terça-feira, julho 24, 2007

Quando a cabeça não tem juízo ...

... o contribuinte é que paga!

Não sou miserabilista.

Mas entendo que quer na vida pessoal quer na profissional tem de se dar o exemplo. Deve-se ser rigoroso. Em tudo, mas principalmente nos dinheiros.

Quando olho para a página de anúncios do Público e vejo o Ministério da Economia a publicar duas e três páginas completas de anúncios e todos eles são a quatro cores levo as mãos à cabeça. Sim porque a única coisa que leva ao aumento exponencial de custos dos anúncios é o escudo da república ser a cores.

Ontem ficámos a saber que o Ministério da Educação contratou 10 figurantes (sem idade legal para trabalhar) a 6 contos o bico a uma agência de trabalho infantil para perante o Licenciado em Engenharia Sousa e a Ministra fazerem uma apresentação do tal choque tecnógico aplicado às criancinhas.

Podem argumentar que estas verbas são "peanuts". Não vale a pena discuti-las.

Mas eu afirmo exactamente o contrário! Temos de dar o exemplo aos contribuintes que todo o dinheiro por eles pago é bem aplicado. Seja um cêntimo seja um milhão. Caso contrário todos pensarão (como pensam) que estamos somente a ser roubados para "eles" se governarem.

Outra pergunta: qual a moral dos inspectores de trabalho que vão ver se as crianças estão a coser sapatos no vale do Ave e depois topam 10 criancinhas a trabalhar (recrutadas pelo Governo, não se esqueçam...) na propaganda do Lic. Sousa.

Quem semeia ventos ...




... colhe tempestades.

Longo vai o desconcerto e descontentamento nas apropriadamente chamadas (por Rodrigo Emílio) forças alarmadas.

Habituados às benesses que lhes provinham da chamada "condição militar", bem como ao privilégio de uso e porte de armas a sério, os "nossos mimosos tropozoários" estão furibundos porque lhes estão a mexer nas carteiras. Marcelo Caetano pagou, e com língua de palmo, essa ousadia. Estes não vão pagar nada porque Soares meteu-nos na CEE para acabar com o perigo dos disparates militares (Soares dixit).

A Marinha, bem infiltrada desde os tempos da O.R.A. (Organização Revolucionária da Armada, do PC) e do Grande Oriente, e não tendo "missões de paz no estrangeiro" que enchem os bolsos da malta que voluntariamente se disponibiliza para o efeito, está a sofrer uma contestação cada vez maior.

Outro dia houve um problema bastante grave numa Corveta, navio de guerra já com algum poder de fogo. Os jornais nada disseram. Os do sistema também não. É um silêncio absurdo numa sociedade da informação. Porque será?

Outra pergunta oportuna.

Será que os militares não se aperceberam que a treta da condição militar já acabou e que hoje eles não são absolutamente nada?

Sim porque a "condição militar" foi (por eles) mandada às malvas e tudo continua igual (sem uma catarse e sem consequências).

Deviam ter pensado então nas consequências. Não o fizeram, aguentem e habituem-se!

segunda-feira, julho 23, 2007

Homenagem a Jean Mabire



A música é de Saga

Sempre Evola - Dedicado a um Amigo!


Na verdade, os Homens Novos deverão responder aos critérios apresentados por Évola:

- Anti-burgueses, porque desdenharão a vida cómoda;
- Anti-burgueses. porque terão uma concepção superior da vida, heróica e aristocrática;
- Anti-burgueses, porque não seguirão os que prometem vantagens materiais, mas sim aqueles que exigem tudo deles mesmos;
- Anti-burgueses, porque não terão a preocupação da sua segurança, mas sim porque amam a união essencial entre a vida e o risco!

Estamos "tratados", mal pagos... e com IVA ...



Parece que já está feito o Tratado da UE. Às escondidas, como convém.

Roma, Napoleão, Hitler e Estaline, entre vários, tentaram fazer a Europa unida (mas sem IVA...) Não conseguiram.

Estes querem o IVA e o tacho.

E não vale a pena pedir referendo em Portugal. Porquê? Vão votar 30% dos eleitores. O que eles querem é a "massaroca" que lhes garantem continuará a chegar (qual maná diário) lá de Bruxelas. Resultado, o pessoal votante (os dos interesses" ganham de certeza. Gastar energias com este combate é mesmo tempo perdido. Temos é que nos preparar para daqui a poucos anos quando o "maná" acabar e nós passarmos a pagar mais do que recebemos. Aí que vai ser o "diabo"...

"Eles" acabam por se descuidar...



Já dizia o Rodrigo. Um dia eles descuidam-se e confessam...

E não é que lendo o Público de 4 de Julho de 2007, página 43, se pode apreciar a seguinte confissão:

"A doutrina portuguesa de contra-subversão, formulada e executada com êxito nos anos 60 e 70 do século passado, ..., pode ser o enquadramento teórico dos procedimentos a adoptar".

Tudo isto referindo-se à guerra do Iraque.

Autor da peça: José Loureiro dos Santos. Ex- MFA, dos do 25 do 4.

Ou seja "eles" que diziam que a guerra estava perdida, patati, patatá ..., agora vem falar em êxito na Guerra do Ultramar...
Enfim...

sexta-feira, julho 20, 2007

Eu choro os meus mortos, porque os vivos os não mereceram


Foi aqui, em Bissau, no Forte Pim, que a partir de Outubro de 1974 os soldados portugueses de origem africana começaram a ser fuzilados (aos milhares) pelo bando de Luís Cabral e sus muchachos. Morreram porque foram leais à sua Pátria. Honra e Glória eternas.




Os Comandantes da milícia, Bacai Camará, Quebá Camará e Sitafá Camará.
Estes soldados agraciados com o prémio "Governador da Guiné" pelos serviços prestados, foram mortos em Bissorã (em Outubro de 1974) pelas tropas do PAIGC.

Mais tarde o senhor Luís Cabral veio viver para Portugal (e teve direito a subsídio e tudo...)

Isto de "sacar" já é antigo



Ou como ficar rico à conta dos papalvos...

Toda a esquerda festiva e a direita catita se declaram filhos das luzes, dos enciclopedistas.

Todos foram beber à Ilustração da "Enciclopédia" publicada por Diderot e d'Alembert.

Um pouco de história. Os grandes liberais e grandes defensores dos direitos do homem não tiveram pejo (ou vergonha) de "meter uma cunha" a Malesherbes, director da Censura da época, de modo a impedir a publicação de qualquer crítica à sua obra.

Também não tiveram problemas em solicitar a colaboração gratuita de uma série de redactores dos verbetes da Enciclopédia, ficando com todos os lucros da obra (e que não foram poucos...).

E isto para não falar dos pobres dos tipógrafos que na altura bem explorados eram.

Ou seja, olha para o que eu digo e não para o que eu faço... !

Se os Indios...



Ao rever esta "Caravana de Lágrimas" imagem que narra (melhor que mil palavras) a marcha forçada (e esforçada) das tribos índias para o deserto do Oklahoma, (hoje chamar-se-ia "limpeza étnica" - com direito a tribunal da onu e prisão perpétua...) veio-me subitamente à cabeça este pensamento:

"E se os Índios tivessem tido uma Lei de Nacionalidade e uma Lei de Emigração, como seria a História"?

Só que naquela altura quem quer que apresentasse semelhante proposta era imediatamente ostracizado.

E ainda dizem que a história não se repete!

De volta aos meus afectos


"As nossas sociedades estão esmagadas debaixo do peso das riquezas materiais, mas morrem de fome de pobreza espiritual."

Louis- Ferdinand Céline
L'Ecole des cadavres, Editions Denoel, Paris, 1938, p132.

quinta-feira, julho 19, 2007

terça-feira, julho 17, 2007

Estranhas associações de ideias ...

Sou melómano, acho que todos já o sabem.

Passo todos os dias por dois blogues que vos recomendo vivamente. O Suggia e o Crítico Musical.

Hoje encontrei esta pérola. Deleitem-se, como eu o fiz.

Há coisas estranhas. Lembrei-me de vos recomendar este blogue não sei bem porquê. Eu juro que estava só a apanhar ervas daninhas no jardim da casa quando me veio o Saramago à cabeça. Porque seria?

Quem havia de dizer. Eu já fui "hooligan"...

ou, o que o Amândio César me fez passar...

Mas eu conto.

Quem olhar para esta carcaça decrépita e adiposa em que me transformei nunca imaginaria que eu já fui um "hooligan desportivo". Mas a verdade é que fui. Confesso. Mas acho que por bons motivos.

Um dia (anos 63 a 65)estava eu no café Aviz numa alegre cavaqueira de tertúlia quando vejo entrar o Amândio César ofegante a pedir ajuda. Saímos todos (eramos uns 6 ou 7) e vimos o que se estava a passar.

No Monumento aos Heróis da Independência, nos Restauradores, um grupo de dezenas de adeptos de um clube holandês (que naquela noite jogava contra o Benfica) tinha ocupado a referida estátua, preparando-se para hastear a bandeira do clube ou da Holanda (já não me lembro bem) no cimo do Monumento Pátrio. O Amândio decidiu logo (e muito bem) que aquilo era demais.

Para quem não conheceu o Amândio posso dizer que o mesmo era como um "panzer". Macrocéfalo, peitudo e arraçado, com uma mãos imensas. A sua voz era como um "órgão de estaline". Tronitroante e avassaladora. Com uma coragem física enorme.

Decidiu-se logo pelo assalto, seguido de perto por 3 ou 4 jovens e 2 ou 3 menos jovens. Foi épico. Tivemos a sorte de muitos portuguesas que por ali passavam se terem aliado a nós. É óbvio que a bandeira foi logo arrancada,(não calculam as vertigens causadas pela descida desde lá de cima da estátua, porque para cima não custou nada) e o Monumento desocupado.

