Acabei de ler o 1º volume de Ultramemórias de Ernesto Milá.
Recomendo vivamente. E está para ser publicado o 2º volume.
Vão a INFOKRISIS e sigam o caminho para adquirir os volumes.
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quarta-feira, setembro 14, 2011
A ler - recomendo
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quinta-feira, maio 27, 2010
Felizmente ainda há gente boa

No seguimento do postal anterior não quero deixar de aqui colocar uma lista (não sei se completa) de todos os Monumentos aos Heróicos Soldados Portugueses que se bateram na Guerra do Ultramar:
ÁGUAS SANTAS (MAIA)
AGUIM (ANADIA)
ALBUFEIRA
ALMEIRIM
ALMOINHA GRANDE (LEIRIA)
ARGANIL
BARROSELAS (VIANA DO CASTELO)
BEIJÓS (CARREGAL DO SAL)
BELMONTE
CANTANHEDE
CARTAXO
CASTELO DE PAIVA
CASTRO DAIRE
COIMBRA
COVILHÃ
CUBA
CURRELOS (CARREGAL DO SAL)
DORNELAS (SEVER DO VOUGA)
ELVAS
ENTRONCAMENTO
ESTREMOZ
FAFE
FÂNZERES (GONDOMAR)
GAFANHA DA ENCARNAÇÃO (ÍLHAVO)
GÓIS
GUADALUPE (GRACIOSA - AÇORES)
IGREJA NOVA (MAFRA)
LAGOA (S. MIGUEL - AÇORES)
LAGOA
LAJES DO PICO (AÇORES)
LEIRIA
LISBOA
- AOS MORTOS DA GUERRA DO ULTRAMAR
- ACADEMIA MILITAR
- BASE NAVAL
- REGIMENTO DE LANCEIROS 2
LOURINHÃ
LOUSADA
MAÇÃO
MANTEIGAS
MARCO DE CANAVESES
MARINHA GRANDE
MEDA
MIRANDELA
MONÇÃO
MONDIM DE BASTO
MONTALEGRE
OEIRAS
OLIVEIRA DE AZEMÉIS
ORJAIS (COVILHÃ)
POMBAL
PONTA DELGADA (AÇORES)
PONTE DE LIMA
PORTO JUDEU (TERCEIRA - AÇORES)
REGUENGOS DE MONSARAZ
RIBEIRA DE PENA
RIBEIRA DE TENDAIS - (CINFÃES)
SANFINS DO DOURO
SANTARÉM
SANTO TIRSO
SEIA
SERRA DA CARREGUEIRA (antigo monumento da Amadora)
SESIMBRA
SINTRA
TÁBUA
TANCOS
TEIXOSO
TERRA CHÃ - (ANGRA DO HEROÍSMO)
TONDELA
TORRES VEDRAS
TORTOSENDO
VILA CHÃ DA BEIRA
VILA PRAIA DE ÂNCORA
VISEU (Freguesia de Repeses)
VOUZELA - JUNTA DE FREGUESIA DE CAMPIA
Peço desculpa se me falhou algum.
Bem hajam a todos
segunda-feira, abril 26, 2010
Para ti Gino
Gino foi Paraquedista. Aí perdeu para sempre a sua mão esquerda. O que dificultou a sua clandestinidade.
Merece que lhe dediquemos este hino dos boinas verdes. Cantado em alemão numa versão avassaladora de Heidi Bruhl.
Que descanse - finalmente em paz!
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Eu tinha um Camarada

O "nosso Gino" deixou-nos fisicamente no dia 24 de Fevereiro. Morreu de cancro. Ao fim de onze anos de prisão. Só hoje me informaram.
Razão tinha ele quando me dizia que se fosse preso "eles" deitavam fora a chave e só saía para o cemitério.
"Gino" para os portugueses que carpiram os seus dias de exílio em Espanha, Carlo Cicuttini para todos os Europeus foi um dos grandes - enormes - nacional revolucionários da Europa.
Preso (à traição) em 1998, após 26 anos de exílio e clandestinidade, finalmente ficou livre.
Razão tinha ele quando me dizia que se fosse preso "eles" deitavam fora a chave e só saía para o cemitério.
