domingo, março 29, 2009

Mais meditações


"... assim nós retiramo-nos para o pavilhão da melancolia serena, e para o da alegria sem causa, ou então para o do sonho absolutamente calmo, ... e aí apercebemo-nos que estamos sós. Do que era um deserto nós fizemos um império. Nós falamos connosco próprios, nós passeamo-nos no nosso país"
Abel Bonnard
A Amizade . 1928

Meditação a propósito do dia de ontem

Ontem fiquei inquieto. Está certo que o dia propiciava um estado de fragilidade extrema. Recordei aquelas noitadas em que frente a uma cerveja cantávamos as nossas canções (canções que só nós é que conhecemos).

E dei-me conta, de súbito, que o nosso mundo está a envelhecer. Ainda por cima que os mais velhos passam sem necessariamente serem substituídos, e que mesmo sendo-o, alguns não são do mesmo estofo que os que os precederam.

Está certo que sabemos que a nossa tradição indica-nos que temos mais hipóteses de futuro, mais fé do que a vulgata que para aí vegeta.

Mas temo, verdadeiramente temo, que as nossas canções, que (repito) mais ninguém conhece, deixem de alegrar as noites nacionais. E como eu, desafinado que sou, gosto de as cantar!

Apostilha: Estava a escrever este postal e dei comigo a trautear o "Vinde Camaradas".
Partilho com vocês o refrão. Música de "Oh, camarades". Letra de Zarco Moniz Ferreira. Anos 60. Portugal:
"Vinde camaradas
a juventude avança
e se a estrada é longa
forte é a esperança.
Pode vir o ódio
de inimigo feroz,
nada silenciará
a nossa franca voz"

"Ganda" lançamento...

Vai ser lançado o livro sobre Salazar em que se afirma que o estadista era "massão" (que "massada"...e que massas vai dar a ganhar)

O lançamento é provavelmente na melhor data (a verdadeiramente adequada), ou seja no Primeiro de Abril... (coincidências...)

Vamos todos saber que afinal quem usava avental lá na casa de S. Bento não era a D. Maria (como todos os profanos pensavam) mas sim o propriamento dito Salazar.

E eu, com a minha perspicácia para o negócio vejo, prevejo, antevejo, prognostico, que está descoberto o filão para salvar a economia nacional e relançar toda a indústria da pasta de papel o que provocará um efeito salvífero não só sobre a vida mas também sobre a bolsa. Milhões de lucros, a banca resplandecente, Berardo rejubila, o Sousa é reeleito com maioria absolutíssima.

Tudo o que diz respeito a Salazar "vende como o caraças". Basta editar mais algumas obras de referência para todo o mercado português entrar num aditivado frenesim de espúrios lucros.

Proponho - e de borla (tudo a bem da economia nacional) uma série de títulos bombásticos (não, não é preciso a Inapa e a Bertrand agradecerem-me):

- Quem tramou Mata Hari foi Salazar;
- Salazar frequentava o "Calor da Noite"
- As contas secretas de Salazar no BPN
- Salazar era agente infiltrado do PCP
- Salazar foi quem escreveu os livros do Saramago
- Cleopatra suicidou-se porque Salazar não lhe deu asilo político (bem, não era propriamente o Salazar, mas o bisavô de Viriato, mas quem é que se importa com esses detalhes)
- Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira são afilhados de Salazar
- Salazar inventou os off shores
- Salazar licenciou o Freeport
- Como Salazar foi eleito Provedor de Justiça, com mais de 2/3 dos votos
- Foi Salazar que desenhou aquelas casas/mamarrachos assinadas por Sócrates, etc...

Agora é só lançar mãos à obra e inventar mais uns títulos bombásticos. Vamos todos salvar o desemprego em Portugal!

Apostilha: À atenção da Comissão Reguladora dos Mercados de Capitais: Declaro por minha palavra de honra que não vou adquirir acções na bolsa, beneficiando desta "informação privilegiada" e como tal não vou ficar podre de rico. Por isso não vale a apena abrir uma investigação, apesar de saber que a partir de amanhã tudo o que é capitalista vai acorrer em força para comprar acções. Mas a culpa não é minha. Eu só tive a ideia...

sábado, março 28, 2009

Como o compreendo tão bem

Sim, como compreendo tão bem o "desabafo-lamento" de João Marchante (e logo no dia de hoje).

Afinal eu ainda faço falta! Quem diria ...

Rodeados de filisteus ...



Lembras-te Rodrigo?

Rodeados de filisteus nessa Madrid do nosso ~"transido exílio". Natal de 1975. Ofertaste-me este livro e escreveste a dedicatória que guardo no coração. Muitos traíram princípios, ideais, valores.

Nem tu nem eu o compreendemos. Passou-nos ao lado a necessidade imperiosa de alguns de se venderem por um prato de lentilhas. Preferimos a fome e o desconforto físico à traição. Como nos compreendemos e como ficámos ainda mais ligados nesses tempos de ira e de traição.

Se hoje publico esta dedicatória que tiveste a amabilidade de redigir não penso só em mim e em ti. Penso que é importante que as novas gerações saibam que mesmo na maior das adversidades é preciso ficar de pé. Se necessário morrer de pé, e nunca, por todo o nunca, transplantar uma coluna vertebral de borracha que oscile para o lado que mais jeito der.

Rodrigo, já me esquecia de te dizer:

Sabes que um dos mfa do piorio, após ter confessado que afinal a Guerra do Ultramar estava ganha) veio ontem dizer que Portugal devia defender o estudo do português em Olivença e louvar a canonização do Condestável por ser muito importante para a Identidade Nacional.

Ao que chegámos. Depois de tudo o que ele fez - e ajudou a fazer - agora arma-se em patriota deseperado com o fim do nosso Portugal.

Já só nos falta ver um porco a andar de bicicleta, não é meu Caro

E já que falei de Pessoa

O pensamento colectivo é estúpido, porque é colectivo: nada passa as barreiras do colectivo sem deixar nelas, como real de água, a maior parte da inteligência que traga consigo

Do “Livro do Desassossego” – Fernando Pessoa (heterónimo Bernardo Soares)

De luto carregado - 1


Meu Caro Rodrigo Emílio

Neste momento em que escrevo fazem (quase ao minuto) exactamente 5 anos (cinco longos anos) do momento em que tive de me despedir de ti.

Cinco anos de intenso sentimento de falta. De luto carregado.

Se ainda cá estivesses para nos ajudar a viver estes dias de fim terias 65 anos. Pela burocracia cá do burgo, estarias na idade da Reforma.

Reformado? Tu? Bahhh…

Reformar-te a ti? Quem conseguiria. Ninguém. Nunca foste reformável. Nunca – por todo o nunca – “eles” conseguiram reformar-te. Mesmo quando tentaram meter-te em tantos tipos de “reformatórios”.

Mas agora mais a sério: a falta que nos faz o teu espírito lúcido neste momento de fim de idade histórica que estamos a viver, sem que a maioria destes “portugueses do portugalito cee” – transvestidos de metecos - sequer se aperceba disso.

Notaste, decerto, que nem assinalei o teu aniversário - os teus 65. Mas tu sabes as minhas limitações e como a vida por vezes nos prega partidas bem grandes e nos deixa exauridos e incapazes de alinhar duas palavras seguidas e palavras que – ao menos - tenham nexo e sentido.

Este projecto bloguista em que me meti (também por tua causa) está cada vez mais pelas ruas da amargura.

Mas hoje não consigo dizer-te nada de novo ou especial. Mas se a minha verve acabou (ou pelo menos anquilosou) socorro-me de Fernando Pessoa para me dar o mote para o que quero dizer, e assim sei que não falho.

Escolhi este poema de Pessoa que tu bem gostavas. E que se aplica – como uma luva – áquilo que te quero dizer e áquilo que quero celebrar – também a tua imortalidade. Estás de pleno direito no Panteão dos Poetas de Portugal. Agora que a Pátria se acabou – sendo apenas tempos de saldo de fim de estação (ou devo dizer desde já - Rebajas) o que estamos a viver – os vossos dois nomes estarão sempre presentes no Imaginário e na Alma dos que sobrarem e que tenham no futuro o sonho de reconstruir e refundar Portugal. IN OMNIA SAECULA SAECULORUM.

Navegar é Preciso


Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
“Navegar é preciso; viver não é preciso”
.(1)

Quero para mim o espírito (d)esta frase,
Transformada a forma para a casar como eu sou:

Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
Ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;
Ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso

Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
O propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
Para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça


Apostilha: (1) É uma frase de Pompeu (106 – 48 AC) dito aos marinheiros amedrontados, que se recusavam a fazer-se ao mar durante a guerra (Plutarco, vida de Pompeu)

De luto carregado

[À MEMÓRIA de Rodrigo Emílio, meu especial Amigo.]

Vazio de uma quase morte
à nascença de figuras
e à crença do outro lado
dos relatos vivos,
situações desíncronas
ralenti cinematográfico,
geração do caos adormecido
nas ondas emancipada, enrolada
moto-contínuo de lá para cá,
morse telegráfico constante,
única ligação do retrato
ao desencanto do cosmos, marte
aquietado no sonho dos heróis
que perderam a guerra;
soldados de olhos fechados
pegam armas abandonadas
nas portas da própria vida.
Volta o cata-vento a noroeste
e o retorno da tempestade,
olhar triste na razão hebraica
vira-se eloquente ao infinito
numa canção d'amigo, agreste:
-amen dico vobis qui unus
vestrum me traditurus est.