Claro acabámos todos no "Torel", que neste caso foi a esquadra da PSP do D. Maria. O que nos valeu foi o chefe da esquadra ser também ele um patriota que ao perceber as razões deste nosso assalto não só nos deu razão, como verberou acidamente os holandeses presentes.(que no fim nos apresentaram desculpas...)

Mas tudo acabou em bem. Se fosse hoje estávamos feitos. E penso que o chefe da esquadra era capaz de nos falar demoradamente da União Europeia, da liberdade, da... ou seja da treta do costume. E desconfio que desta vez íamos todos mesmo parar à PJ para sermos todos julgados como arruaceiros ou como "fascistas".

Ou seja como as coisas mudam... desde o tempo da repressão para o tempo da liberdade...

segunda-feira, julho 16, 2007

Boa malha, bom trabalho!

Cumprimento aqui - e publicamente - quem fez um trabalho (que garanto muito me surpreendeu) de qualidade. Não são os mais 700 votos que contam. Foi a experiência ganha. Foi demonstrar que há substrato. Foi mostrar que há gente nova capaz de passar mensagens. Se concordei com tudo? Não, mas também quem está de fora (como eu) não tem direito a criticar.

Começo a acreditar que se pode verdadeiramente ir mais longe.

Parabéns, e que as gambas saibam bem ao HNO.

Afinal, eu fico...


Depois de muito pensar, tomei a decisão. Fico na blogosfera.

O mês de Junho foi um mês mau. O nível baixou. Mas o trabalho... desculpa tudo.

Mas o que me fez resolver (de vez) este dilema foi sem dúvida ter lido os últimos três textos escritos pelo Rodrigo Emílio e a mim endereçados. (o último quase dos dias do fim).

Muito posso contar, muito posso esclarecer, muito posso lembrar. Tenho esse dever!

Vou já começar esta semana pelo muito meu e nosso Amândio César.

Estamos a poucos dias do vigésimo aniversário da sua morte. A ausência (quase) total da personalidade e obra de Amândio César do mundo nacionalista é para mim um pesadelo.

Quero que o conheçam. Quero que o sintam como aquilo que ele foi. Um Português até ao fim do seu fim.

Terei muito que falar dele. Como tenho de falar de Goulart, como tenho de falar de Caetano Beirão, como tenho de falar de tantos e tantos que tudo e muito deram à Pátria Portuguesa e ao sonho de um Portugal Maior.

quinta-feira, julho 12, 2007

Em busca da verdade perdida...


Tudo tem a ver com a verdade real e não com a "verdade" que passa para o público leitor.
Maquiavel, como os meus estimados leitores bem sabem, escreveu um livro que intitulou "O Príncipe". Nele defende que a razão de estado está acima da moral. Mas nunca a frase "os fins justificam os meios".
No entanto Pascal, no século XVIII, atribui esta frase a Maquiavel e, a partir dessa data, passou a ser a verdade oficial.
Farto de tanto disparate o padre Peter Roh, em 1852, ofereceu uma recompensa de 1.000 florins a quem encontrasse a referida frase no livro. Até agora ninguém a reclamou...

Todo este intróito tem a ver com uma carta ontem publicada no correio dos leitores do Público. Nessa carta um senhor (que se auto intitula professor universitário)cita o Mein Kampf a torto e a direito (por tudo e por nada)sobre as maléficas intenções anti culturais e humanistas de Hitler no campo da Educação. É um fartar vilanagem.

Ao contrário de muita gente, eu li A Minha Luta (atenção anti bandidos, também li Marx e Gramsci, não tirem conclusões apressadas...)Conheço minimamente o que lá está escrito e nada do que o referido professor universitário lá coloca está na realidade no livro. Só se for nalguma tradução feita por alguém do berloque caviar...

Isto leva-me ainda a mais uma reflexão. Se estes senhores são os responsáveis pela instrução dos futuros quadros "deste país", onde é que vamos parar. Mas acho que este assunto merece um postal à parte.

quarta-feira, julho 11, 2007

111 anos depois... a saga antiga voltou ...


"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
[.] Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

Guerra Junqueiro, 1896.

A modernidade face à Tradição

ou o confito ocidente - oriente

No passado Sábado publiquei um postal em que me referia a Guénon e à crise da Tradição numa sociedade moderna. No final do texto Guénon concitava-nos a "meditar neste assunto com um pouco de profundidade e todos os que ainda são capazes de reflectir devem ser convidados para o efeito".

Apesar das minhas enormíssimas limitações quero também reflectir um pouco sobre este assunto.

Parto de uma permissa (para mim) absoluta:

O que faz a força de qualquer civilização e que lhe dá a legitimidade e a justificação é o da sua relação com o Espírito de onde emana a Espiritualidade.

O Ocidente cristão já não existe. O actualmente chamado Ocidente é moderno ou pós - moderno. É a civilização do frigorífico e do bidé (como lhe costumo chamar), ou seja dos prazeres do corpo e da carne.

Por outro lado o Oriente Maometano encontra-se partilhado entre a "modernidade ocidental" (imposta e não sentida na generalidade) e a sua própria Tradição. E aqui tradição engloba o modo de vida, a prática quotidiana e as manifestações de cultura, bem como as sociológicas. Aqui assiste-se efectivamente a uma espécie de tensão entre o mundo moderno e o mundo tradicional. Esta é uma verdade nos países muçulmanos (mesmo os laicos, como a Turquia e sobretudo no estado muçulmano da Europa, onde é bem visível)

O 11 de Setembro veio acicatar ainda mais as desconfianças mútuas e o modo absolutamente cavernícola como os EUA e os seus mais fiéis parceiros europeus lidaram com o assunto foi fatal. Ou seja vamos transformá-los todos em Ocidentais (democracia, direitos do homem e a parafernália do costume), quer eles queiram quer não. Nem que seja à bomba.

Esta etapa suplementar de enfrentamento entre o Ocidente e o Oriente típica dos interesses económicos e geo estratégicos (e petrolíferos, claro) foi levada a cabo por um grupo de indivíduos que de tal modo imbuídos das ideias que pensam serem únicas (e sem sustentabilidade na Tradição ou na História, revelando um total analfabetismo cultural) que nem sequer pensaram ou equacionaram as consequências dos seus actos. O saber milenar, fruto de muito trabalho de muitas gerações é perfeitamente substituível por umas ideias avulso aprendidas (à pressa) nas universidades de Harvard ou Independente.

Porque o facto mais importante (que nem sequer foi equacionado pelos decisores ocidentais) é que hoje existe um enorme Islão Europeu. Os avisos de Guénon, Massignon, Henty Corbin ou de Nadjm oud-Dine Bammate (sem nos esquecermos dos pensadores nacional socialistas e do próprio diálogo proposto por Hitler ao mundo muçulmano) cairam em saco roto. As ocasiões falhadas de um diálogo oriente - ocidente levaram a uma desconfiança mútua bem difícil de ultrapassar.

Mas hoje, fruto das políticas dos países europeus do "sistema" temos um Islão europeu poderoso, e com a perfeita noção da sua força. A erradicação desse Islão só conseguiria ser feito pela força das armas numa Europa dos mercadores sem qualquer vocação (ou melhor dizendo sem qualquer vontade) bélica.

Como resolver este problema. A Europa Ocidental não tem condições (nem capacidade de vontade ou militar) para participar num Choque de Civilizações.

A única oportunidade para a Europa é ( e até o actual sistema cair de podre - já faltou mais) procurar (como Guénon) um encontro de espiritualidades no sentido, por exemplo, de Toledo (Thule - do, como lhe chamava Rodrigo Emílio) do final da Idade Média europeia.

Porque não nos esqueçamos que só a colaboração de Homens de Valor e Tradição poderá impedir o declínio completo desta Europa que já foi rainha e hoje não passa de uma rameira que arredonda os seus fins de mês deitando-se com quem lhe apareça à frente com meia dúzia de tostões na mão.

O caminho dos Valores e da Tradição é pois o único que (neste momento e situação) nos resta. Tudo o mais é pensar em formar um quadrado de irredutíveis prontos ao sacrifício final.

Ou seja (e em linguagem mais simples): estamos feitos!

terça-feira, julho 10, 2007

Ao que o Nonas me obriga...


O Nonas na sua permanente bondade resolveu concitar-me a revelar aquilo que sou como leitor. Ou seja um verdadeiro tocador de harpa... toco em muitas cordas.

Para já o livro que acabei ontem (ou hoje já de madrugada) de ler e cuja imagem está à vossa disposição.

28 de Setembro de 1962, autoestrada do oeste em direcção a Paris. Um potente automóvel (um Aston Martin) despista-se. Roger Nimier e Sunsiaré de Larcône - pseudónimo de Suzy Durupt - têm morte imediata. Sunsiaré acabava de publicar 'La messagère' (Gallimard), o seu primeiro e único romance.
Uma bela história de uma bela, manipuladora e inteligente Mulher, companheira (não oficial) de Nimier.

No Domingo refastelei-me um pouco e li "Anches et Embouchures" de Willy, com ilustrações de Le Riverent. Edições Berard, Paris, 1905. Um maravilhoso livro sobre música. Trata-se de uma obra que retrata a relação da música com o erotismo (chamemos-lhe vitoriano). Um fartote de boa disposição e escrito num registo bem sério no campo da música. E com ilustrações bem ousadas (para a época, claro).

"Pour l' art, Eclipse et renouveau", de Kostas Mavrakis. Li e reli ainda esta semana. E vou voltar a ler. Essencial para a compreensão do processo criativo e alguma "arte"? contemporânea. Vou ter absolutamente de reler os textos de Dali sobre o assunto.

Reli a edição fac-simile de Exílio, da Contexto Editora. Enquanto esperava ser atendido numa instituição pública. Ao menos isso.