"Gino" para os portugueses que carpiram os seus dias de exílio em Espanha, Carlo Cicuttini para todos os Europeus foi um dos grandes - enormes - nacional revolucionários da Europa.
Preso (à traição) em 1998, após 26 anos de exílio e clandestinidade, finalmente ficou livre.
Nenhum de nós o esquecerá.
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O sangue e o solo
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
Parabéns Rodrigo Emílio

Farias hoje 66 anos. Continuas lembrado por todos nós.
Apetece-me compartilhar contigo um pensamento de hoje de manhã. E tem tudo a ver contigo:
A ortodoxia é e provém do Belo, e o Belo é sempre fracturante, subversivo.
Numa sociedade e numa época que é feia – mesmo asquerosamente feia – o Belo é o escândalo absoluto.
Como se tu o não soubesses!
Apetece-me compartilhar contigo um pensamento de hoje de manhã. E tem tudo a ver contigo:
A ortodoxia é e provém do Belo, e o Belo é sempre fracturante, subversivo.
Numa sociedade e numa época que é feia – mesmo asquerosamente feia – o Belo é o escândalo absoluto.
Como se tu o não soubesses!
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Rodrigo Emílio
sábado, fevereiro 06, 2010
Sempre a fitar o Futuro - 6 de Fevereiro

ANDAMENTO ELEGÍACO EM LOUVOR E MEMÓRIA
DE ROBERT BRASILLACH
DE ROBERT BRASILLACH
Fuzilado, em Montrouge,
aos 6 de Fevereiro de 1945
aos 6 de Fevereiro de 1945
I
Quando Deus quer e decreta
que, num painel de massacre,
impere a voz d’um poeta
como Robert Brasillach,
não se espere
ouvir trombeta
mais afecta
a Joana d’Arc.
(Em que pese ao seu poder
de de dentro se acender
em poemas de combate
— nem sequer Apollinaire
liberta chama ou sotaque
que ao pé de nós ponha a arder
canto assim — que tudo abarque).
II
Deixai-me que eu chore ou cante,
e mais um 6 de Fevereiro,
o poeta enfeitiçante
que do mártir d’Alicante
foi irmão e companheiro.
Seu destino lancinante,
seu roteiro rutilante,
sua sorte e paradeiro:
— Deixai, deixai que eu os cante
em mais um 6 de Fevereiro!
Quero, durante um instante
passageiro e... incessante,
exumar do meu tinteiro
o exangue semblante
desse límpido e galante
mosqueteiro
— afinal, tão semelhante
(em tudo, tão semelhante)
àquele arcanjo arquejante
que, num pátio d’Alicante
prisioneiro,
doou à luz do Levante
o seu olhar derradeiro
e às falanges da Falange
o seu sangue de guerreiro.
Quero deter-me, um instante,
aos pés do 6 de Fevereiro;
e ao poeta militante,
implorar que se alevante,
outra vez, de corpo inteiro,
por sobre o seu cativante
cativeiro!
III
Quando Deus quer
que se gere,
na moldura d’um massacre,
uma voz que reine e impere
e um canto que tudo abarque,
ou convoca Apollinaire
(e através d’Apollinaire
desfere um grito que fere...)
, ou nem mesmo Apollinaire
— e sim Robert
Brasillach!
IV
(Não pode ser senão seu
o perfil
mais-que-perfeito,
que esta noite se acendeu
ao peitoril
do meu peito...)
V
Vão-no encostar
contra o muro.
(— ...E ele, a fitar
o futuro...
Sempre a fitar
o futuro...)
— ‘Inda haverá
quem o chame,
e o dê por visto e achado,
do outro lado de lá
de tanto arame
farpado?!...
VI
Não. Dê lá por onde der,
não se vê que possa haver
porta-voz, porta-estandarte,
que ao pé de nós ponha a arder
canto assim — que tudo abarque!
VII
Já, d’abalada, o carrasco
é qual piloto que o guia
pela Estrada de Damasco,
rumo ao Horto da Agonia!
(Há-de o poeta ‘star morto,
ao raiar da luz do dia...)
VIII
Abram alas! Abram alas!
Reparai como resiste!
Ei-lo, à cabeça do rol:
— peito às balas,
rosto em riste,
cara al sol!...