MANUEL VARELA (JANEIRO 2005)

sexta-feira, março 27, 2009

Forças Ocultas - 1





Imagens relativas à propaganda anti maçónica levada a cabo em França.

Forças Ocultas



Em 29 de Março de 1949 - faz Domingo 60 anos, o realizador deste filme foi fuzilado em França. Coube-lhe a desdita de ser o último condenado à morte pelos "libertadores" a ser executado. (e aqui penitencio-me pois recentemente escrevi que Bassompierre - em 1948 - tinha tido essa desdita. Bem. mas Bassompierre foi o último militante nacional revolucionário a ser executado. Mamy não se pode considerar nesta categoria)

Jean Mamy de seu nome foi iniciado na Maçonaria na Loja Renan. Mais tarde e para além de ter participado na exposição sobre a Maçonaria, organizada em Paris, e em que se revelaram muitos dos segredos dos "discretos", aderiu ao PPF e foi Director do jornal L'Appel.

Em 1944 prenderam a sua Mãe, até ele se entregar à polícia. O que fez. No Natal de 1948 iniciou-se o seu julgamento que culminou com a sua condenação à morte e posterior fuzilamento.

Assim se vê a "discreta" força de certas pessoas.

O filme (ainda por cima vindo de um realizador que colaborou activamente com Jean Renoir) não prima pela grande qualidade. Os primeiros minutos são chatos, depois melhora um pouco. Mas com o seu conhecimento profundo da Maçonaria este filme deve ser visto com atenção.

quinta-feira, março 26, 2009

Desiludido que fiquei...

Hoje e depois de almoço (regressava eu ao trabalho) passei à porta da assembleia lá dos republicanos. Qual não é o meu espanto quando sinto um forte olor a "m...". Dei logo comigo a pensar: pronto estão todos mortos lá dentro e cá fora já cheira. Que bom...

Mas não, nesse momento passa por mim uma carrinha de caixa aberta (dos manifestantes agricolo-comunas) cheia de estrume.

Afinal o cheiro nauseabundo não era dos políticos...

Que desilusão odorífera ...

Espaventosamente mal educado

Sim, eu que pensava que tinha tido dos meus Pais uma educação esmerada, verifico agora que fui espaventosamente mal educado.

E porquê? Pois eu fui educado para reconhecer apenas uma verdade absoluta. A da morte física. Única coisa que não merece qualquer discussão. Tudo o resto teria de ser estudado, analisado, medido, decidido, apreendido e assim poder-se-ia chegar a conclusões.

Verdades absolutas só uma: "a da morte física".

Mas eis-me chegado aos dias de hoje, já sexagenário, quase a entregar o corpo à terra, e eis que surge uma nova verdade absoluta que não admite qualquer discussão. Um dogma absoluto. Punível não com a "fogueira inquisitorial" mas com o opróbio, com o espavento, com a prisão, com a agressão, com a ostracização, com a perda de proventos financeiros, ou seja com "todas as penas do inferno".

Refiro-me como é óbvio à shoah.

Ou seja, repito e persisto. Eu fui muito mal educado pelos meus Pais.

Apostilha: O espavento que ocorreu no parlamento europeu por causa das declarações "detalhísticas" de Le Pen por causa de ele não reconhecer a verdade absoluta. Só lhe falta dizer que não vai morrer fisicamente, o "malandro" ...

Agora toca-nos o sal...



Para nos continuarem a distrair dos reais problemas e da desgraça que se aproxima (eles bem tentam que seja só depois das eleições...) os nossos "queridos pais da pátria - agora diz-se do país" vem-nos dar conhecimento do teor do sal permitido no nosso pão. E tudo por igual - sim porque eles não são racistas - pão alentejano, de mafra, carcassa, regueifa, vianinha, etc. vai tudo pela mesma bitola. Nivelar por baixo é o lema. E será só no sal?

O que vale é que há sempre quem resiste, há sempre alguém que diz não (apesar deles não gostarem muito dessa brincadeira ...)

Imagens da homenagem aos 64 patriotas





Mais um dia da vergonha - 26 de Março



Faz hoje anos o massacre da Rua d'Isly, em Argel. Foi no trágico dia 26 de Março de 1962. De Gaulle (e os seus fans), capitaneados pelo general Ailleret fizeram o "exército francês" disparar sobre uma manifestação pacífica de civis desarmados durante mais de um quarto de hora (e à queima roupa). Resultado - só no local - 64 mortos (entre os quais crianças) e cerca de 200 feridos.

"Crime" dos metralhados: participavam numa manifestação contra os "democratas lá das "luzes".

Foi um dia de infâmia. Esquecido pelos ditos democratas (para quem só os fascistas é que fazem coisas dessas). Marcou-me muito a mim e a toda uma geração de jovens europeus.

Nunca esqueci. E agora que sei que as FFAA portuguesas podem ser supletivas à manutenção da ordem em território português, e perante a crise social que se avizinha, é bom conhecermos estas histórias, para sabermos o que nos pode esperar, quando "eles" sentirem que o povo já não os atura.

terça-feira, março 24, 2009

10 anos

Faz hoje dez anos que as forças americanas e de alguns dos seus estados satélites iniciaram o bombardeamento da Sérvia para estabelecerem um estado satélite no Kosovo.

78 longos dias depois a Sérvia foi obrigada a ceder. Pelo caminho 1002 polícias e soldados morreram. 2.500 civis, dos quais 89 crianças, foram as vítimas dos eufemisticamente chamados efeitos co-laterias das bombas ditas inteligentes. 12.500 feridos, alguns dos quais para toda a vida.Cerca de 22 milhões de milhões de euros de prejuízos materiais.

Como se vê é tudo boa gente os adeptos dos "good guys". A tal superioridade moral de que tanto nos fala Soares.

Apostilha: a maioria dos Estados do mundo não reconheceram o tal de kosovo. Portugal sim, claro, que é que esperavam ...

Malhas que uma bejeca traça ...

Então não é que Marcelo Rebelo de Sousa se declarou na TV "nacionalista". Eu ouvi, eu vi. Eu pasmei, eu estupidifiquei-me. Eu lembrei-me dos anos do Pedro Nunes, e nem sei do que mais. Ainda estou combalido.

Não pode ser verdade. Eu devia estar bêbado. Nesse dia tinha bebido uma imperial (foi isso, eu não tenho capacidade para abarcar 2 decilitros de Sagres, e o que é. Passo a beber chazinho para não ter destas visões).

Peço, pois, desculpa aos meus estimados leitores por ter tido visões surrealistas na TV. O Marcelo? Nacionalista? nâ... nã acredito ... Não pode ser ...

Fundação António Quadros



Por iniciativa dos descententes de António Ferro, Fernanda de Castro e António Quadros, foi constituída a Fundação com o nome de António Quadros.

Contará no seu acervo o espólio de Ferro, sua mulher e seu filho.

Mafalda Ferro será a Presidente da nova Fundação.

Bom exemplo da preservação de acervos importantes para a identidade nacional.

segunda-feira, março 23, 2009

Novilíngua

Orwell é que a sabia toda ...

Vejam esta notícia (bem recente...)

Le Monde de 18 de Fevereiro

Os jovens ingleses já não encontrarão as palavras "abadia", "rei", "império", "pastor", "padre", "santo", "diabo", etc.., no novo Dicionário Oxford Junior.

Encontrarão sim as novas palavras "Sida", "ADSL", "tolerante", "cidadania", "celebridade", etc...


A Universidade de Oxford que publica o referido livrito perante as críticas diz apenas que o Reino Unido se tornou numa "sociedade multicultural, multiconfessional na qual cada vez menos crianças vivem no campo e vão à Igreja".

Ou seja bem aventurados os defensores do multiculturalismo que deles será o reino dos triangulares ...

Dedicado ao meu "antifacho" de estimação


Ou como o mundo animal me ajuda a resolver alguns problemas de falta de pachorra para lhe responder ...

Leon



Já chegou ao Dailymotion o programa da televisão belga sobre Leon.

Aqui vos deixo o número 1 de doze partes do filme. (estão todas no dailymotion, vão ver)

Vale a pena. Apesar de tudo...

quinta-feira, março 19, 2009

Pernas para que vos quero



Para fazer o caminho. Para seguir e persistir. Contra tudo e contra todos

Alados ou não



Ou o espírito mesquinho daqueles que nunca vão ser capazes de voar ...

terça-feira, março 17, 2009

A história repete-se

Lido aqui:

Pois não é que Montaigne no seu “Journal de Voyage en Italie” nos conta a história de uma “seita de portugueses” que indo em embaixada do Rei Filipe ao Papa, resolviam celebrar cerimónias de casamento iguais às dos heterosexuais nas Igrejas da capital do Papado.

O assunto resolveu-se, à boa maneira de época, com 9 ou 10 metidos na fogueira.

Agora que estamos debaixo das ordens não dos Filipes, mas da Rainha Angela Merkel e do seu valido Barroso, voltam as mesmas cenas. Só que agora não haverá fogueiras (a não ser para aqueles que se oponham à situação).