Manifestos e Conferências de Almada Negreiros. Tinha-o. Ofereci a um amigo depois de o ler, mas voltei a comprar. Livro essencial para revisitar assiduamente.

E penso ter respondido ao Nonas. A propósito esta noite, e se tiver insónias, vou ler um livro de Robert Heilein (cujo centenário agora decorre). Marques Bessa é que me apresentou este mestre e nunca mais deixei de lá voltar

domingo, julho 08, 2007

Mudei de imagem

Mudei de imagem, como já repararam.

Li com muita atenção tudo o que tem sido nestes dias publicado sobre o papel e destino da blogosfera nacional.

Obriga-nos a pensar. Reli também o que tenho vindo a escrever ao longo destes 6 meses que levo destas andanças e verifico que estou a "perder qualidades". Os primeiros postais eram muito mais substanciais. O humor melhor. A variedade também.

Que fazer desta página? Dever de memória? Um página de doutrina? Um local de memórias pessoais? Uma crítica do quotidiano? Uma página cultural? Um tutti-frutti generalista?

Francamente não sou capaz de ter - neste momento - uma opinião fundada e fundamentada.

A mudança de visual é o primeiro passo. De seguida terei de saber o que quero (e acima de tudo se sou capaz de merecer) continuar a escrever. Porque assim não sendo mais vale não estragar e regressar ao meu "apagado e vil cantinho".

Vou pensar

A propósito dos demagógicos concertos

Arte


sábado, julho 07, 2007

Sobre a nova tendência primavera - verão do antisemitismo

Ou ainda:

"Num judeu não se toca, a não ser que o judeu seja judoca", no genial poema de Rodrigo Emílio.

Ou ainda

a utilização do tabú supremo: o "antisemitismo".

Dei outro dia a reflectir na razão que leva os judeus um pouco por todo o lado a inventarem antisemitas onde os não há. Quem quer que diga qualquer coisa contra o estado de Israel e a sua política é imediatamente apelidado de antisemita (crime na maior parte do mundo, com direito a cadeia durante muitos e muitos anos. E "eles" cá ainda falam do Charrua!!!!).

Arrisquei-me outro dia a apanhar com o anátema. Nesse dia tocou-me ouvir uma jovem cantora israelita "assassinando" uma bela ária de Puccini. Fiquei estarrecido e logo comentei para o lado: "a gaja é muito desafinada". Só isto. Nada mais do que isto. Reconheço que gaja seja uma palavra forte, mas francamente...

Logo alguém comentou em voz bem audível (e afinada...). Estes antisemitas são todos iguais. (sic)

Nada mais disse por a situação não o permitir. Mas sou obrigado a pensar que houve (reconheço-o) uma reviravolta genial (para Israel) na definição de antisemitismo:

Essa definição passa pois a ser a seguinte:

Antisemita não é aquele que não gosta de Judeus. Hoje é aquele de quem os judeus não gostam!

A verdade é que hoje o mundo inteiro não gira exclusivamente à volta dos judeus e do antisemitismo, por muito que isso custe a todos os filhos de israel.

Sai uma bica para a mesa do canto




Vai um cafezinho?
Em 2004, os portugueses desperdiçaram 1.574.203.400 horas de trabalho, o que é equivalente a 5,8% do PIB. Com esse número impressionante quedaram-se em penúltimo lugar de um "ranking" de 11 países ou blocos económicos (UE - na altura - dos 15, OCDE). Portugal atingiu apenas 52% da produtividade dos EUA, ficando atrás de si apenas a Hungria com 51%. Muito mais bem classificada fica a Alemanha, com 97% (4º lugar), e a França até supera os Estados Unidos com 116% da produtividade norte-americana. Mas em França também se tomam cafezinhos? É caso para dizer que lá se tomam num "bistro", que é uma palavra de origem russa e que significa "rápido".

Nikolai Fumin






















Dois trabalhos deste jovem pintor russo (nascido em 1970).

Regressando (sempre) aos Mestres - II



A beleza de uma raça, de uma família, a sua graça, a sua perfeição em todos os seus gestos e manifestações é adquirida com dificuldade; ela é, como o génio, o resultado final de um trabalho acumulado ao longo de gerações

Friedrich Nietzsche. O crepúsculo dos ídolos. 1888

Regressando (sempre) aos Mestres - I


A superioridade material do Ociente moderno é inquestionável; mas se ninguém a questiona, também ninguém a inveja. É necessário ir mais longe: com esse desenvolvimento material excessivo o Ocidente arrisca-se a perecer mais cedo ou mais tarde caso não faça marcha atrás a tempo, e se não encarar seriamente o seu "regresso às origens", seguindo a expressão de algumas escolas do esoterismo islâmico.

Em diversos meios fala-se hoje muito da "Defesa do Ocidente", mas, infelizmente, não se consegue compreender que é contra si próprio que o Ocidente tem de se defender, que é das suas tendências actuais que vem os principais e mais perigosos de todos os perigos que o ameaçam.

Seria bom meditar neste assunto com um pouco de profundidade e todos os que ainda são capazes de reflectir devem ser convidados para o efeito.

René Guénon. A Metafísica Oriental

Karl Wissemann – IX

Pois acabou, para já, esta série de postais que anunciei em 20 de Junho e foram saindo ao longo destas dias. Comecei a 22, e dia 26 (ambos de Junho). Em Julho poderão consultar os postais dia 1,5,6 e os de hoje. À medida que os fui escrevendo de mais coisas me fui lembrando e ainda esta semana (falando com o único camarada ainda vivo que também participava das tertúlias do Avis) outros dados consegui juntar a este "dossier".

Penso que se tiver saúde e tempo (e ainda cá estiver) após a minha reforma não deixarei de tentar consultar os arquivos que podem ainda fazer mais luz neste caso. Mas, como não quero qualquer exclusivo, e, alguém pode desejar adiantar-se a mim, não quero deixar de chamar a atenção para os presumíveis e futuros investigadores para uma série de arquivos que podem lançar muita luz sobre todo este caso.

Em primeiro lugar o arquivo PIDE. O processo individual de Wissemann. A legislação não me permitiu consultá-lo. Só com autorização da família. E tanto quanto sei não há descendência directa.

No arquivo PIDE pode e devem ser consultados os ficheiros e processos de entrada de estrangeiros em Portugal. Estavam na posse dos SEF que os microfilmaram e remeteram recentemente de volta para o arquivo PIDE. Também os referentes à colaboração com os Serviços Ingleses, bem como os referentes à expulsão dos alemães de Portugal em 1945,46 e 47.

Nos arquivos ingleses (não sei onde, mas vou-me informar) devem estar os relatórios sobre a captura de alemães em Portugal.

Nos arquivos portugueses:

Aquivo Salazar.

Cartas de Pimenta para Salazar. Já as li todas e há 4 que dizem respeito a Wissemann. As cartas e os cartões de resposta de Salazar estão na posse da Família Pimenta que os emprestou ao Prof. Braga da Cruz para a edição de um livro sobre o carteio Pimenta - Salazar, e que segundo Teresa Pimenta seria lançado no mercado ainda em 2006. Estamos em Julho de 2007 e nem vê-lo.

Deve ainda consultar-se as cartas para Salazar de Cabral Moncada, João Ameal e de Caetano Beirão (pai).

Arquivo João Ameal (está na Biblioteca Nacional). Trata-se de um dos melhores arquivos existentes. Muito bem organizado. Encontram-se lá preciosidades. Tem de haver algo sobre Wissemann, quanto mais não seja cartas de Pimenta, O'Neill, Fernando Campos, Amândio César e também de Salazar. Trata-se de um arquivo que os nossos historiadores pouco prezam.

Arquivo Amândio César, está nos Arcos de Valdevez. A ver absolutamente.

Arquivo Pimenta - Guimarães. Ver cartas sobre Wissemann das mesmas pessoas acima indicadas bem como de Caetano Beirão.

Arquivo Legião: verificar as pastas referentes ao acompanhamento que a LP fazia aos "ingleses" e aos "alemães" durante e após a guerra. Tem de haver alguma coisa, apesar do arquivo especificamente Wissemann não existir.

Já agora consultar os arquivos alemães sobre Wissemann.

E já agora consultem as empresas alemãs expecializadas em genealogia (existem on-line) para mais elementos de carácter pessoal do personagem.

E boa sorte na investigação.

sexta-feira, julho 06, 2007

Karl Wissemann – VIII

Estamos quase a chegar ao fim desta primeira abordagem a este "soldado desconhecido" a que eu dediquei algum do meu tempo (ao longo da vida) para lhe poder dar o relevo que ele sem dúvida tudo fez para merecer.

Hoje vou-vos falar um pouco mais sobre a traição que o levou à morte.

Como já anteriormente tinha contado dois personagens aparecem como potenciais delatores. S. e P..

S. era Capitão do Exército. P. era um Inspector Escolar do Ministério da Educação Nacional. Quando eu nasci para estas coisas já S. tinha falecido. A P. conheci e com ele convivi (pouco, muito pouco, é certo).

Eram ambos dos serviços de segurança da Legião Portuguesa. P. colaborava também no Jornal "A Nação".

Um dia, numa ocasião ( finais dos anos 60) que tive de falar com o Dr. Góis Mota, Secretário Geral da Legião e um dos seus mais destacados militantes (com ele vivo o 25 do 4 nunca teria vingado), pedi-lhe de chofre se podia consultar os arquivos da LP sobre o caso Wissemann. E fiquei surpreendido com a resposta. Disse-me ele: "também eu já desejei ver esses documentos e pedi-os. E eu estou habituado a ser obedecido!). Pois a verdade, segundo ele, é que nada existiria nos arquivos dos serviços de segurança da LP sobre o assunto.

Em finais de 1976, princípios de 1977, após o meu regresso do exílio, encontrei, por acaso, em Campo de Ourique, P. que passeava, já bastante alquebrado pela idade e pela prisão que sofreu.

