) E eu que nunca costumo pedir nada resolvi chamar-lhe a atenção para o facto da Guitarra Portuguesa não estar a ser ensinada quer nos Conservatórios quer nas Escolas Superiores de Música. O que era um "crime" (disse-lhe eu). Pensei que lhe tinha entrado a 100 e saído a 500, como agora se diz.

Pois qual o meu espanto quando poucos meses depois o problema (burocrático, apenas burocrático...) estava resolvido e o ensino do Cordofone lusitano por excelência, estava não só legalizado, como também dinamizado.

Viu-se que para Marçal Grilo também a Tradição e a Identidade eram importantes.

Bem haja!