Ou seja, em cativeiro (tal como muitas outras espécies de animais selvagens) alguns portugueses transformam-se. Diria mesmo são uns verdadeiros “transformistas”. Não haja dúvidas a história repete-se.

Apostilha: Não quero deixar de vos contar uma história deliciosa ocorrida no café debaixo de minha casa e que eu frequento assiduamente.
Durante o telejornal que decorria ao mesmo tempo que jantávamos e ao ser anunciado o propósito do primeiro ministro da delegação portuguesa à internacional federastra, ouviu-se uma voz de um miúdo (máximo 10/11 anos) que disse na sua inocência: “se calhar algum deles quer casar de novo”.
Resultado, gargalhada na sala. Entretanto o pai do garoto não sabia onde se meter ...

segunda-feira, março 16, 2009

Os direitos do homem e do canideo

Lido aqui:
http://unfan.canalblog.com/archives/2009/02/28/12745313.html

Com que então houve um jornalista "português" que afirmou:

"É verdade. Sou português como o cão dos Obama".

Cada qual tem orgulho naquilo que pode...

Nunca pensei que se descesse tão baixo!

domingo, março 15, 2009

Estou com saudades ...


do belo esgrimir de ideias do muito nosso P C P.

(Para não falar das suas famosas e bem seleccionadas sextas feiras ... - que falta que também nos fazem ...)

Ainda os fuzilamentos dos nossos Comandos

A propósito da morte de Nino, alguns Amigos insistiram comigo para eu publicar o relatório do CIDAC sobre os fuzilamentos dos nossos comandos africanos da Guiné, de que falei naquele postal.

O relatório é grande mas publico apenas uma pequena parte (muito significativa). Que belo ver as palavras de um padre (ou ex-padre, ou lá o que era) sobre a morte de pessoas. Para a antologia do pensamento "deles":

"da mesma maneira é insuficiente a condenação emocional dos fuzilamentos e da descoberta das valas comuns, omitindo a análise política acerca da natureza dos crimes praticados por traidores e das condições históricas em que foram eliminados. Se é iníqua a liquidação física dos opositores sem julgamento, em tempo de paz, não é isso que transforma em vítimas inocentes os pides e comandos que foram os maiores criminosos ao serviço da opressão da colónia e da luta armada contra o PAIGC ..."

Assinam ese documento o tal Luís Moita, actual Vice Reitor da Universidade Autónoma de Lisboa e Carolina Quina do Centro de Informação e Documentação Amilcar Cabral.

Mais honesto foi o comentário de Nino no jornal Nô Pintcha de 29/11/1980:

"O regime de Luís Cabral violou flagrantemente as normas dos direitos do homem e nenhum comando africano, nenhum dissidente foi levado a tribunal. Foram executados barbaramente no meio das florestas, contra os mais elementares princípios da justiça e contra os princípios do nosso glorioso Partido"

Ou seja estamos esclarecidos...

Fim de semana cultural - 2



Também da Arthaus foi republicado em DVD o filme A Ponte (Die Brucke).

Vi esse filme nos anos 60. Trata-se de uma obra que pretendia ser anti bélica, anti-nazi, etc. O resultado final é contudo bem diferente.

Trata-se da história de uma série de jovens da HJ nos últimos dias de guerra que defendem a ponte da sua aldeia do avanço dos americanos.

Está lá tudo o que de mau e de bom surge numa guerra. O professor (pacifista), o sargento (farto da guerra e aceitando a derrota) os jovens idealistas.

Um belo hino ao idealismo dos jovens, que preferiram morrer a capitular. Está bem que no filme os americanos são todos muito bons, até nem querem matar os alemães, etc. Mas lembremo-nos que o filme foi feito na zona de ocupação americana...

De todas as formas, recomendo-o. É um belo filme.

sábado, março 14, 2009

Fim de Semana cultural



Se conseguirem não percam este óptimo documentário realizado por Enrique Sanchez Lansch sobre 13 anos de vida da Orquestra Filarmónica de Berlim (1933/1945).

Trabalho honesto, bem documentado. Com óptimas imagens (restauradas). Com um som invejável para a época.

Edição Arthaus.

Bem bom

Fim de semana ...



Não se passou isto na "nossa" Assembleia da República.

Ficou-se por um vai para o c...

Os "nossos" deputados são assim, em vez de ser assado.
E assim ninguém liga ao que ainda está para vir...

sexta-feira, março 13, 2009

Hipocritas - IV

Hoje e durante todo o dia e locais só me falam de um "pai"? que deixou morrer de sede um bébé no carro.

Imperdoável e chocante. Concordo. Nada há que desculpe este facto. Morrer à sede é horrível!

Os jornais, etc., estão em fúria contra o presumível pai (da treta). Concordo.

Só que aqui surge a tal hipocrisia do costume nos do sistema.

Há poucas semanas a Elena, a italiana de que tanto se falou pelo mundo fora, morreu - também ela, coitada - desidratada, ou seja à sede.

Ninguém condenou o facto de (nesse caso) os pais terem escolhido matar a filha à sede. Até li loas à sua atitude. E falaram com a displicência habitual da tal da eutanásia

Sabem que mais, vão dar banho ao cão, e não chateiem mais com os vossos pretensos moralismos!!!

quinta-feira, março 12, 2009

Hipócritas – III

Ou a europinha dos esquerdalhos e direitinhas no seu melhor.

A cadeia franco-alemã Arte anunciou na passada 2ªa feira que tinha suspenso todas as operações de co-produção com a televisão pública polaca (TVP - Telewizja Polska), devido a não partilhar os mesmos “valores” que o seu novo Presidente, o advogado Piotr Farfal.

O presidente do canal Arte, Gottfried Langenstein, e o da Arte França, Jérôme Clément, dirigiram uma carta à KRRiT, autoridade de audiovisuais polaca, em que declaram não “partllhar os valores do partido que indicou o Sr Farfal para Director do tal canal público”. Mais dizem que não pretendem que o Sr. Farfal faça parte dos órgãos dirigentes da Arte (apesar de também ele ser um dos pagantes do canal) Ou seja defenestram a TVP (mas aceitam-lhe os carcanhóis, é claro) porque é dirigida por um “fascista”, da Liga das Famílias Polacas.

Ou seja se ele tivesse sido maoísta, trotskista, bombista, comunista, bufo da polícia política comunista, tudo bem (era dos bons). Como não é (nem foi) nada disso e anda metido com Partidos Nacionalistas é um ser desprezível que não merece sequer ser par dos europeuzinhos bons (dos tais da federastia, os puros e duros democratas anti-fascistas e anti etc…)

Hipócritas. É por essas e muitas, mas mesmo muitas, outras que cada vez me empenho mais no apoio ao Humberto Nuno.

quarta-feira, março 11, 2009

Hipocritas - II

Já viram o frenesim que por aí vai contra a China por causa do que a China está a fazer ao Tibete. Eles são artigos, eles são editoriais, eles são o diabo a sete.

Concordo com a oposição à destruição do modo de vida dos tibetanos, levada a cabo pelas autoridades chinesas.

Mas quando é que os mesmos escrevem artigos, editoriais, etc, contra a destruição da cultura indo portuguesa de Goa, Damão e Diu.

Nanja eles. Ailás não é politicamnet correcto falar disso.

“Hipócritas” – I

O gozo babado dos nossos plumitivos ao serviço dos jornais, televisões e correlativos.

Nino Vieira foi enterrado (após ser cortado às postas num assassinato ritual e de certeza doloroso) sem sequer um presidente de qualquer república de bananas ou não a acompanhá-lo.

Assim se vê a força do PC, não, desculpem, assim se vê como ele era odiado em tudo que era pais do mundo. É o que eles querem fazer passar. A verdade é que nenhuma autoridade de segurança deixaria ir qualquer Dignitário a Bissau, face à total impunidade das FFAA lá do sítio, que não se importarão nada de cortar mais um ou dois aos bocadinhos...

O Soares veio afirmar que ele tinha morrido vítima da violência porque também ele tinha vivido para a violência.

Um fartum, como podem aquilatar.

Nino não era flor que se cheirasse, afirmo-o convictamente. Foi o responsável directo pela morte de muitos e muitos portugueses quando comandou a Frente Centro Sul do PAIGC na Guiné. Não esqueço isso, nem perdoo. Mesmo em nome dos chamados “interesses nacionais” que nada mais são do que interesses de merceeiro. Negócio d’abord...

Mas há um factor quer explica o ódio de algumas figuras e figurões cá da nossa praça contra o Nino. Não se esqueçam que foi ele que pela primeira vez (em 1980) denunciou de forma pública os fuzilamentos dos Comandos Africanos e outros leais portugueses às bárbaras mãos do governo de Luís Cabral.

Denunciou, mostrou, desenterrou os mortos das valas comuns para que tivessem o repouso que mereciam junto das campas dos seus avós.