Falei-lhe e (para meu espanto) recordou-se logo de mim. Fomos para um café da Ferreira Borges onde tivemos oportunidade de falar sobre os mais diversos assuntos. Não deixei de aproveitar a ocasião e começámos a conversar sobre Wissemann.

Segundo a sua versão Wissemann teria sido traído não por ele ou por S. mas sim por algum subalterno da Legião. Razões aduzidas. Foi nos serviços de segurança da LP que os passaportes de Karl e do outro militar alemão foram falsificados. Foi através dele que os documentos chegaram aos alemães. (como, não se lembrava).

A ideia que tinha era que os passaportes não eram polacos como dizia O'Neill, mas sim nórdicos (suecos?, talvez). A única pista que tinha deixado junto dos seus subalternos eram as fotografias sem qualquer identificação. Mas, sem dúvida os seus subordinados teriam ficado com os nomes em que foram forjados os passaportes.

Na altura (e durante muito tempo) as pensões, hotéis e similares tinham de enviar um boletim de dormida de estrangeiros para a PIDE. Se a polícia sabia os nomes dos passaportes falsos e viu os boletins da pensão somou 1+1. Isto era a sua opinião. Aliás a PIDE (e a própria LP) estava bastante infiltrada pelos serviços ingleses.

Foi isso que levou à perda de Wissemann.

Sobre os documentos ou processos sobre o caso no Arquivo LP reconheceu que a terem existido teriam sido destruídos.

E veementemente negou qualquer participação pessoal na traição, apesar de conhecer a lenda negra que o ligava (juntamente com S.) a essa traição.

Segundo ele, a única forma de saber o que se passou, dado todos os intervenientes já estarem mortos, seria a consulta ao processo KW da PIDE. Se lá estivesse o boletim de dormida da pensão não haveria dúvidas.

Também deveriam ser consultados os documentos ingleses sobre a época e o relatório que de certeza foi feito pelos agentes ingleses em Portugal.

E mais, que me recorde, não disse. Despedimo-nos afectuosamente. Agradeceu-me a minha frontalidade e o interesse que manifestava no assunto e pediu-me para ajudar a que este Homem nunca fosse esquecido.

Nunca mais o vi. Pouco tempo depois falecia.

quinta-feira, julho 05, 2007

Karl Wissemann – VII

Voltemos ao livro. E à sua tradução. Como calculam Wissemann não dominava o português para escrever na nossa língua os artigos que deram origem ao livro.

Lembro-me de ter perguntado a O’ Neill quem tinha sido o autor da tradução. Na altura o director da “Nação” referiu não se lembrar concretamente mas que lhe parecia ter sido obra de duas Senhoras do Porto, Maria O. e Maria Augusta M.

Aceitei de imediato como verdadeira a informação, fruto dos meus verdes anos.

No entanto e passados uns anos e meditando um pouco mais no assunto pareceu-me uma informação pouco consistente. E porquê?

Estávamos nos anos 46, em que ainda se sentiam algumas das dificuldades logísticas dos anos do racionamento provocado pela guerra.

Lisboa – Porto – Lisboa era uma viagem de longo, longuíssimo curso. O próprio comboio levava quase uma eternidade a percorrer os 300 quilómetros que separavam as duas cidades.

O carteamento tinha óbvias dificuldades dada o “controlo” policial e que poderia comprometer bastante as pessoas.

Pareceu-me pois que a tradução teria origem em Lisboa. Nos anos 70 tive oportunidade de falar com Maria Augusta sobre o assunto. O que me informou é que na realidade traduziu (sempre graciosamente) muitas obras de alemão para português durante o período da guerra. A solo e com parceria com Maria O. Daquela tradução especificamente não se lembrava, mas admitia ter sido por si feita, dado que, pelo menos uma vez, teve uma tradução cheia de termos jurídicos e que segundo ela “não lhe tinha saído muito bem”. No entanto diz ter recebido pelo correio e por diversos portadores material para traduzir que logo que pronto e dactilografado era enviado pelos mesmos meios.

Maria O já tinha morrido. Não pude pois esclarecer este ponto. Como achega importante na Biblioteca de Maria Augusta não existia este livro.

Como recordatório importante devo esclarecer que Maria O. era uma cidadã alemã, casada com um português, um vulto cultural do Porto e uma das melhores difusoras da Cultura Alemã e também Portuguesa a partir dos anos trinta. Traduziu “D. Miguel e a sua Época” o que lhe criou muitíssimos amargos de boca. Depois é melhor nem falar... Tive pena do livro sobre a comunidade alemã em Portugal (recentemente saído) não lhe tivesse dado a atenção que ela merecia.

Maria Augusta M. Foi uma das alunas predilectas na Universidade de Coimbra de Paulo Quintela. Também com ele trabalhou no Teatro Universitário Coimbrão. Mulher de grande cultura e com conhecimentos muito profundos da língua e cultura alemã, faleceu nos anos 80.

Uma informação final, a revisão dos termos (técnico – jurídicos) deste trabalho deveu-se, segundo Amândio César, ao Professor Cabral Moncada.

domingo, julho 01, 2007

Uma misógina, para amenizar...




Aqui é o monumento da Praça da Mulher, em França.

No entanto em francês Place tem dois significados: Praça ou Lugar.

Ao menos fazem-nos rir.

Karl Wissemann - VI

Se desejar ler o livro de Wissemann sobre Nuremberga pode procurá-lo aqui. Tem um magnífico prefácio do camarada portuense Nuno Ataíde, bem como o postfácio de Pimenta.

Karl Wissemann - V

No último postal que publiquei ficámos no dia da morte de Wissemann:

Dia 14 de Janeiro de 1947, à noite.

Dia 15 Alfredo Pimenta escreve a Salazar informando-o da que se tinha passado e solicitando a sua influência para que Wissemann fosse enterrado em Portugal.

Poucos dias depois, dia 19 foi Wissemann enterrado no Cemitério dos Alemães em Lisboa.

Hoje a sua campa já lá não se encontra. Recordo, contudo, de várias vezes ao longo da minha vida lá ter ido colocar flores e verificar o estado da sua última morada.

Wissemann apenas tinha como família directa viva uma irmã, que no final de toda este episódio apelou a Pimenta (através da filha do escritor integralista Fernando Campos) para que este solicitasse a Salazar a sua influência para que todos os objectos e documentos pessoais e de trabalho de Wissemann (apreendidos pela PIDE, não nos esqueçamos) lhe fossem entregues. Carta de Pimenta para Salazar existe. Está no Arquivo AOS. A carta de resposta (se é que a houve) está na posse de Braga da Cruz (que um dia, se calhar...,) há-de publicar as cartas de Salazar para Pimenta. (não sei se todas ou só algumas... e não sou só eu a ter esta suspeita. Enfim se Braga da Cruz Pai cá estivesse...). A descendência Pimenta tem muito cuidado com a imagem que dele quer fazer passar. E este caso Wissemann é o diabo!!!

Só como adenda: do arquivo Salazar desapareceu uma das 3 páginas (a do meio e a que conta a história) da carta de Pimenta a Salazar sobre este caso. Foi só azar?

terça-feira, junho 26, 2007

A força da b'nai



O humorista Dieudonné, filho de mãe francesa e pai dos Camarões, com a nacionalidade oficial francesa, passou as passas do Algarve quando tentou entrar no Canadá para dar um espectáculo em Montreal.

Causas: o tipo conta uma anedotas sobre os judeus...

Queixinhas: B'nai Brith do Canadá

Reacção do Ministro da Segurança Pública canadiano, Stockwell Day ao interrogatório e detenção do humorista:Não há nada de anormal. Não ouvi as piadas mas penso que não se deve atacar um outro grupo.

Moral da história: o primeiro gajo que contar anedotas sobre louras não vá ao Canadá, senão já sabe ao que se arrisca.

Ils sont fous les romains, como dizia o sempre presente Asterix.

Karl Wissemann - IV

Não quero deixar de publicar - na íntegra - o "postfacio" de Alfredo Pimenta à obra de Wissemann. Trata-se de um dos documentos mais pungentes que em toda a minha vida li. Marcou-me de tal forma na minha juventude que ainda hoje recordo de cor partes inteiras desta "Na hora da Tragédia".

Penso que só um Homem como Pimenta poderia ter complementado o génio e o amor pátrio de Wissemann.