IX
Se o céu confia e confere
qualquer destino ou destaque
às baladas d’aluguer
d’um ou outro Baudelaire
mais ou menos d’almanaque,
quando a gente mal espere,
o grito que Deus desfere,
— fere-o Robert
Brasillach!
Rodrigo Emílio
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Rodrigo Emílio
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Hino à resistência
Com música do Concerto de Aranjuez, uma canção da libanesa Fairouz dedicada à assediada Beirute.
Estamos em 1982, os israelitas atacam um pais independente – o Líbano. Beirute é submetida a um prolongado bombardeamento.
O povo sofre e a maravilhosa e pungente voz da cantora é posta ao serviço da sua Nação:
Letra: (tradução livre da tradução francesa)
Uma doce saudação do meu coração a ti Beirute,
Os meus beijos ao mar, às casas, e às rochas dos montes
Que tem o aspecto de um velho marinheiro
Saído da alma do Povo,
Tem o gosto do vinho, do pão recém saído do forno, a cara de uma bela rapariga.
E agora como ficou,
Sufocada nas chamas e nos fumos,
Glória às cinzas de Beirute, esta bela cidade que viu as luzes apagadas
Pelo sangue de uma criança.
Fechou as suas portas e ficou solitária na noite.
Beirute tu és minha, abraça-me, sê minha.
Beirute és a minha bandeira, amanhã serás uma pedra
E ferida, tal como o meu povo, vibrarás na tua viagem
Entre as lágrimas e as dores das mães,
Beirute és minha, muito minha
Abraça-me, sê minha, Beirute
Estamos em 1982, os israelitas atacam um pais independente – o Líbano. Beirute é submetida a um prolongado bombardeamento.
O povo sofre e a maravilhosa e pungente voz da cantora é posta ao serviço da sua Nação:
Letra: (tradução livre da tradução francesa)
Uma doce saudação do meu coração a ti Beirute,
Os meus beijos ao mar, às casas, e às rochas dos montes
Que tem o aspecto de um velho marinheiro
Saído da alma do Povo,
Tem o gosto do vinho, do pão recém saído do forno, a cara de uma bela rapariga.
E agora como ficou,
Sufocada nas chamas e nos fumos,
Glória às cinzas de Beirute, esta bela cidade que viu as luzes apagadas
Pelo sangue de uma criança.
Fechou as suas portas e ficou solitária na noite.
Beirute tu és minha, abraça-me, sê minha.
Beirute és a minha bandeira, amanhã serás uma pedra
E ferida, tal como o meu povo, vibrarás na tua viagem
Entre as lágrimas e as dores das mães,
Beirute és minha, muito minha
Abraça-me, sê minha, Beirute
domingo, janeiro 17, 2010
Fez ontem 10 anos
terça-feira, janeiro 05, 2010
Império. Nação, Revolução
Já li atentamente o livro de Riccardo Marchi. Não me parece nada mal, antes pelo contrário. Teve boas fontes (nalguns casos aponta uma fonte quando a informação proveio de outra, mas tudo bem). Fez trabalho de casa, e intenso.
É omisso nalguns períodos principalmente nos poucos meses que antecederam o 25 do 4 e a preparação dos nacionalistas para o que estava para acontecer. Também se calhar ninguém esteve na disposição de lhe revelar os detalhes. Está muito ligado ao pós 25 e às lutas que se seguiram. A coisas que a maior parte dos intervenientes acha que ainda é cedo para contar. Enfim, há muitas pessoas vivas e em situação insuspeita. E etc...
Também é bastante omisso nas lutas sociais e sindicais do Jovem Portugal. Mais uma vez culpa nossa.
Li também com prazer o artigo de Jaime Nogueira Pinto no Jornal I:
"Império, Nação, Revolução. As Direitas Radicais Portuguesas no Fim do Estado Novo (1959-1974)", de Riccardo Marchi, abre uma janela sobre uma terra quase incógnita da nossa história próxima. Marchi nasceu em Pádua, em 1974. E por isso é um alien nesta paisagem, que vem olhar e contar. Mas trouxe cânones analíticos que faltam à intelectualidade indígena, que, seguindo a vulgata antifascista, arrumou indiscriminadamente todas estas "direitas" em "fascistas", "reaccionários", "extrema-direita" - os "maus" ou "vilões" da história.