Ninguém lhe perdoou. Nunca me vou esquecer dum texto de dois elementos do Centro de Informação e Documentação Amílcar Cabral (recordo-me bem foi Carolina Quinta e o Luís Moita – ex padre até 1971, ex UDP ou lá o que era e depois dos quadros dirigentes da docência da Universidade Autónoma de Lisboa) em que desculpavam os fuzilamentos. Eu tenho o texto. Vale a pena ver a hipocrisia dos nossos progressistas: para eles havia fuzilamentos bons e os maus. Os bons foram os dos nossos comandos africanos (entre 500, admitidos por Nino Vieira e os 1.000 admitidos pelos nossos militares).

Ou seja enquanto as nossas “queridas autoridades” aceitavam de bons modos e tratos a permanência em Portugal de Luís Cabral, responsável máximo da Guiné na altura dos fuzilamentos, tratavam de modo diverso aquele que tinha ousado revelar o que se sabia à boca cheia. Que os nossos belos descolonizadores tinham deixado para trás. para serem assassinados, largas centenas de oficiais, sargentos e praças das FFAA portuguesas que se tinham batido debaixo da Bandeira portuguesa.

E isso os descolonizadores nunca perdoaram a Nino.

Vingaram-se agora de forma mesquinha. Enxovalharam o morto que já não se podia defender. Era um belo de um traste, reconheço e não o choro, podem crer. Mas custa-me ver tanta hipocrisia da parte dos escribas de serviço. Só isso!

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Não é sornice, não!



nem sequer estou a dormir desde o tempo das "vacas gordas".

Faz hoje dois anos que iniciei esta aventura. Escolhi esta data por motivos óbvios.

A razão da entrada em liça foi nunca deixar de falar do muito nosso Rodrigo Emílio.

Depois entrei em velocidade de cruzeiro e tudo estava a decorrer de forma normal.

Subitamente e no ano passado (últimos meses) vi-me confrontado com necessidades acrescidas na minha vida profissional. A prioridade passou a ser outra.

E quando tudo parecia ter entrado nos eixos e de novo meti mãos à obra, decidi - estupidamente, digo eu - começar a aprofundar as minhas congeminações sobre a situação actual, causas, efeitos, preparação do futuro, como sair do atoleiro em que "eles" nos meteram, etc.

Ou seja em vez de pacientemente ir dando umas "bocas" periódicas sobre a conjuntura quotidiana, armei-me em "carapau de corrida". É uma chatice. Assim nunca mais actualizo o blogue. Pensar, sim, mas não tão aprofundadamente. Isto vai entrar outra vez no bom caminho. Penso, contudo, ter já algumas matérias suficientemenete aprofundadas para vos ir dando as minhas modestas opiniões sobre o que aí vem.

Aliás depois de ter lido o primeiro ministro britânico Gordon e o artigo de JM Júdice da semana passada no Público, fiquei mais espevitado nos meus propósitos analistas.

Vamos ver se sai qualquer coisa de aproveitável.

A todos os meus leitores obrigado pela pachorra que tem tido em visitar-me. Espero continuar por uns bons tempos mais.

Apostilha: Li agora um postal do meu Amigo Nonas sobre este "tasco". Postal de Amigo, claro. Só por isso aceito - com prazer - todas as suas "loas" aqui ao "Estaminé"

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Relembrando Wisseman

Faz hoje anos que Alfredo Pimenta e uma meia dúzia de portugueses e alemães acompanharam Wisseman à sua última morada.

Amanhã quero falar mais disso, nomeadamente das cartas de Pimenta a Salazar sobre o assunto. Das publicadas no livro de Braga da Cruz e também das omitidas. (sim porque também as há e não são poucas. Ele há assuntos do diacho)

Mas amanhã escreverei mais sobre isso com as cartas à minha disposição. Hoje contudo não quiz deixar de recordar o assunto.

O ano de todos os combates

2009 é o ano em que tudo se vai jogar. O futuro de muitas gerações vai ser jogado no tabuleiro deste ano. As consequências sociais, morais e políticas da « crise » irão ser devastadoras para as Nações pouco coesas, pouco solidárias, pouco (ou nada) transpersonalistas !

No campo nacionalista é a altura de meditar no que se deve e pode fazer.

Um grupo de pessoas decidiu jogar a partida inserido na luta democrática. Por mim nada tenho a objectar. Cada um deve seguir o caminho que ache mais eficaz. Mas todos sabemos que o combate é difícil, porque é acima de tudo desleal.

Os elementos do PNR – e é deles que eu falo – acreditam no povo português. Acreditam que em condições normais, equitativas e justas seria possível um esclarecimento do povo sobre o caos que se avizinha e quais os modos de nele não cair.

Mas contando com todos os boicotes, a falta de dinheiro e de empenhamento de muitos que os observam com interesse (ou distanciamento) sabemos que nada de bom se augura. E nada de bom se perspectiva. Poderá haver um crescimento eleitoral de 1 ou 2 pontos percentuais. Sem significado. E no futuro ainda será pior. O crescimento demográfico dos portugueses de origem e o dos povos (ditos do sul) é altamente deficitário para os de origem. Ou seja percentualmente os votantes do « sul » terão maior peso eleitoral, ainda por cima contando com o já evidente desinteresse dos portugueses.

Isto já se passou na Bélgica. Holanda, França e Alemanha. Vai-se cá passar, é claro.

Ou seja se calhar é altura de meditar sobre as alternativas que se colocam.

Se Duprat deu evidência à FN em França com o combate contra a imigração (bom e inteligente combate na altura, mas ingloriamente perdido face às necessidades do capital, como é sabido) hoje, com a sua fina inteligência já teria alterado a sua estratégia.

Se calhar o combate passa por uma refundação do movimento nacionalista em Portugal.

Sem abandonar a via eleitoral (mas sem grandes esperanças) devemo-nos concentrar em toda uma série de iniciativas destinadas a preservar a identidade nacional, cultural e popular do « velho português », que tem – como qualquer outro – também direito à sua identidade.

Os caminhos e formas desse combate passam também – e a meu ver - por diversas acções, das quais destaco :
- Federar as forças hoje dispersas a fim de se assistir a um renascimento de uma unidade poderosa que aglutine todas as comunidades constituídas ;
- Privilegiar o longo termo, em vez do curto prazo. As « eleições » serão apenas uma face do processo. Cada um no seu lugar. Cada um deverá servir onde e quando as suas capacidades e/ou localização o permitirem. Cada um terá a sua responsabilidade no concerto de acções e actuações em que está investido. Não esquecendo, contudo, que Portugal é também cada um de nós. E que temos uma quota parte de responsabilidades nas vitórias e nas derrotas. E já agora uma coordenaçãozinha seria bem vinda …;
- Esquecer a questão de lideranças – cancro mortal de todos os movimentos. É na acção que se reconhecem os chefes. Mas o combate necessita também – e sobretudo – de bons soldados, bons sargentos e bons capitães. Generais já há de mais !;
- Estudar, formar, formar-se. Habituarmo-nos à batalha cultural e à batalha das ideias. Só assim se conquista a rua.;
- Dar lugar aos jovens. Os velhos podem (devem) ajudar. Sem contudo serem « consciências negativas « (já assisti a isto…, assim não vamos a lado nenhum…, etc.) A experiência dos mais velhos (que no seu tempo souberam raciocinar nas – muitas - derrotas e nas – poucas - vitórias) pode ser positiva. Mas deixem-nos tentar. Deixem os mais jovens errar. Deixem-nos ousar. Não critiquem por criticar. Tenham a paciência e a sabedoria de bons avós. Amparem, ajudem, dêem conselhos. Estejam lá quando tudo parece ruir. Ajudem os mais jovens a levantarem-se de novo. Sem reprimendas. Mostrem (sugiram) o caminho. Mas não o percorram em vez deles ! ;
- Entrosemo-nos no tecido social português. Nas associações, nas comissões, nas múltiplas formas de cooperação dos portugueses. Mostrem-se interessados. Assumam as rédeas de todas os corpos intermédios em que se insiram. Mostrem-se competentes. Terão muito mais visibilidade assim do que com 500 discursos ou dez aparições na TV.;
- Não se confinem ao convívio com os camaradas. É bom, é saudável estabelecer laços profundos de amizade com camaradas. Mas não convivam apenas com eles. Caso contrário não haverá sangue novo. Estar-se-á fechado numa redoma. Criem-se centros/locais de actividade que serão sempre locais de recrutamento. Expandam-se, caso contrário seremos sempre os mesmos, com tendência para diminuirmos;
- Acima de tudo demostrem que amam Portugal. Que estão dispostos a sacrificar-se por ele. E que não estão à espera das benesses que o poder prodigaliza. Assim serão responsáveis. Assim os vossos vizinhos vos conhecerão;
- Defendam as identidades locais, regionais e nacionais. Com unhas e dentes. Contra toda as formas de destruição das mesmas. Ousar ir contra o « politicamente correcto ». Contra o estabelecido. Contra a verdade oficial. Nem calculam a quantidade de pessoas que estão contra esta normalização aberrante que nos querem impor, mas que não tem ninguém que os ajude na orientação da luta;
- Não copiem o estrangeiro, nem épocas passadas. Assumam a Tradição e a Modernidade. Cada época tem as suas facetas específicas. E muitas delas são irrepetíveis, pelo menos nas suas formas exteriores;
- Procuremos – todos - encontrar as ideias mais mobilizadoras dos portugueses. Para isso é necessário ouvir. Ouvir muito. Perceber. Meditar;
- Criemos técnicos nas diversas áreas que permitam o recurso a ideias nossas e pessoal nosso nas diversas áreas de governação. Não fiquemos pelas generalidades. Vamos ao fundo das questões. Generalistas já há demais;
- Não deixemos que diferentes opiniões sobre as tácticas e as estratégias – «a minha é melhor que a tua », ou ainda, « isto assim não vamos lá » – destruam a unidade. É na luta diária que se conhecem os chefes. É com os erros e com as vitórias que se escrutinam caminhos… Que a verdade vem ao de cima;
- Tenhamos a humildade de reconhecer as nossas faltas, as nossas incapacidades. Se necessário cedamos o passo aos mais capazes. Nunca nos agarremos a lugares. Servir é o Lema. E servir serve-se sempre seja qual for o lugar que nos esteja destinado. Nem que seja a varrer as escadas…

No que me diz respeito – e dada a minha idade - continuarei no lugar que me for fixado pelo acaso. Mantendo – na medida do possível - o espírito de combate que foi a justificação da minha vida.