NA HORA DA TRAGÉDIA

Debatem-se, dentro de mim, os sentimentos mais diversos: a indignação, a cólera, a revolta, o desespero, o nojo, a piedade, o assombro, a ternura, a admiração, o ódio! Relâmpagos de ódio cruzam o céu da minha consciência onde nunca, em seis décadas de existência, o Ódio ousara pôr pé... Só um sentimento, graças a Deus, se não manifesta, nem no meu espírito, nem no meu coração, nem nos meus nervos: o medo!
Voltou-se a página mais negra de quantas existem na História do mundo. Até ao último instante esperei que um rebate de consciência florisse no deserto empedernido que é a alma dos algozes. Até ao último instante esperei que a voz augusta do único Poder espiritual do mundo se erguesse, na majestade magnífica da sua natureza transcendente e dissesse a palavra justa, lógica e necessária.
Nada! Os algozes arregaçaram as mangas das suas vestes, esticaram os seus músculos, experimentaram a fidelidade diabólica das cordas das forcas, e as dez vítimas subiram os degraus destas e foram imoladas ao rancor impiedoso da vitória das Democracias.
E no mundo inteiro - calaram-se os que deviam falar, fizeram-se cúmplices os que deviam arredar de si toda a suspeita de cumplicidade, conformaram-se todos os que, por dever moral, deviam protestar. No mundo inteiro, só se ouviu o correr das cordas das forcas nos seus nós e a agonia rápida dos mártires...
«Providência, onde estás»?...
E voltou-se a página mais negra de quantas se escreveram na História...
Todos os autores ou ajudantes dos feitos tenebrosos que vêm dos circos romanos às liquidações purgativas da França e da Itália nos anos terríveis de 1945 a 1946 são anjos de diafaneidade celestial, postos em confronto com o horror de Nuremberga.
Todos esses, os organizadores dos suplícios romanos, as plebes amotinadas e fanáticas, os tribunais terroristas, os perseguidores e caçadores de homens, na França e Itália, os nossos Buiças, Costas e Dentes de Ouro, todos esses que firmaram na História, um nome ou um lugar e donde, eternamente, como das mãos de Macbeth, escorrerá sangue, todos esses agiram sob a paixão encolerizada, empolgados pela fascinação que cega, e, muitos deles, arriscando a própria vida.
Mas os famosos juízes de Nuremberga, implacavelmente frios, não têm a mesma ligeira sombra de desculpa. Foram, durante meses e meses, sempre os mesmos. Durante horas, em cada dia, tiveram na sua presença, inermes, abandonados, vencidos, vinte homens que mal podiam falar, porque lhes tapavam a boca, que mal se podiam defender porque lhes coarctavam a defesa, e que se sentiam de minuto a minuto, ameaçados de sucumbir diante das calúnias e das infâmias com que os vencedores os atacavam.
E estes juízes de Nuremberga que antes de julgar já chamavam «criminosos» a esses desgraçados; estes juízes de Nuremberga que falaram em nome dum Direito que eles próprios formularam; estes juízes de Nuremberga, assombro do mundo, da História, da Moral, da fé cristã, da Honra e da piedade das feras, mandaram, um dia, pendurar nas cordas das forcas dez dos vinte e um homens que escolheram a dedo, à sombra de um Direito que não existia, à sombra de fundamentos que toda a gente desconhece e que foram aqueles, só porque apeteceu ao vencedor que eles fossem...
Alguns haviam de ser; calhou que fossem aqueles...
A morte é a morte; mas há várias maneiras de morte. Segundo o convencionalismo humano, há a morte infamante e que degrada, e a morte que, apesar de tudo, enobrece. E assim se tem por morte infamante, a morte na forca, e por morte que não envilece, principalmente para quem vestiu uma farda, a morte por fuzilamento. Os juízes de Nuremberga escolheram a morte infamante... Cuidam eles que, por não se ter vertido sangue, as onze mortes que são a sua obra serão mudas e estéreis.
Pobres criaturas tão mesquinhas de espírito, como áridas de sentimento! Incapazes de compreender que, para além do rancor que anima as seitas de que foram instrumentos passivos, mas responsáveis, há um Juízo que o transcende, em projecção e natureza, os juízes de Nuremberga não perceberam que o martírio que aplicaram às suas vítimas, as purificou de todo o pecado, as inocentou de toda a culpa, e as santificou perante a consciência humana, que não se regula pelos ditames do vencedor, só porque o é, portanto pelos caprichos da Democracia a que eles, juízes de Nuremberga, obedeceram!
Os enforcados de Nuremberga, já ultrapassaram, a esta hora, os pareceres da propaganda mefítica que os fariseus estão a desencadear e continuarão a desencadear, e entraram no culto fervoroso e desinteressado de todas as almas que um catolicismo falso, de fachada, e utilitário, não perverteu nem corrompeu.
Entraram na imortalidade sagrada que abre as portas do Martirológio de todas as pátrias e, neste caso, do Martirológio universal. Foram vítimas do seu amor profundo à sua terra natal, da sua dedicação levada ao último extremo pela glória da sua terra, pela grandeza da sua civilização, pela perenidade dos princípios em que todos nós comungamos - todos nós os que repelimos, com altivez e decisão, a invasão hebraica e a invasão bolchevista.
Subiram os degraus da forca, algemados, porque os seus algozes, até nesse momento supremo, temeram o desvairo heróico das pobres vítimas.
Mas as algemas que lhes prendiam os pulsos débeis são, a esta hora, as cadeias de bronze inquebráveis que soldam os nomes dos juízes de Nuremberga ao ergástulo eterno que é o destino fatal dos que ofendem o Direito e a Justiça, a Piedade e a Honra.
Deixem passar as horas, deixem rolar o mundo...
Assim como de sob as bruma venenosas que cobrem os pântanos, rompem um dia, quando o vento fresco do norte sopra, flores imarcessíveis de beleza aliciante, também de sob o nevoeiro maldito que ainda hoje pesa sobre Nuremberga surgirão, um dia, na soberana imaculidade da sua natureza, as memórias dos enforcados dessa cidade.
Aqueles que a «justiça» democrática de Nuremberga fulminou «foram queimados, e as suas cinzas lançadas ao vento, secretamente».
Secretamente?...
Não foram centenas, foram milhões de homens que, na Alemanha e fora dela, viram, sem a mais leve sombra de dúvida, subir no espaço milhares de estrelas de luminosidade penetrante, à hora em que as cinzas dos mártires de Nuremberga eram secretamente lançadas ao vento. Levou--as o vento, mais generoso e piedoso do que os carrascos, para longe da terra, colocando-as mais alto do que a terra, superiores à terra, porque esta se mostrou indigna de as receber no seu seio. Levou-as o vento no seu beijo puro, para o Céu, para junto dos astros e dos anjos, para o coração infinitamente misericordioso de Deus. E cada partícula dessas cinzas é uma estrela na eternidade...
Tanto quanto é lícito dar crédito às agências a soldo das Democracias vencedoras, os enforcados de Nuremberga morreram como homens, como soldados e como alemães. As suas últimas palavras foram um adeus confiante à sua Pátria. Nesse adeus, está implícita uma ordem: resistir à tirania do invasor e ocupante; lutar pela independência, pela liberdade e pela grandeza da terra dos antepassados. Há muitas formas de resistir; há muitas formas de lutar - desde a resistência e luta violentas, até à resistência e luta camufladas. Todas são legítimas!
Tudo em Nuremberga foi hediondo, fora do âmbito estreito dos mártires. Hediondo o tribunal e o direito que se evocou; hediondo o julgamento e o processo que se adoptou; hediondo o noticiário e hedionda a doutrina dos pseudo-juízes. E como se isto não chegasse, houve a incineração e a dispersão das cinzas...
E os católicos do mundo inteiro, com as suas autoridades eclesiásticas à frente, desde o chefe supremo da Igreja até às hierarquias de cada país, assistem, silenciosos e quedos, à violação formal e solene do cânone1203 do Código do Direito Canónico!
Prescreve ele: «Fidelium defunctorum corpora sepelienda sunt, reprobata corundem crematione» (§1.º). Quer dizer: «Os corpos dos fiéis defuntos devem ser sepultados, sendo reprovada a sua incineração». E acrescenta no seu §2.º, que si quis novis modo mandaverit ut corpus suum cremetur, illicitum est hanc exsequi volvnatem, ou seja «Se alguém, de qualquer forma, mandar que o seu corpo seja incinerado, por ilícita não deve cumprir-se tal determinação». Em 19 de Maio de 1886, a Consagração do Santo Ofício, perguntada sobre ae licitum sit mandare, ut sua aliorumve cadavera comburantur, isto é, «sobre se era lícito mandar que os seus cadáveres ou os cadáveres dos outros fossem queimados» res-pondeu negative, que não. E o Papa, confirmando este decreto, ordenou aos bispos que instruíssem oportunamenteos fiéis acerca da detestabilem abusum humana corpora cremandi. (Denzinger & Bannwart, Echiridion Symbolorum, § 1863, e nota respectiva).
Lêem por outra cartilha os chamados juízes de Nuremberga e, não dando sepultura aos cadáveres que as suas mãos fizeram, nem sequer recolheram as cinzas dos cadáveres que as suas mão queimaram! Dispersaram--nas ao vento, e em segredo! E os católicos do mundo inteiro tomam conhecimento disto... e fazem-se cúmplices disto!
Entre os variados sentimentos em que me debato ao contemplar esta página horrorosa que acaba de escrever-se em Nuremberga - que não tem similar na História de todos os tempos e é a mais fulminante negação do espírito cristão - há um que domina todos os outros: o nojo que sinto pelo meu tempo, que é, simultaneamente, a vergonha inapagável de ser deste tempo!
Este tempo em que ainda vivo é o tempo dos monstros mascarados de santos.
Não sou monstro, não contemporizo com monstros, não me solidarizo com monstros, nem me calo diante de monstros!...

Alfredo Pimenta, A Nação, n.º 36, 26.10.1946

Karl Wissemann - III



Em 27 de Outubro de 1962, José O' Neill decidiu que era a altura de compartilhar com os seus leitores do "Agora" as suas memórias de Wissemann. Publica-a na 1ª página, na sua habitual rubrica "Dentro do Café Avis" (seu "quartel general" onde os mais jovens ouviam maravilhados os grandes vultos nacionalistas que lá se deslocavam diariamente).

Nesse artigo do "Agora" O’Neill conta-nos a história real da génese do livro e das suas relações com Wissemann. (é óbvio que omitindo bastante).

Não a reproduzo em virtude de ser legível a imagem, desde que aumentada. Recomendo contudo a sua leitura.

Anos mais tarde (1963/64/65?) tive oportunidade de ouvir O’Neill no Avis contar muitos mais pormenores de todo este drama. É pois essas recordações (que ainda restam) que quero partilhar com os meus estimados leitores.