A hegemonia política da esquerda há trinta e cinco anos faz com que as categorias políticas de esquerda e extrema-esquerda sejam estudadas e debatidas com algum rigor. Mas persiste a amálgama conceptual na área da direita, que, salvo raras excepções, ainda é contada pela esquerda.
Daí o mérito do livro de Marchi, que, além de estabelecer as distinções requeridas, procurou conhecer o pensamento, o sentimento e a história desta área. A galáxia aqui contada teve revistas, jornais, editoras - Tempo Presente, Combate, Via Latina, O Ataque, Política, Cidadela; teve movimentos de juventude - como o Jovem Portugal, nacional-revolucionário, fundado pelo Zarco Moniz Ferreira; ou a FEN - Frente dos Estudantes Nacionalistas - mais salazarista; teve clubes de pensamento e reflexão, e até um grupo de teatro - A Oficina. Teve escritores, académicos, intelectuais, jornalistas, militantes, estudantes, combatentes; fez panfletos, furou greves, resistiu nas faculdades da década de 1965-74 à hegemonia de controlo do movimento associativo. E foi, em 1974-75, de onde veio a única resistência à descolonização.
Conheço bem esta história; fiz parte dela. Dos que lá estivemos, uns voltaram à política depois de 1976, como o Francisco Lucas Pires e o José Miguel Júdice, outros continuaram no combate cultural, outros desistiram, alguns morreram.
Nestes movimentos estiveram conservadores, tradicionalistas, monárquicos, salazaristas, nacionalistas, nacionalistas-revolucionários, fascistas. A trilogia nação, império, revolução pode servir- -lhes de denominador: a nação e o império - e a ideia de transformar o império em nação - foram símbolos e valores de todos e estiveram na origem da vinda da maioria para a acção política. Já a revolução foi atributo dos que então se distanciaram do Estado Novo e buscaram inspiração em movimentos do passado, como o fascismo revolucionário de 1920 ou o falangismo de José António. Era a sua terceira via.
Éramos assim. Como as esquerdas radicais, vivemos intensamente os combates políticos da nossa época e, bem longe dos estereótipos de senhoritos reaccionários ou de caceteiros do regime, pensámos e lutámos por ideais de integração nacional e justiça social. Que hoje podem parecer utópicos, mas na época nos surgiram como a alternativa ao que estava e àquilo que vinha.
Jaime Nogueira Pinto
E um artigo que veio de um camisa vieja (da altura, claro). Do fundador da célula do Jovem Portugal no Liceu D. Manuel II, no Porto, e do militante activo no período descrito. Algumas vantagens teve o Jaime. Não rachou no pós 25, quando outros, como Lucas Pires declaravam alto e bom som terem sido sempre democratas... E etc. que não estou para dizer muito mais.
E fiquei muito contente quando vi o Duarte Branquinho dizer que nem todos abandonaram a luta, e que ele próprio conhecia alguns deles. Também eu, meu caro, também eu.
De todas as maneiras estou a coligir todos os pequenos detalhes com os quais ou discordo ou mesmo que podem ter esclarecimentos adicionais. E prometo que os vou escrever aqui neste espaço.
De todas as formas livro imprescindível e a ler.
É omisso nalguns períodos principalmente nos poucos meses que antecederam o 25 do 4 e a preparação dos nacionalistas para o que estava para acontecer. Também se calhar ninguém esteve na disposição de lhe revelar os detalhes. Está muito ligado ao pós 25 e às lutas que se seguiram. A coisas que a maior parte dos intervenientes acha que ainda é cedo para contar. Enfim, há muitas pessoas vivas e em situação insuspeita. E etc...
Também é bastante omisso nas lutas sociais e sindicais do Jovem Portugal. Mais uma vez culpa nossa.
Li também com prazer o artigo de Jaime Nogueira Pinto no Jornal I:
"Império, Nação, Revolução. As Direitas Radicais Portuguesas no Fim do Estado Novo (1959-1974)", de Riccardo Marchi, abre uma janela sobre uma terra quase incógnita da nossa história próxima. Marchi nasceu em Pádua, em 1974. E por isso é um alien nesta paisagem, que vem olhar e contar. Mas trouxe cânones analíticos que faltam à intelectualidade indígena, que, seguindo a vulgata antifascista, arrumou indiscriminadamente todas estas "direitas" em "fascistas", "reaccionários", "extrema-direita" - os "maus" ou "vilões" da história.