Tenham a certeza que até ao meu último suspiro serei um dos vossos. Mas a cada idade o seu combate. Ajudarei a que uma nova geração surja de entre as brumas do desespero. Não uma geração de profetas/salvadores, mas uma geração real. Leal. Combatente. Persistente. Que pelo menos ame tanto Portugal como eu o sempre amei.

O amanhã pertence-nos. Pertence-vos ! Mostremos à juventude o sinal de que os filhos da Pátria há tanto tempo desejam ver. “Desocultemos” o espírito que determina essa vontade inconsciente do retorno às formas que constituíram o mito fundador e a razão de sermos portugueses, essa ideiação e imaginação do eu-português.

Ao trabalho. E já agora aproveitem e pelo caminho divirtam-se ! Senão não serão jovens, mas sim velhos rezingas, impossíveis de aturar !

Apostilha : Este postal tem a ver com a « polémica » que se estabeleceu na blogosfera sobre o apoio – o « apport », como dizem os franceses – que cada um de nós pode dar às nossas ideias.

Não é um texto definitivo, nem sequer doutoral. Nunca tive essa presunção, nem nunca desejei colocar-me em imerecidos bicos de pés. Nunca passei de um mero soldado, quanto muito um sargentão, inserido no meio Nacional. Tenho uns bons anos em cima. Já meditei muito nos sucessos e nos fracassos. Não quero ser o « avô cantigas » (nunca tive pachorra para isso). Quero (desejo) acção, com convicção, mas acção persistente e, se possível, inteligente.

E lembrem-se desta verdade absoluta : É uma maratona que estamos a disputar, não são os 100 metros !

Relógio da História ...

Passam hoje 250 anos que a Maçonaria – pelas mãos de Sebastião José Carvalho e Melo - expulsou de Portugal os Jesuítas, precedendo em alguns anos o ocorrido também na vizinha Espanha.

O Vaticano lá amochou face aos ventos da história que então sopravam na Europa, dominada de forma avassaladora pelos da sociedade discreta.

Foram expulsos porque tinham os melhores pensadores anti maçónicos de Portugal. Pombal não lhes perdoou.

Já repararam que todo o cão e gato (que por aí anda a massacrar-nos como opinadores oficiais da república) critica veementemente a expulsão dos judeus por D. Manuel I e nem um – um que seja – critica o mação da estátua da rotunda pelos prejuízos causados pela expulsão dos jesuítas, nomeadamente ao ensino em Portugal.

Apostilha: Houve um “malandro e pecaminoso” que em 1973 enfureceu Paulo VI, (Papa para esquecer para todo o sempre) ao fazer publicar num jornal de Moçambique (Cidade da Beira) uma reprodução da imagem de Pombal com a seguinte frase assassina: “vem cá baixo Marquês, que eles estão cá outra vez...”.

Tratava-se de um período em que alguma hierarquia católica de Moçambique andava mancomunada com a Frelimo, tendo inclusivamente desrespeitado gravemente a Bandeira Nacional.

Depois alguns arrependeram-se (disse-me um deles contristado...) Mas o mal já estava feito. Enfim já estamos “tãoooo” habituados aos salta pocinhas ...

O que eu aprendi com Esther Mucznik

A “investigadora em assuntos judaicos” (não faço ideia o que isso seja, mas é assim que ela se apresenta) Esther Mucznik, dá-nos no seu artigo do Público (como é hábito defensor da posição de Israel) alguns exemplos de criticas de alguns personagens da esquerda portuguesa aos telavivianos.

“Com a cumplicidade de grande parte do mundo, rendido ao poder do dinheiro”, a “Palestina é que paga, em vidas, que é no mundo actual um valor bem mais desprezível que o dinheiro de Israel” (João Paulo Guerra), “à semelhança do que faziam os nazis aos judeus fechados no gueto de Varsóvia”, “Israel é hoje, de facto, o governo mais anti-semita à superfície da terra” (Fernando Nobre), etc.

Ou seja, se “euzinho”, (que apenas critiquei o facto de se atirar a matar contra as crianças em Gaza ou em qualquer outro local do mundo, levei logo em cima - na minha caixa de comentários - com alguns anónimos que só faltaram chamar-me “f. da p. de um nazi” e que se atiraram a mim como um gato a bofe) tivesse subscrito metade do que acima se refere de certeza já estaria no fundo do Tejo, com um balde de cimento preso aos pés, ou pior ainda já teria sido detido pela DCCB por ser filo nazista, neo-nazista, skinhead, membro de uma associação de malfeitores, xenófobo, fascista, racista, homofóbico, desrespeitador dos direitos das mulheres, fumador, heterosexual, acusado também de não usar fato e gravata, não ser espectador de novelas, não jogar no euromilhões, não saber quem é o Malato (e sei lá que mais) isto no mínimo, para não dizer que oito anos de grelha ninguém me tirava.

Safa, mais vale ser de esquerda. Assim nada de mal se passaria comigo. Nem a biblioteca era apreendida, nem nada...

Afinal há crise! Mas há também a Soraia Chaves ...

Assistimos nos últimos tempos a uma conversa tipo boomerang entre os políticos do sistema mais os seus belos apaniguados dos jornalismos e dos “opinadores” publicáveis no pais.

Uns dizem que há crise, outros dizem que estamos preparados, outros que não e o Zé Povinho continua impávido e sereno a ver as bocas passarem, completamente a leste do paraíso sobre o que irá ocorrer nos próximos tempos.

Mas se os políticos dão conta de um aparente optimismo – para não criar pânico e estabelecer a confiança, segundo dizem – não deixam de tomar algumas medidas de fundo, escamoteadas por toda a comunicação, partidos, etc.

Uma das mais emblemáticas (para além da reorganização da GNR) prende-se com a nova Lei de reorganização das Forças Armadas.

Nessa Lei (a que ninguém ligou!!!!!) para além de questões técnicas pacíficas sobre comandos, operacionalidades, etc, surge um novo conceito revelador do “medo histérico” dos do sistema face ao que poderá (deverá) acontecer neste “pais”.

Referimo-nos à possibilidade (pela primeira vez expresso na Lei do país pós PREC) de utilização das Forças Armadas em operações contra a própria população, como força supletiva às Forças de Segurança – PSP e GNR – quando as mesmas forem incapazes de tomarem conta do recado. Ou seja perspectiva-se a possibilidade dada aos políticos (dependem nesse caso do Governo e não do Comandante Chefe – Presidente desta República) de usarem o aparelho militar para atirar sobre o povo português (ou como dizia um tal Soares - no 7 de Setembro em Moçambique – “se necessário atirem-nos ao mar”...)

Para isso temos os F16 muito efectivos a bombardear o povo português (em fúria) nas ruas de Lisboa.

E que me dizem dos novos tanques Leopard (topo de gama) a passarem com as suas lagartas por cima dos civis em cólera.

É evidente que isto é uma suposição extremada. Em princípio ridícula. Mas é uma possibilidade que se abre.

E dizem “eles” que a crise está controlada ... Olho neles, e não deixem passar estas situações, que “eles” omitem aos portugueses!



Estarão “eles” em pânico? Olhem que sim (tentam disfarçar, coitados...), senão não vinha o licenciado em engenharia (pela Independente) Sousa falar – como grande bandeira eleitoral – do casamento e adopção por casais dos gays. Pão e circo, já diziam os romanos. Pão não vai haver. Propiciemos aos portugueses um circo em que os palhaços vão entretendo o “país” com os seus números humorísticos. A cacetada vai ser bem grande, mas até lá temos as novelas, o futebol, as “vidas” dos famosos, a vida sexual de Salazar na TV (com a Soraia Chaves, uau...), etc. Quando acordarem já terão decorrido as “eleições”. E nessa altura é que a porca torce o rabo. Vão ser para aí 8 a 10 anos a penar (ainda mais...)

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Adenda à apostilha do postal anterior

Dei comigo a pensar, recordando-me de António Quadros, (verdadeiro pensador do movimento), numa situação que se aplica a Portugal (tal como à Grécia, Espanha ou Rússia dos dias de hoje).