Karl Wissemann e Nasenstein (oficial do Exército alemão que também estava em Lisboa) esconderam-se no final da guerra no Alentejo na quinta de Fernando Campos (e por vezes vinham a Lisboa ficando também na sua casa de Lisboa). Aí viveram uns meses tentando arranjar documentos que lhes permitissem seguir os seus destinos. Sem problemas de maior visto as pessoas que conheciam a sua localização eram muito poucas e (pareciam) de total confiança. Até ao aparecimento dos artigos na Nação não tiveram problemas de maior. Dado o brado criado pela publicação – relembra-se que era o primeiro trabalho de fôlego sobre Nuremberga a aparecer em todo o mundo (ou seja o primeiro livro revisionista da história do século XX) – a situação alterou-se. Às policias e serviços secretos foi fácil descobrir quem se escondia por detrás do pseudónimo de João das Regras. Tinha de se tratar de alguém com fortes conhecimentos de direito, conhecedor profundo do interior do IIIº Reich e que sabia escrever. Ou seja só podia ser Wissemann.

Estava traçado o seu destino.

E aqui há duas versões sobre a traição que levou à morte de Wissemann. Para alguns (O’Neill incluído) a traição foi de uma pessoa a que chamaremos S. para outros (nomeadamente Amândio César, que, não nos esqueçamos, foi um fiel camarada de Pimenta) teria sido P. As razões aduzidas por ambos os lados têm lógica. Contudo nunca se saberá de certeza absoluta qual dos dois foi o traidor. Em postal posterior voltarei a este assunto com todas as informações de que disponho.

A verdade foi que a PIDE (juntamente com os serviços secretos ingleses) se deslocaram ao Alentejo para os prender. Avisados a tempo saíram do seu local de refúgio. O’Neill sugeriu a ambos que se refugiassem numa das casas de uma das herdades de sua sogra, com possibilidades de rotação entre diversas quintas e herdades de camaradas dispostos a correrem riscos (em Portugal e Espanha - as herdades eram bem perto da fronteira) . Os alemães não aceitaram dado que o seu tipo físico despertaria as atenções das GNR locais por qualquer parte do Alentejo onde se escondessem.

Resolveram vir para Lisboa onde lhes foram arranjados documentos falsos polacos (?). (e aí aparecem quer P quer S). Simultaneamente dois alemães (há muito residentes em Portugal) deslocaram-se para o Alentejo onde percorreram diversas zonas e casas de modo a chamar a atenção das policias para outras zonas.

No entanto poucos dias depois de se albergarem numa pobre pensão de Lisboa os ingleses apareceram para os prender.

Wissemann pediu para ir à casa de banho buscar os seus parcos pertences. Foi autorizado. Nessa altura suicida-se cortando as veias de forma irreversível com a lâmina de barbear. Nasenstein (já algemado) tenta atirar-se pela janela. Foi, contudo, agarrado a tempo, o que inibiu o seu fim. Foi logo transportado para a Alemanha onde muito penou. Desconhece-se o seu fim.

A comoção em Lisboa pela morte de Wissemann foi enorme. Não nos esqueçamos que naquela altura o catolicismo era muito importante em Portugal e condenava fortemente o suicídio. Até Salazar foi metido ao barulho.

Após a autopsia realizou-se o seu funeral para o Cemitério dos Alemães, e em que – apesar de tudo – houve uma cerimónia religiosa . Algumas pessoas acompanharam-no até à sua última morada. Também alguns alemães da colónia alemã de Lisboa se incorporaram no féretro. Alfredo Pimenta disse umas palavras de homenagem ao grande alemão e grande nacional socialista que tinha morrido porque achava que (mesmo derrotado) tinha a obrigação de continuar a sua luta com a pena, já que lhe tinham tirado a espada.

Se tivesse optado por ficar calado teria sobrevivido e continuado a viver, disseram alguns na altura.

Mas essa não é a posição de um Homem. Fiel até à morte. A nossa Honra é a nossa Fidelidade. Foi por essa verdade que Wissemann morreu.

Em próximos postais vou voltar a este tema.

domingo, junho 24, 2007

Há 80 anos - Codreanu cria o Movimento Legionário



Por iniciativa de Codreanu foi fundada no dia 24 de Junho de 1927 o Movimento Legionário do Arcanjo Miguel, que passou à história como o "Movimento Legionário"

Na casa de Codreanu na Rua das Flores, em Iassy, numa sexta feira, 24 de Junho pelas 22 horas, reuniu-se um fiel grupo de romenos. Codreanu redige a primeira ordem de trabalhos:

"Hoje, 24 de Junho de 1927, dia de S. João Baptista, às dez da noite, foi instituída debaixo das minhas ordens a Legião do Arcanjo Miguel. Que todos os que tenham uma fé ilimitada venham e juntem-se a nós. Os que duvidam fiquem de fora. Nomeio como guardião do ícone Radu Mironovici."

Esta primeira sessão durou apenas um minuto, o tempo necessário para ler a ordem de trabalhos. Depois todos se retiraram para meditar se estavam suficientemente convencidos e eram suficientemente corajosos para se filiarem numa nova organização sem outro programa do que o exemplo da minha vida de luta e de todos os meus camaradas de prisão.

A Legião deveria nascer das profundezas das nossas consciências. Pouco importava saber se seríamos vencedores ou vencidos. O nosso ideal era de ir sempre em frente unidos sob os olhos de Deus para realizar os direitos do povo romeno. A sorte que nos está reservada - vitória ou morte - terá a benção de Deus, e trará frutos ao nosso povo.

Corneliu Zelea Codreanu.

sexta-feira, junho 22, 2007

Karl Wissemann - 2


Wissemann era um jovem alemão que cedo aderiu ao Nacional Socialismo. O seu pai Kurt foi um dos grandes heróis da aviação alemã, morto em combate em 1917.
Revelando-se um dos melhores alunos do curso de direito cedo chamou a atenção de Goebbels que então liderava a batalha de Berlim para a conquista do poder. Os muito jovens irmãos Wissemann lutaram arduamente nas ruas de Berlim, integrados nas fileiras NS. Essa tradição de combate levou a que o irmão mais velho fosse um distinto oficial das Waffen SS (também ele condecorado com as folhas de carvalho e caído dentro do seu tanque às portas de Estalinegrado.

Karl entra, perto do ano de 1936, ao serviço do Ministério de Goebbels. A sua formação em direito e em jornalismo, para além de dispor uma forte bagagem cultural, filosófica e politica indicava-o para grandes voos.

Vimos posteriormente a encontrá-lo como adido de imprensa em Vichy, junto do Estado Francês. Com o decorrer da guerra vem para Lisboa, onde assume as mesmas funções. Recorde-se que quer a França não ocupada quer Portugal eram dois dos principais países neutros da Europa e em que muito da guerra se jogava. Lisboa era um feudo inglês e tinha que ser um elemento de elevada estatura para contrariar a propaganda anglo-americana.

Karl Wissemann - 1




Em Janeiro de 1947 apareceu a público o livro em epígrafe. Este livro reproduzia na íntegra uma série de artigos surgidos no Jornal “A Nação”, em 1946, durante o “julgamento de Nuremberga”. Postfaciava a obra Alfredo Pimenta. (numa das suas mais veementes e pungentes escritas de sempre).

Ninguém sabia quem era o autor da obra – a primeira surgida em todo o mundo sobre a farsa de Nuremberga. Adiantavam-se nomes que poderiam esconder o tal “João das Regras” que assim assinara a obra.

Poucos dias depois e ainda em Janeiro, contudo, o verdadeiro autor morria em circunstâncias chocantes, preferindo a morte (por suicídio) à prisão pelos agentes ingleses (acompanhados pela PIDE) numa pensão de Lisboa.

Cabral Moncada e Alfredo Pimenta (ambos com formação jurídica) ficaram com a fama de terem escrito este livro. Ninguém se descoseu.

No entanto o verdadeiro autor do livro era um alemão de elevada estatura moral e cultural que o final da Guerra veio encontrar em Portugal, onde desempenhava as funções de Adido de Imprensa. Não era do corpo diplomático, mas sim um representante de Joseph Goebbels, de quem tinha sido um dos principais colaboradores. O seu nome Karl Wissemann.

A Muralha de Carvalhos,

ou quando temos o dever do sacrifício individual

Há momentos na vida em que a nossa pessoa, os nossos interesses, as nossas necessidades, o nosso instinto de sobrevivência são postos em causa face à necessidade de nos afirmar-mos pelo Bem e pelo melhor politico.

Penso em Maurras ignominiosamente apunhalado por uma Igreja e pelo seu Príncipe a quem servira (e bem) e cuja iniquidade não o fez desviar-se. O seu “Non Possumus” nada mudou. A sua excomunhão manteve-se, e ele também se manteve firme para nos indicar onde estava a salvação. Ele (como pessoa) não contava. O que contava era a sua indicação da salvação, era o local onde fazia falta erguer a verdadeira muralha de carvalhos (o bosque salvador) antes que a sua Pátria fosse definitivamente condenada.

O mesmo penso em relação a Wissemann. Para um católico, o suicídio não deve ser fácil. No entanto ele (como ser físico) não contava. O que contava é que ele conseguissa erguer uma das primeiras árvores que constituiriam a enorme e inexpugnável floresta que fizesse parar a invasão daqueles que pretendiam destruir a sua Pátria e os seus ideais.

Sim porque há momentos especiais (e essenciais) na vida de um Homem!

quinta-feira, junho 21, 2007

Foi bem feito... mereci

Quem te manda a ti sapateiro...

Quem é que me manda a mim meter-me em futeboladas.

Animei um amigo que bem precisava e tive de aturar outro amigo - o Nonas - que não gostou nada da anedota sobre a "fruta".

Fica-me de emenda. Desculpa lá Nonas

quarta-feira, junho 20, 2007

Agora a sério. Muito a sério

Amanhã começo a publicar a história de um Grande - Enorme - Homem.

Falo-vos de Karl Wissemann.

Durante alguns dias vou publicar elementos importantes sobre um dos mais valorosos europeus que passou - e morreu - em Portugal.

Foram anos - muitos anos - em que investiguei (até onde pude) a vida deste Homem. Conheci e convivi com alguns que o conheceram pessoalmente. Questionei-os. Investiguei, tentei saber tudo.