A hegemonia política da esquerda há trinta e cinco anos faz com que as categorias políticas de esquerda e extrema-esquerda sejam estudadas e debatidas com algum rigor. Mas persiste a amálgama conceptual na área da direita, que, salvo raras excepções, ainda é contada pela esquerda.
Daí o mérito do livro de Marchi, que, além de estabelecer as distinções requeridas, procurou conhecer o pensamento, o sentimento e a história desta área. A galáxia aqui contada teve revistas, jornais, editoras - Tempo Presente, Combate, Via Latina, O Ataque, Política, Cidadela; teve movimentos de juventude - como o Jovem Portugal, nacional-revolucionário, fundado pelo Zarco Moniz Ferreira; ou a FEN - Frente dos Estudantes Nacionalistas - mais salazarista; teve clubes de pensamento e reflexão, e até um grupo de teatro - A Oficina. Teve escritores, académicos, intelectuais, jornalistas, militantes, estudantes, combatentes; fez panfletos, furou greves, resistiu nas faculdades da década de 1965-74 à hegemonia de controlo do movimento associativo. E foi, em 1974-75, de onde veio a única resistência à descolonização.
Conheço bem esta história; fiz parte dela. Dos que lá estivemos, uns voltaram à política depois de 1976, como o Francisco Lucas Pires e o José Miguel Júdice, outros continuaram no combate cultural, outros desistiram, alguns morreram.
Nestes movimentos estiveram conservadores, tradicionalistas, monárquicos, salazaristas, nacionalistas, nacionalistas-revolucionários, fascistas. A trilogia nação, império, revolução pode servir- -lhes de denominador: a nação e o império - e a ideia de transformar o império em nação - foram símbolos e valores de todos e estiveram na origem da vinda da maioria para a acção política. Já a revolução foi atributo dos que então se distanciaram do Estado Novo e buscaram inspiração em movimentos do passado, como o fascismo revolucionário de 1920 ou o falangismo de José António. Era a sua terceira via.
Éramos assim. Como as esquerdas radicais, vivemos intensamente os combates políticos da nossa época e, bem longe dos estereótipos de senhoritos reaccionários ou de caceteiros do regime, pensámos e lutámos por ideais de integração nacional e justiça social. Que hoje podem parecer utópicos, mas na época nos surgiram como a alternativa ao que estava e àquilo que vinha.
Jaime Nogueira Pinto
E um artigo que veio de um camisa vieja (da altura, claro). Do fundador da célula do Jovem Portugal no Liceu D. Manuel II, no Porto, e do militante activo no período descrito. Algumas vantagens teve o Jaime. Não rachou no pós 25, quando outros, como Lucas Pires declaravam alto e bom som terem sido sempre democratas... E etc. que não estou para dizer muito mais.
E fiquei muito contente quando vi o Duarte Branquinho dizer que nem todos abandonaram a luta, e que ele próprio conhecia alguns deles. Também eu, meu caro, também eu.
De todas as maneiras estou a coligir todos os pequenos detalhes com os quais ou discordo ou mesmo que podem ter esclarecimentos adicionais. E prometo que os vou escrever aqui neste espaço.
De todas as formas livro imprescindível e a ler.
segunda-feira, novembro 30, 2009
Estou a ler

A ler absolutamente. Também eu que vivi algumas (muitas) coisas do que lá está relatado (e disso sou testemunha) estou a ler com olhos de ler. Tem erros, sim tem erros. Mas até agora menores. Mas dá uma visão muito real de tempos bem duros da minha juventude.
PS: Atenção ao comprarem o livro. No Sábado na Bertrand da Baixa quem comprou o livro antes de mim teve direito a um livro com uma série de folhas em branco (no capítulo 12) .Ele ficou danado, mas a Bertrand trocou-lhe o livro. Por sorte o meu estava inteiro.