Falo-vos dos “deserdados da glória”, esses povos anteriormente pujantes, que outrora foram corpos vivos e actuantes, que desbravaram caminhos imensos da sabedoria do Mundo e que hoje – vítimas dos trâmites violentos da história, e, sobretudo, da fraqueza humana de todos aqueles que impuseram os seus interesses contra e em detrimento dos interesses e valores da Grei - sonham voltar ao cume dos “prometidos olimpos”.

Pessoa, na sua Mensagem (e não só) deu-nos essa perspectiva de forma notável. Rodrigo Emílio também foi outro Poeta que nos revelou na sua plenitude a “desocultação” do espírito que determina essa vontade inconsciente do retorno, essa ideiação e imaginação do eu-português.

Por isso estou de Alma e Coração com aqueles que dizem basta! Com aqueles que vão à luta com o espírito de que vale a pena tentar, que é possível a superação. Só tem a ganhar a espiritualidade portuguesa. Só tem a ganhar o Portugal sonhado e sonhador, mas também o Portugal estudioso e empreendedor!

Ao princípio era o MAL

Diria mesmo o mal absoluto.

Falamos de Salazar, da ditadura, é claro!

Mas depois, ah! ah! veio a liberdade, a democracia, os direitos do homem, da mulher, dos LGTB, o patati – patatá, a Luz, as Luzes, os Holofotes, as Lanternas, os Candeeiros, os Petromaxes, enfim a parafernália toda.

Falamos do 25 do 4, é claro. E eis que começa o conto de fadas…

Por obra e graça de todos os santinhos do altar democrático – os santos Otelo, Cunhal, Soares, mais os “200”, “o povo unido” etc. – o país desenvolveu-se automaticamente. Toda a gente recita Dante ao pequeno almoço. (lasciate ogni speranza voi …) ouve-se cantarolar as crianças às mesas do leite matinal. Kant e também Hegel são discutidos e compreendidos por todos. Ouve-se nos recantos de becos e vielas o povo discutir as virtudes cromáticas de Klimt, o surrealismo de Cesariny, o papel de António Pedro nesse movimento, ou seja o Fado, Futebol e Fátima ficaram enterrados para sempre! E mais, o “país” (como “eles” fazem questão de dizer quando se referem a Portugal) recuperou a sua grandeza no concerto das Nações!

Ou seja, como alguém diria: “Os portugueses seriam os mais erectos da Europa” e arredores, acrescento eu,

Mas as realidades vieram demonstrar o contrário das belas previsões totobolísticas (na altura não havia ainda o euromilhões) dos de abril. Para além de terem ajudado a destruir o tecido empresarial que existia não souberam – ou quiseram – desenhar qualquer planificação estratégica para fomentar o desenvolvimento. O único que fizeram foi entrar no comboio da Europa, de qualquer forma ou maneira. Para impedir – para todo o sempre - o perigo de “aventuras militares” (Soares dixit) semelhantes à que os tinha colocado no poleiro. Descobriram os “novos brasis” de onde vinha a cornucópia cheia de “papel” que nos iria sustentar para todo o sempre.

E quem não aceitava este belo cenário era imediata e totalmente ostracizado, e lançado no mais vil óprobio possível em que toda a carga negativa seria associada aos anátemas de “fascista”, “salazarista”, “anti-social”, “associação de malfeitores”, “neo-nazi”, conforme fosse conveniente (naquele momento) alcunhar os “desalinhados”.

Aliás é evidente que para haver “heróis” (os do mês quatro) tem de se procurar algo que todos os herois requerem: os vilões, os maus da fita.

E quem são os vilões? Pois evidentemente todos aqueles que não dizem “amen” à Europa dos interesses. São perigosos “nacionalistas”, querem atrasar o desenvolvimento do “país” provocado pela nossa entrada na CEE. Quiçá querem de novo a ditadura.

Por existir o vilão existe medo nas potenciais vítimas do presumível vilão

Ou seja “chantagem” permanente, apoiada poderosamente nos meios de comunicação social (já repararam que os escribas lá desses locais se copiam uns aos outros, sem qualquer capacidade de inovação ou questionamento das verdades oficiais) bem como numa mensagem totalitária de demonização do “outro” de constante comparação com o “o tempo da velha senhora”, para dessa forma não resolver qualquer problema e para nos auto condicionar para vivermos numa situação de semi-escravos.

É necessário, pois, fomentar – sempre, permanentemente – este medo latente do vilão, para que as pessoas se sintam gratas ad aeternum aos magnificos herois. Ou seja quem não for lá do clube dos herois (ou aquele que não comprar o Kit de Sócio) fica com a “culpa” que é feita sentir a todos aqueles que não se juntam a eles para lutar contra os vilões.

Precisam dessa predisposição latente nas pessoas para existirem e parecerem alternativas. Este “jogo” de culpas e de jogar com as culpas, foi feito quer pela “esquerda”, quer pela “direita” políticas.

Ou seja: é necessária esta culpa de tamanho gigante (ou king size, como agora é mister dizer) e estes “inimigos úteis”.

O que leva à seguinte questão: “eles” acreditarão mesmo na democracia?

APOSTILHA: este postal foi escrito a pensar num comentário de um estimado anónimo (colocado neste blogue) e que do alto da sua sapiência abrilina me veio esmagar (diria mesmo arrasar) com informações que ele tem, fruto dos seus estudos profundos nas magníficas escolas que frequentrou. O facto de não ter percebido o que eu pretendia dizer nesse postal sobre o ouro dos cofres do Banco de Portugal nem sequer é relevante. Pode ser fruto da minha incapacidade de expor o meu pensamento. Mas todas as ocasiões são boas para demonstrar a sua admiração pelos anti-fascistas face ao perigo (enorme, piramidal, mirabolante, fulminante) que advém dos “maus da fita”, os “vilões” nazi-nipo-fascistas, admiradores do ditador,e patati-patatá.

Também é uma mensagem de amizade a um bom candidato às Eleições europeias que se avizinham. Mesmo com ideias e princípios não vai lá. “Eles” não vão deixar. No entanto não deixarei (modestamente) de o apoiar.

PROVARAM O VENENO






... agora aguentem-se.

Uma das patati – patatás dos “atlantistas” de serviço aos médias, principalmente das TV, é que Israel é a “única democracia” daquela região asiática. E repetem-no até à exaustão, convencidos que assim “convencem” os caros utentes da “massificação programada”.

Mas, tam tam!!!!, eis que de repente surge a barracada. Então não é que os nossos comparsas asiáticos começam também eles a mandar a dita “democracia” (que “eles” reafirmam – com voz grave e em êxtase – ser verdadeiramente praticada lá nas margens mediterrânicas) a uma certa parte que todos nós já ouvimos falar.

E que foi desta vez?

Como sabem, cerca de 20% da população que está dentro das fronteiras de Israel, (as legítimas e as ocupadas) é árabe e mais ainda praticante do Islão. Está confinada é certo, mas mesmo assim representa um perigo para um estado confessional, baseado – segundo eles – e legitimado pela pertença rácica e/ou religiosa. (vide a lei de regresso...)

Pois agora a Comissão Eleitoral israelita decidiu proibir a comparência às urnas dos dois partidos árabes lá da terrinha: o Balad e a Lista Árabe Unida. Em conjunto tinham 7 deputados no Knesset. Quantos árabes vai haver nas próxima legislatura: zero, é claro. 20% da população não pode estar representada. Viva a única democracia do médio oriente, viva!!!

É claro que os árabes também já não podiam entrar no Exército, etc..., mas pelo menos “eles” ainda fingiam que ouviam 20% da sua população. Agora nicles...

Bem pode o pobre do Ahmed Tibi, dirigente da Lista Árabe dizer que “este é um pais racista, mas estamos habituados a este tipo de batalhas...”.

Garanto-vos, contudo, que vamos continuar a ouvir dizer nas TVs os “atlantistas” de (e ao) serviço jurarem a pés juntos e pelas suas mãezinhas que Israel é a única democracia lá do sítio.

Com democracias destas ...

OS NOVOS ACELERAS ...




Oh para “eles” a ultrapassarem a crise. Que maravilha. Quais “ratings” negativos, quais nada. Somos os primeiros, os melhores, os aceleras mais aceleras de todo o mundo... até temos o magalhães ...

E AINDA ACREDITAM NO BOMBEIRO?






Alguém duvida que “eles” são capazes de apagar o fogo?
Só os “velhos do Restelo” é que não acreditam na qualidade dos “nossos” admiráveis bombeiros de serviço ... “Eles” até são amigos do Obama ... (que pena “ele” não ser socialista, e se ir preocupar apenas com os interesses do império ...)

sábado, janeiro 10, 2009

Resposta a um anónimo


"E porquê só merecem consideração as crianças mortas neste conflito?
E todas as outras que morrem e morreram em conflitos presentes e passados
E as que já morreram em Israel?"
Pergunta um estimado leitor do meu postal de 3 de Janeiro, "Ano novo, vida velha"

Pois meu caro leitor, aqui estou eu para lhe tentar explicar as razões da minha posição.

Antes de tudo o mais esclareço que não aceito, não tolero, complica-me com os nervos que homens e mulheres armados de armas (algumas delas terríveis) se dediquem ao notável esforço de matar crianças sejam elas quais forem. Atirem para cima de homens armados (combatentes como vós). Dêem e levem tiros. Isto é a guerra. Visão idílica dirão. Não racional e inteligente. (até porque os familiares dos mortos serão os novos combatentes de amanhã...)