De tudo o que sei e dos locais e arquivos onde se poderá - um dia - saber mais vou tentar dar-vos conhecimento.

É um dever de memória.

Sim porque há Homens que de tão valorosos não podem cair no esquecimento. Seria criminoso.

Para animar um Amigo, que hoje bem precisa!

Pois é todos os portistas (Nonas incluído) vão-me excomungar.

Mas no outro dia falei-vos na falta que faziam os pregões em Lisboa.

Relembrei os pregões de Lisboa, nomeadamente um que a mim muito me diz:

"Quem quer figos, quem quer merendar?"

Pois é mas no Porto, o pregão é outro:

"Quem quer fruta, quem quer ganhar?"

Ah!, Ah!

Espero que esta te faça sorrir!

Um abraço e força

Continuam os disparates...

Eles são doidos os romanos - já dizia o Asterix.

ou:

Quando os psiquiatras se envolvem na questão politica ....

Estou convencido que o Fascismo é um estado de alma profundamente ancorado no homem e que só os mais honestos o colocam sobre a mesa. O fascismo não é corpuscular mas sim individual. Algumas detestáveis avestruzes negam esse sentimento.
Humanamente é, no entanto bem real, tem a escaldante actualidade de um instinto biológico. O fascismo pertence à psicanálise, é uma sensação, uma descarga de nervos. Há duas nevroses à volta das quais eu não deixarei de me debruçar atentamente, que são o catolicismo e o fascismo: os dois pólos da emoção humana que nos recusamos a chamar pelos próprios nomes, preferindo, por prudência chamar-lhes “Superstição” e “Autoridade”
Marc-Edouard Nabe. Au régal des vermines. 1986

Hoje estou a preparar um trabalho de fundo...



Por isso os meus postais de hoje são só disparates.

Anúncio de uma bebida francesa editado na Argélia nos anos 30 do século XX.

E de qualidade superior!

terça-feira, junho 19, 2007

A propósito de um dos meus postais de hoje

Não sei porquê, lembrei-me destes versos de um enorme Poeta Português:

A minha Pátria alçou o braço,

baixou-o logo de cansaço...

foi pena, foi pena"

Pois é foi pena!

Recado dos candidatos do "Sistema"




Ou o ecrã de plasma dos tesos ...

Ou como se pode ser "modernaço" e "rico" numa Câmara de Tesos. Garanto-vos que vai ser esta a opção dos que forem para a CML. Fachada, fachada, fachada!!!

O aeroTORTO da OTA

Afinal já não ganho o almoço a ninguém!

No meu postal sobre o Aeroporto (ou melhor aero Torto - porque tudo aquilo nasceu bem torto) da OTA ainda concitei os meus estimados leitores a apostarem um almocinho comigo que aquilo ia para a Ota. Pois a verdade é que ninguém esteve com pachorra para me pagar o almoço. Queres camarões? paga-os tu! devem ter pensado os meus estimados amigos.

Pois não é que Ruben de Carvalho, um dos comunistas que eu mais admiro pela sua inteligência, carácter e trabalho feito, vem numa frase lapidar dar-me toda a razão: dia 16 de Julho acaba a hipótese Alcochete!.

Como é óbvio, acrescento eu.

Tanta admiração porquê?

Hoje e ainda não eram 8 da manhã estava um Amigo meu a telefonar-me para me dar a "grande notícia". A Zézinha (sim ela mesmo, a própria) tinha declarado que pensava votar ou no António Costa ou na Helena Roseta para a Câmara de Lisboa.

O homem estava chocado. Martirizado, mesmo. Quase que chorava. Depois de desabafar e como eu lhe não dei qualquer troco, lá desligou pensando que eu também era dos tais.

Pois eu, meus amigos, já nada me surpreende. Já vi de tudo. Mas mesmo de tudo. A mim essas minudências já não me causam qualquer embaraço. E além do mais não tenho o estofo (e a força) de Manuel Maria Múrias que poucos dias depois do 25 do 4 obrigou (ao que me contaram, que eu, com grande pena minha, não vi)o locutor Fialho Gouveia a descer o Chiado com o casaco virado ao contrário. Bons tempos!

Mas só uma pequena historieta para amenizar o postal. Uns dias depois do 25 desloquei-me a Coimbra com o Rodrigo Emílio e outros camaradas. Lá fomos encontrar entre várias pessoas uma que durante anos me saudou de braço ao alto e (por vezes) com um sonoro 88. Pois não é que eu ouvi, (com estes ouvidos que a terra há-de comer) o fulanito jurar que sempre tinha sido democrata! Só não coloco o nome dele aqui por respeito por mim.

Enfim, como diria o pirata do Asterix (la routine habituelle...)

Parece ... mas afinal não é!



Quando me deram esta foto houve quem se perguntasse se correspondia a uma cerimónia de graduação e fim de curso daqueles acampamentos de "desobediência civil" levados a cabo pela juventude de uma determinada força político - eleitoral (sim essa mesmo - todos sabemos qual ...)

Mas da análise detalhada da mesma sou obrigado a confessar que objectivamente o meu estimado amigo que a forneceu estava errado.

E vejamos porquê:

1. O tipo de indivíduos retratados não estão vestidos com aquela indumentária casual chique proverbial neles.
2. Reparem nas mãos. Estes são dos que já trabalharam. Tem as mãos calejadas. Não são daqueles que andam pelo Bairro Alto a beber umas bejecas e a fumar uns charros.
3. E como prova final (e apesar de estarem de boca fechada) não se lhes vê restos de caviar a sair-lhes pelas comissuras labiais, principalmente do lado esquerdo.

Ou seja estes não são dos tais, garanto-vos eu!

domingo, junho 17, 2007

Vão ver que a salvação da Europa vem do Leste...



Passou ao lado de toda a opinião publicada na Ocidente.

Soljenitsyne (um Homem que os ocidentais endeusaram enquanto lhes serviu para a sua guerra ao comunismo, mas que revelou ser um verdadeiro identitário e nacionalista, e como tal votado ao maior ostracismo) recebeu, em sua casa Vladimir Putin que o condecorou com a maior Ordem Honorífica russa.

Numa altura em que a Rússia está a ser cercada pelos americanos e encostada à parede e quando quer a Chanceler alemã, quer Sarkozy também já participam nesse cerco (ao contrário dos anteriores Chanceleres alemães e Presidentes franceses), Soljenitsyne decidiu dar a cara e recebeu em sua casa, (no dia da Festa Nacional Russa) e com insistência da presença do maior número possível de TV e jornais, o Presidente Putin a quem felicitou pela sua postura de firmeza face à ameaça que pende sobre a Rússia.

Putin, por seu lado, declarou-o "um escritor e um russo maior" que "dedicou toda a sua vida à sua Pátria".

A Alma Russa (e europeia)

A Rússia rejeitou na semana passada um relatório mundialista denunciando as reacções identitárias do povo russo.

O Chefe de Delegação russa no Conselho dos Direitos do Homem da ONU denunciou o relatório de um "especialista das formas contemporâneas de racismo e de xenofobia" (sic) como uma "encomenda política elaborada segundo preconceitos pré estabelecidos"

Mais declarou que "não há nada para comentar nesse relatório porque o texto é inaceitável tanto no seu conteúdo como no plano conceptual".

A propósito o autor do relatório ( o "especialista") é um francês com o belo nome de Doudou Diène.

Recado ao nosso Zé (o que faz verdadeiramente falta)

Não foi inocente o postal anterior.

Foi um pretexto para eu dirigir-me ao nosso Zé (o que faz verdadeiramente falta). Não o conheço. Conheci alguns membros da sua Família. Sei que é de uma Família de Tradições, Honra e Princípios. Tudo isto deve ter estado na sua educação. Quero acreditar que sim. Nunca aderi ao PNR por razões que já expliquei. Mas como este ano (apesar de tudo) vou votar em si, tomei esta liberdade de lhe escrever.

Se me permite a ousadia vou-lhe enviar estes pequenos recados de um sexagenário que ama acima de tudo Lisboa. E por amá-la custa-me verdadeiramente ver os tratos de polé a que tem sido submetida ao longo destes quase quarenta anos (sim porque o mal já vem do marcelismo...).

Hoje vou-lhe falar de alguns conceitos que para mim são primordiais.

Lisboa é terra, mas também é gente. É Cultura, é Tradição, é Progresso, é Turismo, é acima de tudo Qualidade de Vida. E essa qualidade não se prende só com o "vil metal" que se tem (ou não) no bolso. Qualidade de vida é acima de tudo um estado de espírito que nos leva a sentirmo-nos felizes onde vivemos. É visual e é visceral.

Falemos hoje um pouco da alma lisboeta, o verdadeiro betão que faz falta para cimentar a vivência de todos nós que Vimemos! e não apenas "assistimos ao passar da vida".

Ideias concretas. São necessárias! Deixe para os outros onze candidatos o debate sobre as "contas", as "trapalhices", o "compadrio", o "espírito betonista"...

Apresente ideias ousadas. Fale concretamente. Apresente programa específico para "re-moldar" o espírito dos lisboetas. Para repovoar Lisboa, para a refrescar. Para que valha verdadeiramente a pena viver na Cidade.

Hoje vou-lhe sugerir algumas ideias sobre a Cultura e o Turismo.

Uma das óptimas coisas que Lisboa tem (apesar de se não notar, porque a edilidade não lhe liga nenhuma) é uma óptima rede de instituições de carolice que sobrevivem sem (quase) nenhum apoio estatal ou camarário. Falo-lhe das Instituições de Cultura e Lazer que se espraiam por toda a cidade. Colocá-las ao serviço dos lisboetas é fácil e garanto-lhe barato (se quizer poderei apresentar-lhe estimativas de custos para as acções que lhe apresento. No entanto garanto-lhe terem um custo inferior a 0,05% do orçamento geral da CML - e excluindo os gastos com pessoal).

