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quarta-feira, agosto 10, 2011

Repetir o Compromisso de Honra


Dia 14 de Agosto lá estarei em Aljubarrota, para repetir o meu Compromisso de Honra aí feito, pela primeira vez em 14 de Agosto de 1962 (já lá vão uns aninhos...)

terça-feira, agosto 09, 2011

terça-feira, dezembro 22, 2009

Não me calo



Mantenho o que disse. Mesmo a partir do dia 1 de Janeiro de 2010 manterei o uso da língua portuguesa neste local e em todos os outros.

Não falarei ou escreverei em "acordês" mas tão somente em Português.

Nunca tive afectações vocais, gestuais, comportamentais ou mesmo escriturais. Assim me mantenho.

O que os detentores do aparelho de Estado fizeram à Nação e à sua Língua Pátria é um desaforo. Eu, como Português que me orgulho de o ser, nunca e até ao fim dos meus dias hei-de escrever em petro língua.

Eles que se danem!

segunda-feira, novembro 30, 2009

Ousar lutar – ousar Vencer.





Não, não virei maoísta ou mrpp, ou algo de semelhante.

Para mim foi mesmo estar à beira de uma estrada: estava bem sossegado, quase que “acomodado” do lado de cá, e não sei dizer quando é que tudo mudou. Só sei que a vontade começou de mansinho e, de repente, quis, desejei, ousei tentar atravessar a estrada.
E tendo conseguindo verdadeiramente passar para o lado de lá e seguindo de novo um necessário caminho sei que darei por mim a murmurar:
Valeu a pena? Sim, completamente!

PS: Tudo a propósito do meu comprometimento com a Manifestação do PNR do 1º de Dezembro e tudo o que vier a seguir.
Iniciamos nesta data os nossos (60) anos de Resistência. Não verei a Libertação, mas posso ajudar a formar as “Almas Ardentes” (de que nos falava o muito nosso Léon) que em devido tempo vão pôr os Andeiros a andar daqui para fora. Seja pela porta, seja pela janela!

Velada de Almas, em véspera da Perda da Independência

VELADAS D’ARMAS E D’ALMAS

À memória do 1.º cabo, António de Oliveira
Paulino, meu devoto e sempre lembrado
condutor-auto.


1.

A dois dedos da madrugada
me adianto
para o camarada
morto — e canto, canto

como quem aponta uma espada
ao espaço do próprio espanto!...

Fixar-lhe a face fechada
é agasalhá-lo no manto
do tempo que arrecada
e cujo tampo levanto

É calcorrear uma estrada
com memórias a cada canto,
entoar a mais bela balada
do desencanto.

E não há nada
que valha tanto!

A dois dedos da madrugada
— canto!, canto…
Camarada:
Em pranto, canto!

2.

Quedou sempre manhã cedo
Na vida do camarada
Que o degredo não degrada,
Vem a medo, bem-amada

E singra e sangra em segredo
(E singra e sangra, sagrada)

3.

Pelas alturas se altera
Que outra vida o persuade
A ficar, em sonho, à espera
— À espera da eternidade…

Hoje é indício de enseadas
Além-Morte (A Morte vence-o,
Com o cilício e as ciladas
Do seu solene silêncio…)

4.

Agora, ei-lo a sós
Por trás da muralha
Do sono, e da voz
Que o silêncio agasalha

Da guerra descansa,
Em paz — tal maré
Sobre quem só é lembrança
Ou mais que lembrança é.

5.

Moída mais que por mós
A memória dá recado
De um coração que por nós
Bate apesar de enterrado.

Concha do chão, sonho a sós,
Na morte o encontro marcado
Do silêncio com a voz,
Do presente com o passado.

Veio a noite, e a paz após.
De vala a vala embalado,
Ali jaz, sono sem foz,
Em solidão o soldado

Atrás do remorso atroz
Que punge e chaga do lado
De um coração que por nós
Bate apesar de enterrado…

Pela dádiva desmedida
Do eterno camarada

Levo o tempo de vencida
E trago na minha vida
A morte dele hospedada!

Rodrigo Emílio

Tempo de vésperas

Não venci todas as vezes que lutei;

Mas perdi todas as vezes que deixei de lutar!

Meditação em tempo de vésperas. Hoje às 24 horas Portugal perde o que restava da sua Independência.

Amanhã, às zero horas em ponto inicia-se o combate para reconquistar a Independência.

Ninguém está dispensado dessa tarefa. Não se admitem pessoas que digam que já não vale a pena. Que estamos falidos, que "eles" não merecem...

Como dizia (sempre bem, como é normal) o Rodrigo Emílio, vamos "pôr a andar os Andeiros".