Quem fez já a guerra sabe que as principais vítimas de uma contenda são sempre os civis. Compete aos quadros que "comandam" militares (e aqui comandam não se resume a dar uns gritos e umas ordens mais ou menos tecnicamente correctos) criar e manter um enquadramento e formação dos seus subordinados que iniba disparates ou vítimas inocentes. Qualquer comandante em TO sabe do que estou a falar.

A imagem (terrível para mim) de umas crianças judias (neste caso)a mandarem mensagens de ódio para as crianças palestinianas que vão levar com as bombas que as "criancinhas" amavelmente assinam, sob o ar complacente dos professores que as acompanham e dos militares que dentro em breve as vão disparar dos seus 155, é mais reveladora do que mil palavras que eu possa dizer.

A cultura do ódio é feita (nos dois lados - e não só do lado árabe) desde a mais tenra idade.

Outros - os mais "atlantistas" (eufemismo, em politicamente correcto, para definir os pró americano/judaicos) dirão do alto da sua enorme sabedoria: Pois as crianças morrem porque os terroristas (jargão atlantista para os árabes ocupados) se misturam com a população civil, logo também eles a transformam em alvo. (não há cão ou gato - jornalista, comentador, etc que não utilize este argumento). Só os palestinianos é que seriam capazes disso. Que desprezo pelas vidas do seu próprio povo (sic e resic).

Trata-se de uma argumento que reulta apenas para aqueles que pouco ou nada pensam, ou pouco ou nada sabem da história. Alguns acumulam...

Relembremos:

Desde sempre (e penso - para não ir mais longe - nas resistências de diversa índole do século XX - resistance française; partigiani italianos, jugoslavos, sei lá, etc., nos movimentos ditos de libertação em Angola, Moçambique, Guiné, Vietname, Argélia, etc, sem esquecer a OAS ou ainda a resistência portuguesa pós 25 do 4, todas as guerras foram feitas com os combatentes imersos na população. Na sua população, no seu povo! Foi assim que oficiaram os combatentes numa guerra contra as leis oficiais da guerra! Não é pois um exclusivo dos "malandros do HAMAS"! A resposta das forças "legalistas" (signifique isso o que signifique) é que foi diferente da resposta israelita. Por exemplo. Quando o 10º RCP francês travou a batalha de Argel não bombardeou a Casbah. Não, entrou rua a rua, lutando casa a casa, atirando contra os locais de onde era atacado. No caso português não venceu a teoria de um "oficial" de Abril que queria à viva força atirar umas morteiradas de 81 contra aqueles que atacavam e destruiam uma sede do PC numa localidade no centro de Portugal. Porquê? Porque houve outros oficiais (mesmo que fossem de esquerda) que sabiam que iriam causar dezenas ou centenas de vítimas entre civis - homens, mulheres e crianças - que acompanhavam a destruição. Venceu o bom senso, enfim.

Mas a doutrina oficial de Israel, tal como a dos EUA, é a poupança - radical, digo eu - dos seus efectivos. Poucos mortos entre os nossos, mesmo que do lado deles sejam aos milhares.

Sabem de antemão que nunca serão julgados em Tribunal Penal Internacional... Não são sérvios, nem croatas, nem sequer alemães...

É isso que nos diferencia. É contra isto que eu grito. É esta a "cultura" que eu recuso. Quer Israel, quer os EUA tem o direito de defenderem os seus soldados. Mas não à custa da barbárie e da morte aleatória.

Contra as crianças - o futuro - nada deve ser feito. De um lado e do outro. Esta é a minha posição. Para quem tiver um estômago bem forte e não se arrepie com as imagens deixo-vos aqui um link para verem o resultado daquilo que eu disse. Mais uma vez peço às pessoas sugestionáveis ou mais sensíveis, para não abrirem esta página.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Uma vida vivida. Reflexões ainda do período natalício

“Natal de 1941:

“Uma tempestade delirante rodeia-nos (em turbilhões loucos) a nós pobres corpos de soldados com as mãos geladas.

Volto de um posto atravessando a ruidosa noite: e apesar dos meus esforços para continuar eu próprio, sinto-me triste. Queria estar só, abandonar-me por instantes a essa dor invisivel, essa melancholia de estar perdido no fim do mundo, … dor que soa como um gongo, martelado sem fim .

Olho para o abrigo, observo um presépio que um dos nossos desenhou nas cinzas da Madeira. Estamos verdadeiramente no estábulo de Natal, nada lhe falta. Só os anjos e as estrelas desertaram do céu.

Tivemos uma missa do Galo verdadeiramente patética. Apoiados nas nossas armas porque esperamos um ataque. Esgueirámo-nos através da espessa neve para aqui estra, deixando uma companhia de guarda…

No fundo teria sido belo morrer nesta noite. Por vezes a vida parece-nos tão difícil de ser vivida, tão dolorosa para ser pensada. Mas nunca serei um cobarde….

… Esquecer que temos uma sensabilidade, uma alma ardente. Quem nos ajudará a esquecer? … E a alma deve ficar alta, orgulhosa, inquebrantável. E fica-o. Mas as nossas vozes gementes… Que vazio. Que abandono, o desta noite”

Léon Degrelle
Feldpost

Que lição. Que viagem ao fundo do desespero. Mesmo aquele que corajosamente tudo deu pelas suas ideias, que demonstrou na prática que sabia traçar as linhas de um futuro possível no meio do grande caos. Mesmo aquele a quem Barrés chamou apropiadamente um “professor de energias”. Mesmo um católico tão empenhado como ele. Pois também ele – o grande exemplo –conheceu o desepero. Nada de mais para nós – pobres e meros mortais.

Mas isto leva-nos a uma reflexão: qual a diferença profunda entre o desespero e a ausência de esperança. Esta última atitude, que parte contudo das mesmas premissas leva-nos a uma atitude passiva que tem atingido tantos dos nossos.

“Não acredito em nada nem ninguém, Já nada espero. Não vejo qualquer horizonte politico. Acredito que o pior está para vir no campo étnico e social. A morte lenta e suavemente tépida é desejável. No fundo já não acredito na minha salvação como indivíduo e membro do grupo. Já não vale a pena lutar. Deixem-me no canto à espera do fim (e pode ser pequenino, nada obriga a que seja grande…)

Mas por outro lado o desespero de Degrelle (momentâneo e datável) é salutar. Faz-nos descer aos infernos para em seguida voltar repleto de força para combater todos os demónios que nos rodeiam (mesmo os nossos – não houve já quem chamasse à guerra que por vezes travamos com nós prórios a verdadeira “Guerra Santa”?).

Não nos esqueçamos que o mundo que “eles” nos querem impor implica o desparecimento daqueles que por vezes tem desepero, mas voltam imperialmente à luta. O que “eles” querem é gente da outra.

Pois compete-nos a nós – mesmo com momentos de desespero – erguer nas mãos o facho que alumie o caminho. De que este texto de Degrelle é um exemplo notável – dar-lhes a resposta. Formar alas no Partido da Estrela Polar no sentido das palavras de Evola. Mesmo com desespero fiquemos sempre fiéis aos nossos Ideiais. Mesmo contra tudo e contra todos. Mesmo com tudo a parecer que se desmorona. Mesmo que tudo pareça perdido.

E pensem uma coisa. No momento do balanço final a diferença entre o débito e o crédito terá de ter – para nós – um resultado sempre positivo.

É isso afinal a única coisa que contará!

Apesar das vendas brutais …

Pois no meio desta crise toda que se está a abater sobre Portugal ainda temos algumas boas notícias:

Em percentagem do PIB Portugal ainda é o 2º País do mundo com maiores reserves de ouro. 4%. Melhor que nós só a Suiça, com 6,9%.

Em termos absolutos e em milhares de milhões de US $ somos o 11º, com 7,8 mil milhões.

Não é muito (aliás, já não é muito), mas calculo que haverá alguém lá para os lados de Santa Comba Dão que do outro mundo nos está a lançar um sorriso bem malandreco … Fonte: The Economist, Pocket World in Figures, 2009 Edition, London, pp. 26, 38

Apostilha: estes valores são dados com a cotação da onça de ouro em finais de 2006. Com a escalada do valor aurífero quer a percentagem quer o valor aumentaram significativamente.

Como me recordo da velha frase de Salazar quando as burguesias capitalistas quiseram à viva força impor a Portugal os “chamados direitos especiais de saque”, (em linguagem simples: figura que permitia trocar ouro por papéis que diziam valer ouro): “nós não vamos ser sacados, vamos ser saqueados…). E não houve nada para ninguém …

Na Argélia, tudo bem…

Foi publicada na Argélia, em 2007, uma Lei para defender os nossos estimados amigos argelinos das intrusões das religiões estrangeiras. Os politicamente correctos da nossa praça nada disseram. É normal e desejável preservar a identidade nacional e religiosa da nossa terra.

Pois esta lei, digamos uma Lei de Nuremberga ao contrário não suscitou dúvidas em ninguém. Nem o poeta alegre e sus amiguitos berloquistas protestaram. Acho muito bem e nada chocante.