Vejamos. Lisboa tem dos melhores locais da Europa para todo o tipo de actividades culturais. Repare no Castelo de São Jorge (de meter inveja a todas as Termas de Caracala da Europa). Imagine, por exemplo. A Coudolaria e Alta Escola equestre (aliadas à Fanfarra equestre da GNR), a dança barroca (temos em Lisboa, por exemplo, a Academia de Dança Antiga, especialista na época e com um dos melhores guarda roupas da Europa), uma Orquestra (a Capela Real, de Stefen Bull). Os cavaleiros tauromáticos portugueses... E tanto, tanto mais ...

Imagine um Festival do Barroco em Lisboa. Imagine as escolas de música de Lisboa, com os seus jovens alunos espalhados por toda a cidade com solistas, grupos de câmara, orquestras, durante um dia espalhando os sons da época por toda a Lisboa.

Imagine um festival gastronómico acoplado e tantas e tantas coisas relacionadas.

Imagine uma colaboração com São Carlos, INATEL (e não só). Óperas (das mais acessíveis e populares) no Castelo. Jovens cantores e intérpretes portugueses apoiados numa ou outra "diva ou divo" internacionais.

Porque não a semana do Fado. O fado aristocrático, o fado "toureiro", o fado vadio, o fado popularucho. Abra Palácios quer camarários, quer do estado, quer mesmo particulares. Ponha o fado aristocrático a ser cantado para que todos o possam escutar no lugar onde ele era antigamente cantado. Abra adegas e tascas. Coloque o fado nesse lugar que foi da Severa e de todas as Severas desta Lisboa. Abra o Museu do Fado dê-lhe vida. Abra o Campo Pequeno ao Fado Toureiro. Abra as colectivades de cultura e recreio de Lisboa. Que por todo o lado (no metro, nos eléctricos...), se ouça o fado.

Faça concursos de fotografia sobre estas realizações. Recrie a rivalidade entre bairros (como nas marchas) Embeleze Lisboa com os concursos de montras e de ruas floridas.

Recrie a crítica social, cultural e política com revistas nas colectividades de recreio de cada bairro.

Coloque as bandas de música nos bairros de Lisboa. Faça "Verbenas" (para acabar com o monopólio dos "concertos patrocinados pela cervela x ou y"). Podem ambos co-existir.

Aproveite as "casas regionais". Invista numa semana das casas. A gastronomia, a etnografia, as canções e danças. Mostre-as. Temos aqui o melhor de Portugal.

Se conseguir patrocínios tente reabrir o Museu de Etnografia que a Ministra da Cultura destruiu. (esta é a situação mais cara de todas...)Mas um museu activo. Um museu que demonstre como era a vida dos portugueses ao longo destes séculos. Não uma coleção amontoada como anteriormente estava.

Insista nas marchas populares. Não deixe morrer as marchas infantis. Aproveite as Escolas do EB que são da responsabilidade da CML. Use-as (no sentido de lhes dar vida e integrar as crianças na vida, na tradição e na cultura da cidade.

Somos um país de poetas. Porque não evidenciá-lo. Juntar vontades de editores, Casa Fernando Pessoa, poetas, actores. Redescobrir os mortos. Conhecer os vivos. Não tenhamos medo das palavras. Ressuscitar os "Jogos Florais". Aproveite os maravilhosos espaços da Sociedade de Geografia, da Academia das Ciências, do Palácio da Independência. Faça conhecer Lisboa aos lisboetas!

Imponha Lisboa como capital europeia do amor. Aproveite o nosso Santo António casamenteiro. Não deixe que uma ideia generosa - os casamentos de Santo António - se deixe transformar numa pífia e horrivel manifestação (que hoje é!). Aproveite uma Europa mais católica que Portugal.

Pegue na Moda Lisboa e que a mesma deixe de ser a feira de vaidades e de "gays e jet seis e meio" em que está transformada. Faça-a produzir e ser rentável economicamente.

Coloque os serviços de jardinagem da Câmara a colaborarem com a feitura e recuperação de jardins e espaços ajardinados dos bairros de Lisboa. Pense nos quintais e hortas interiores de Lisboa (essenciais para a drenagem das águas da chuva). Colabore para que os mesmos sejam arranjados e deixem de ser o matagal que se vê nas fotos aéreas de Lisboa).

Ou seja, por outras palavras. Dê vida a Lisboa! Recrie-a! Dê-lhe Alma! Não a deixe "moribumdar-se".

É necessário de novo que se ouçam os "pregões" em Lisboa.

E um deles deveria ser "Olha o Zé que faz mesmo falta"!

E já agora, e só por acaso, muitas destas realizações podem trazer receitas a Lisboa. O turismo cultural e religioso tem quase o mesmo peso que o turismo de lazer que vai tirar umas fotos aos Jerónimas e à Torre de Belém!

NB: vou voltar a estes pequenos recados sobre outros assuntos. Se calhar não vale a pena, mas que ninguém nos acuse de não termos ideias para Lisboa.

Obrigado, Caro Senhor pelo seu precioso tempo. E boa sorte!

O nosso Fado (inglesado)...



Ou a Canção do Mar, de Ferrer Trindade, criada para Amália Rodrigues (apesar de hoje se dizer que é a canção da Dulce Pontes!!!).

Ou a demonstração de que o Fado é de origem árabe? Não se sabe.

A lindíssima voz de Sarah Brightman assassinando a nossa Canção do Mar, transfigurada para "Harem" num concerto em Espanha!

Ainda pensando em Leon



A Leon para quem o seu Catolicismo foi ao longo de toda a sua vida uma presença permanente. A ele Hitler disse um dia que a sua Mãe se ali estivesse acompanharia Degrelle à Santa Missa.

Cantado por Sarah Brightmam, o Pie Jesu de Andrew Lloyd Weber. Num mundo em ruínas!

sábado, junho 16, 2007

Aqui repousa um Gigante



Ainda e sempre Leon. Um dos seus camaradas da frente leste levou as cinzas do Herói para a sua Pátria e para o lugar que ele escolheu para repousar até ao fim dos séculos.

sexta-feira, junho 15, 2007

Leon - 101 anos de um Homem



Faz hoje 101 anos que nasceu Leon Degrelle. Vulto entre os vultos do século XX.

Nesta imagem Degrelle comunga na bolsa de Tcherkavsy. Aí ganhou as folhas de carvalho.

Tive o privilégio de falar demoradamente com ele quatro vezes. A primeira em Málaga, as outras três em Madrid.

A última, em 1988, no dia do seu aniversário, com Rodrigo Emílio, Nonas e mais camaradas. Quiz jantar connosco. No seu restaurante preferido (o "Botin" o restaurante mais antigo da Europa em funcionamento).

Foi inesquecível.

Dele guardo não só a sua vivacidade, as suas histórias, mas também o seu lado mais humano. Como me sabia voluntário em instituições para cegos e amblíopes em Portugal e tendo uma sua (lindíssima) neta também ela invisual, interrogou-me demoradamente sobre os mais recentes avanços da medicina e da informática aplicada a invisuais. Pude enviar-lhe por correio alguns catálogos e publicações sobre o assunto. Dialoguei sobre o assunto e a seu pedido com a sua neta e demais família.

Como bem dizia Rodrigo Emílio, Leon "foi o único deus en propre personne que avistei por perto e ao vivo". Nunca será esquecido!

quarta-feira, junho 13, 2007

Cairam que nem uns patinhos ... os camelos




Pois é todos a embandeirarem em arco e não perceberam que já foram comidos.

Ele foi o Silva, o Mendes, e outros que tais (incluindo os jornaleiros)e o Sócrates já os papou a todos ( e mais, já papou a Câmara de Lisboa.

Será que alguém acredita que o Aeroporto não vai para a Ota? Ai vai vai, garanto-vos.

Estava mesmo disposto a apostar um almocinho (com gambas de entrada como o Humberto Nuno gosta e tudo) em como eu tenho razão.

Senão vejamos:

Tem de haver compromissos muito fortes para a decisão Ota. Há muita gente que já lá meteu o seu dinheirinho para obter lucros chorudos. O lobby da construção é muito forte.

Mas a principal razão da minha "absoluta certeza" tem a ver com o negócio Portugália a quem ninguém ligou nenhuma.

Mas o que é que se passou? A Portugália era uma Companhia aérea do Banco Espírito Santo. O negócio da ligação Lisboa - Porto - Lisboa era uma das suas principais rotas e dos mais rentáveis da companhia.

Com a Ota o negócio desaparecia e a Portugália perderia bastante do seu "valor". O prejuízo do Banco seria enorme. Ou seja um mau investimento. (sim porque com o aeroporto na Ota ninguém - mas absolutamente ninguém - iria perder 4 a 5 horas para ir de avião ao Porto, quando o Alfa leva 2 horas e quarenta minutos).

Mas o Estado vai precisar dos Bancos internacionais para financiar a sua Otinha de estimação. O grupo BES tem óptimas relações com a banca internacional. Logo não pode ser hostilizado com prejuízos vultuosos.

Mas para tudo há solução! O Estado (ou seja nós todos, os camelos dos contribuintes) compra a Portugália por uns cinco milhões de continhos através da sua empresa TAP.

E se calhar prometeu ao BES lá nos terrenos da Portela a instalação de um helioporto que permita um novo negócio. Ligações de helicóptero à Ota e ao Porto. Quem sabe?

Mas atrasar a decisão do aeroporto seis meses para ficar tudo na mesma não lembra ao diabo dirão os meus estimáveis leitores. Vai custar uns milhões de contos a mais. E logo agora que estamos na "crise".

Mas eu faço uma pergunta. O que é que custa gastar uns milhõezinhos (dos camelos, não nos esqueçamos) se eles ganharem a Câmara de Lisboa?

Esse é o objectivo principal. O resto são "peanuts".

Olhem que o almoço vai-me saber muito bem!