PS: Atenção ao comprarem o livro. No Sábado na Bertrand da Baixa quem comprou o livro antes de mim teve direito a um livro com uma série de folhas em branco (no capítulo 12) .Ele ficou danado, mas a Bertrand trocou-lhe o livro. Por sorte o meu estava inteiro.
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quarta-feira, junho 10, 2009
10 de Junho - Dia de Portugal e Dia dos Combatentes


Estive hoje em Belém. Como todos os anos. Para homenagear todos os Portugueses que se bateram na Guerra do Ultramar.
Vi muita e muito boa gente. Vi bastantes (demasiados para o meu gosto) f.d.p. Dos tais, dos do 25, e não só... . Ouvi um "general de generalidades" (como lhes chamava o muito nosso Rodrigo Emílio)dizer barbaridades. Vi e ouvi coisas que me deixaram com os cabelos em pé. O que "eles" disseram para justificar o injustificável. Ouvi Braga da Cruz (o filho - infelizmente - não o falecido Pai). Voltei as costas enojado e aproveitei para falar com tantos e tantos camaradas.
Mas faltou-me o Rodrigo Emílio. Como nos 10 de Junho em que estivemos juntos, ali, junto do Altar dos Combatentes.
O que me valeu foi o Walter ter-me autorizado a transcrever o postal que ele enviou para o muito nosso J M Cymbron. E quando tenho a hipótese de transcrever o WV o que é que eu estou para aqui a escrever.
Pois aqui vai:
Em nome (já não do MAP), mas dos combatentes
Amanhã, voltarei ao Restelo onde se realiza já não sei bem que cerimónia ligada aos Combatentes do Ultramar. Uns dizem que de homenagem aos que uma vez se "vestiram de soldados", como diria Rodrigo Emílio. Eu não iria lá por isso. Entendo nada me ser devido por ter tido a honra de cumprir um dever que então se impunha. Iria lá, talvez, homenagear os - os meus e todos os outros - que tombaram ao serviço da Pátria; os soldados "ao solo dados" (outra vez o Rodrigo!). Mas tais têm sido as tropelias que se têm vindo a acumular frente ao monumento dos Combatentes, ali mesmo à ilhaga daquela Torre que evoca tempos de glória mas também de honra que já nem isso me resta.
Assim, muito simplesmente, vou lá na certeza de encontrar um punhado de camaradas de campanha que me praz rever, ao menos de ano a ano.
Da cerimónia em si mesma, não sei nem quero saber. Não sou só eu, diga-se em abono da verdade e já vi gente revoltada virar as costas à tribuna onde o orador contratado vociferafa palavras que nos revoltavam. Foi o que aconteceu no ano passado com o discurso do prof. César das Neves.
Já houve pior: até desertores por lá passaram... em anos que preferi ficar em casa.
Este ano, dizem-me, o convidado de honra é o prof. Manuel António Garcia Braga da Cruz. Deve ser cruz minha mas o nome mexeu-me com as meninges e sacudiu-me o fígado. E, valha a verdade, é um nome ilustre... por parte do pai do orador e demais antepassados. Tanto que, nos idos de 70, raiava a florida "revolução" pelas ruas deste rectângulo que nos resta, o escolhemos para encabeçar um movimento que queríamos a negação da arruaça que por aí andava de cambulhada com uma traição como jamais varreara terra lusitana. O Prof. Braga da Cruz aceitou. O que depois se passou, melhor do que eu faria, aqui fica contado pelo Rodrigo Emílio (que muitos, hoje, gostam de citar mas poucos parecem ter o ânimo para lhe seguir as pasadas), num exerto de um texto seu, intitulado "Em nome do MAP", demasiado longo para caber neste blogue. Mas o que se segue é suficientemente esclarecedor.
Resta-me agradecer ao meu velho amigo e camarada Joaquim Maria Cymbron a lanheza com que me disponibilizou esta sua casa - a mim pobre "desblogado" - para este desabafo que, bem sei, pouco incomodará gente acomodada.
Mas leiam e que vos preste.
Aos meus velhos amigos de velhas campanhas, como diria o outro: "Até amanhã, camaradas"!
Walter Ventura
Apostilha: No blogue acima indicado também se transcreve o texto que o Rodrigo Emílio editou em defesa dos camaradas que então penavam nas cadeias do abrilino país. Vale a pena ler. Vão lá que merece uma leitura atenta. E conta bem quem é e quem era o tal Braga da Cruz (filho, é claro)...
domingo, maio 17, 2009
O sangue dos vencidos
Pansa escreveu o livro. A esquerda deu "pinotes". Agora resolveram fazer um filme. Estreia-se este mês. Em Itália, claro. Cá não vamos vê-lo de certeza. Cá é só americanadas. Que querem.
Sobre o livro já falei neste local. Aguardemos o filme. Hei-de ver esta película, nem que seja em DVD.
A repressão anti fascista, os assassínios em massa. De velhos, de crianças, de mulheres, de fascistas, de católicos. A itália pós "libertação" pelos comunistas. Os soldados americanos e ingleses desviaram a cara para não ver. E viva a superioridade moral de que nos fala um tal de soares.
Sobre o livro já falei neste local. Aguardemos o filme. Hei-de ver esta película, nem que seja em DVD.
A repressão anti fascista, os assassínios em massa. De velhos, de crianças, de mulheres, de fascistas, de católicos. A itália pós "libertação" pelos comunistas. Os soldados americanos e ingleses desviaram a cara para não ver. E viva a superioridade moral de que nos fala um tal de soares.
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sábado, maio 09, 2009
Combatiendo el capital
Como faz falta ouvir - sempre - as palavras de luta de Eva Peron.
quinta-feira, maio 07, 2009
La razon de mi vida!

Cantado por Paloma San Basilio. Imagens da época. Da sua vida pessoal, política e social. Inclui mesmo parte de uma dos seus principais discursos aos "seus descamisados". Falta-lhe, quanto a mim, imagens da sua visita a Portugal e a Salazar. Belíssima realização de Carla Mitre. Paloma tem aqui uma das suas melhores interpretações da sua carreira. Escolhi este vídeo e esta cantora porque ela lhe soube dar a verdadeira dimensão da canção, nada tendo a ver com a hollywoodesca visão - das madonas e quejandas - da "Chefe Espiritual da Nação".
Eva Péron. Faz hoje 90 anos que nasceu em Toldos, na Argentina.
Fiel companheira do General Péron, conheceu na infância e juventude a miséria e a pobreza comum a milhões de argentinos.
Pode assim acompanhar Peron na sua luta por um Justicialismo de cariz nacional que se opôs à oligarquia política e financeira que esmagava grande parte do povo. Pregadora do justicialismo e defensora dos descamisados - os oprimidos pelos liberalismos já implantados - tornando-se um ídolo dos deserdados da Nação, que ainda hoje - passados mais de 50 anos da sua morte - a lembram com respeito e saudade. A sua fidelidade às origens, à tradição e à renovação da Pátria morta são o leit-motif do seu combate.
Que o seu combate fique - para sempre - vivo nas nossas memórias.
Apostilha: Para os mais jovens que querem informações sobre o peronismo, recomendo-lhes esta boa página argentina: http://www.peronvencealtiempo.com.ar/
sábado, maio 02, 2009
A propósito dos dois postais anteriores
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Dos fracos não reza a História
Belo trabalho sobre o Condestável nas suas diversas facetas. A ver absolutamente!
De fazer corar o grande ordinário castrense.
Apostilha: Nuno Rogeiro na revista Sábado chega a afirmar que já há sacerdotes que já nem acrditam em Deus. Estará isso a passar-se com o ordinário castrense?
terça-feira, abril 28, 2009
domingo, abril 26, 2009
Morreu Jacques Sidos
No passado dia 22 morreu Jacques Sidos. Só hoje, contudo, a notícia foi difundida.
Morreu um dos melhores militantes nacionalistas europeus. Acompanhei - e como eu toda a minha geração - a trajectória dos irmãos Sidos. Tendo sofrido as agruras da clandestinidade, da prisão, de verem o seu Pai fuzilado, e tudo o mais que nem vale a pena falar, mantiveram-se leais aos seus princípios até ao fim do seu fim.
Foi, juntamente com o seu irmão Pierre e Venner uma das referências do Jovem Portugal.
Jacques Sidos, leal até à morte. A tua Honra foi a tua Fidelidade.
Jacques Sidos Presente!
Morreu um dos melhores militantes nacionalistas europeus. Acompanhei - e como eu toda a minha geração - a trajectória dos irmãos Sidos. Tendo sofrido as agruras da clandestinidade, da prisão, de verem o seu Pai fuzilado, e tudo o mais que nem vale a pena falar, mantiveram-se leais aos seus princípios até ao fim do seu fim.
Foi, juntamente com o seu irmão Pierre e Venner uma das referências do Jovem Portugal.
Jacques Sidos, leal até à morte. A tua Honra foi a tua Fidelidade.
Jacques Sidos Presente!
Hoje o meu pensamento está em S. Jorge - Batalha

Local mítico. Capela mandada construir por D. Nuno Álvares Pereira no local do seu acampamento na Batalha de Aljubarrota.
Orgulho-me - e muito - de ter participado com as minhas mãos na recuperação da Capela em 1960, (apesar dos meus imberbes 13 anos).
Nesse local em 14 de Agosto de 1963 recebi das mãos do meu Pai uma cópia da espada de D. Nuno, editada pela Comissão de Recuperação da Capela de S. Jorge. Foi o meu ritual de passagem para o mundo adulto. O meu Pai recordou-me nessa data a importância da defesa da Pátria Portuguesa, indicando-me como referência D. Nuno Álvares Pereira.
Poucos homens tiveram a sorte de ter um ritual de passagem tão significativo.
Hoje apeteceu-me regressar a São Jorge. Local de excepção da Pátria Portuguesa. No entanto um telefonema deixou-me estarrecido. Menos de 20 pessoas (a maioria locais) estiveram na Capela. Garanto-vos que nenhum de nós - os que lá íamos - teve a coragem de lá entrar.
Ficámo-nos pelos campos da Batalha de Aljubarrota.
Raios parta este Portugal dos (muito) pequeninos.
E depois, ao ver as declarações do Cardeal de Lisboa só me apeteceu gritar que tem bispo (designação tradicional portuguesa que as cozinheiras diziam quando o refogado ficava estornicado). Pois é, tem bispo, e dos mais rascas...
sábado, abril 25, 2009
Viva o Glorioso 25 de Abril ...de 1828

Faz hoje anos que a 25 de Abril o senado de Lisboa proclamou rei D. Miguel.
D. Miguel chegou ao Tejo no navio Pérola dia 22 de Fevereiro. E em Belém desembarcou ... como nos ensina a canção que ainda hoje é recordada.
Mas foi no glorioso dia 25 de Abril que os seguintes titulares: Duque: Lafões; marqueses: Louriçal, Borba, Tancos, Olhão, Sabugosa, Lavradio, (D. António), Penalva, Torres Novas, Belas, Valadas, Pombal, Vagos, Viana, e Alvito, condes: S. Lourenço, Figueira, Castro Marim, Barbacena, Murça, Cintra, Parati, Valadares, Peniche, Alhandra, Ega, Rio Maior, S. Miguel, Belmonte (D. Vasco), Belmonte (D. José), Almada, Soure, Redondo, S. Vicente, Viana, Atalaia, Seia, Porto Santo, Carvalhais, Mesquitela, Póvoa, Povolide, Anadia, Redinha, Pombeiro, Arcos (D. Marcos), Subserra, Lousã (D. Luís), Resende, Ponte, Galveias, barão do Alvito, e Lapa; viscondes: Baía, Sousel, Torre Bela, Asseca, Magé, Vila Nova da Rainha, Estremoz, Juromenha, Souto d'EI-Rei, Azurara, Manique, Beire, e Veiros; barões: Sobral (Gerardo), Vila da Praia, Beduido, Sande, Portela, Queluz, Tavarede, e Quintela; principais: Menezes, Lencastre, Corte Real, Furtado, Silva, e Freire; Dom-priores: Guimarães e Avis, pediram a D. Miguel que assumisse a dignidade de Rei Legítimo de Portugal.
A esta representação respondeu D. Miguel que nada faria sem o assentimento das cortes da nação, e passou a convocar os antigos Três Estados.
Apostilha: Apesar do luto carregado não desejo passar em branco esta efeméride. Velho Amigo ainda ontem me nviou uma mensagem a desejar-me um Bom 25 de Abril. Obrigado, para ti também!
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