O Estado argelino simplesmente aplicou ao seu direito civil o Islão. Um Muçulmano não pode converter-se a outra religião. O inverso, sim. Sempre foi assim. A liberdade monoteísta no seu esplendor…

O escândalo não é que as Igrejas católicas fechem na Argélia. O escândalo é que em simultâneo abram mesquites um pouco por toda a Europa. Veja-se o que se passou na Alemanha quando um grupo de transviados fascistas, sem carácter nem maneiras, tentaram impedir a construção de uma Mesquita no coração da Mittel Europa. Esses não tem direito a pronunciar-se. Nem sequer a existir, pensarão alguns … Mas na Argélia é diferente… (e já agora no Líbano, na Terra Santa, na Indonésia … . Mas eles tem de ser desculpados e compreendidos. Foram vítimas da cobiça e codícia do fardo da raça branca … e já agora do proselitismo dos decadentistas do Vaticano…

A propósito do PC

Politicamente correcto, entenda-se…

Os vendedores de paraísos parecem-se cada vez mais com os guardas do inferno, com os seus tridentes flamejantes.

Vemo-los preocupados (verdadeiramente preocupados, diga-se de passagem) com os direitos das mulheres, dos homosexuais, das benetonices, das religiões).

Mas há uma coisa que eu não entendo. Se a política oficial e oficiosa impõe (sob a ameaça de pesadas penas de cadeia) uma política única e indiscutível de igualdade. Se uma mulher vale o mesmo que um homem, se um homosexual o mesmo que um hetero (ía-me escapando a pena para a anormalidade de lhe chamar “normal”), se um branco o mesmo que um negro, se um devoto de Yahvé o mesmo que um devoto de Maomé ou de Cristo. Então porquê tantas ameaças? Agindo assim esta “bófia” anti-sexista torna-se sexista, a anti-homofóbica homofóbica, a anti-racista, racista, etc. E tudo isso porque defende apenas uma das partes, quando perante a sua lei todos valem o mesmo.

Ou seja também eles tem de ir de cana.

Sim, porque ou há moralidade ou comem todos

O nosso futuro já foi vivido:

Ora façam o favor de ler as palavras do escritor russo Vladimir Bukovsky sobre a União Europeia:

“É surpreendente que após ter enterrado um monstro - a URSS - se tenha construído outro semelhante: a União Europeia (UE).

O que é, exactamente a União Europeia? Talvez fiquemos a sabê-lo examinando a sua versão soviética.

A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se cooptavam mutuamente e não tinham que responder perante ninguém. A UE é governada por duas dúzias de pessoas que se reúnem à porta fechada e, também não têm que responder perante ninguém, sendo politicamente impunes.

Poderá dizer-se que a UE tem um Parlamento. A URSS também tinha uma espécie de Parlamento, o Soviete Supremo. Nós, (na URSS) aprovámos, sem discussão, as decisões do Politburo, como na prática acontece no Parlamento Europeu, em que o uso da palavra concedido a cada grupo está limitado, frequentemente, a um minuto por cada interveniente.

Na UE há centenas de milhares de eurocratas com vencimentos muito elevados, com prémios e privilégios enormes e, com imunidade judicial vitalícia, sendo apenas transferidos de um posto para outro, façam bem ou façam mal. Não é a URSS escancarada?

A URSS foi criada sob coacção, muitas vezes pela via da ocupação militar. No caso da Europa está a criar-se uma UE, não sob a força das armas, mas pelo constrangimento e pelo terror económicos.

Para poder continuar a existir, a URSS expandiu-se de forma crescente. Desde que deixou de crescer, começou a desabar. Suspeito que venha a acontecer o mesmo com a UE. Proclamou-se que o objectivo da URSS era criar uma nova entidade histórica: o Povo Soviético. Era necessário esquecer as nacionalidades, as tradições e os costumes. O mesmo acontece com a UE parece. A UE não quer que sejais ingleses ou franceses, pretende dar-vos uma nova identidade: ser «europeus», reprimindo os vosso sentimentos nacionais e, forçar-vos a viver numa comunidade multinacional. Setenta e três anos deste sistema na URSS acabaram em mais conflitos étnicos, como não aconteceu em nenhuma outra parte do mundo.

Um dos objectivos «grandiosos» da URSS era destruir os estados-nação. É exactamente isso que vemos na Europa, hoje. Bruxelas tem a intenção de destruir os estados-nação para que deixem de existir.

O sistema soviético era corrupto de alto a baixo. Acontece a mesma coisa na UE. Os procedimentos antidemocráticos que víamos na URSS florescem na UE. Os que se lhe opõem ou os denunciam são amordaçados ou punidos. Nada mudou. Na URSS tínhamos o «goulag». Creio que ele também existe na UE. Um goulag intelectual, designado por «politicamente correcto». Experimentai dizer o que pensais sobre questões como a raça e a sexualidade. Se as vossas opiniões não forem «boas», «politicamente correctas», sereis ostracizados. É o começo do «goulag». É o princípio da perda da vossa liberdade. Na URSS pensava-se que só um estado federal evitaria a guerra. Dizem-nos exactamente a mesma coisa na UE. Em resumo, é a mesma ideologia em ambos os sistemas. A UE é o velho modelo soviético vestido à moda ocidental. Mas, como a URSS, a UE traz consigo os germes da sua própria destruição. Desgraçadamente, quando ela desabar, porque irá desabar deixará atrás de si um imenso descalabro e enormes problemas económicos e étnicos. O antigo sistema soviético era irreformável. Do mesmo modo, a UE também o é. (…)

Eu já vivi o vosso «futuro»…”

Apostilha: O sistema vai falir e cair , (e se calhar mais cedo do que se pensa ...). O novo estalinismo (o “politicamente correcto” já fez vítimas reais em Portugal (já há, houve e haverá presos... na cadeia ou com pulseira electrónica ... Para já ainda não muitos, mas esperem pela pancada... Não hei-de morrer sem ver construir mais cadeias. Uma espécie de Campos Pequenos de que nos falava – com muito carinho e amor guevaristas – o nosso inefável Otelo. Só que agora em nome da liberdade democrática – do estado de direito, da autonomia do ministério público e patati patatá - e não da revolução).

Preparemo-nos. Mas a esperança é que nos nossos meios possa emergir um Putin desconhecido que nos consiga colocar de novo do carreiro certo. Mas não nos esqueçamos que o combate cultural na ex União Soviética (que o precedeu e lhe abriu o caminho) começou cerca de 20 anos antes do fim da utopia. E nós não vamos ter 20 anos .... Despachem-se, sff!

Mãos à obra


Depois de nos últimos meses do passado ano de 2008 ter sido bastante “sostra” no que se refere ao conjunto das actividades bloguísticas (ler, escrever, meditar, comentar, divertir-me e divertir os meus leitores) sinto-me este ano com vontade para recomeçar e recuperar o tempo perdido.

E para isso nada melhor do que pôr mãos à obra. Depois se as circunstâncias mudarem e me obrigarem a não cumprir este meu desejo, desisto. Morrer sim mas de pé, nunca às prestações.

terça-feira, dezembro 30, 2008

O eleito do "povo eleito"



Filme de propaganda editado em Israel.

Vejam e entendam as razões dos massivos bombardeamentos de Gaza. Está lá tudo...

E hoje não é sexta feira ...




Mas como o meu muito prezado Paulo da Cunha Porto tem estado ausente da blogosfera não resisti a homenageá-lo deste modo.

Além de mais sem o perigo das suas habituais e extraordinárias Amigas virem comentar com os seus Gruff ... Humpft ... as deliciosas imagens que ele nos propicia. E digo isto visto as referidos Senhoras não terem por hábito frequentar este pouco recomendável e também infrequentável tasco.

Apostilha:"Já repararam que mesmo o Pai Natal está reduzido hoje em dia unicamente à sua fatiota vermelhusca. Vêmos o Pai Natal numas ridiculas escadas (made in China) um pouco por todo o lado nesta linda e lerda cidade do Costa. Paganismo, clamam alguns. O raio que os parta. Fetichismo do berloque é o que é. É comprar, freguês, é comprar ... Raios parta este Natal e mais o seu Papi...

Porque ainda estamos no Natal ...



Poema de Fresnes, de Robert Brasillach. Escrito cerca de 50 dias antes de ser assassinado.

Pensei neste Natal em todos aqueles que um pouco por todo o mundo penam nas masmorras das "democracias donas disto" o crime de serem coerentes e leais com as suas Ideias e Ideais.

A todos eles (os conhecidos e os desconhecidos) dedico este Poema especialmente feito para eles por Brasillach.

A voz é de Jean Marie Le Pen.

Como Jean Marie não recita a totalidade do Poema, abaixo o transcrevo para todos os interessados.

Noel en taule

Qu’importe aux enfants du hasard
Le verrou qu’on tire sur eux :
Noël n’est pas pour les veinards,
Noël est pour les malchanceux.
Voici la nuit : il n’est pas tard.
Mais la cloche tinte pour eux.

Bon Noël des garçons en taule,
Noël des durs et des filous,
Ceux dont la vie ne fut pas drôle,
La fille que bat le marlou,
Le gars qui suivait mal l’école,
Ils te connaissent comme nous.

Noël derrière les barreaux,
Noël sans arbre et sans bonhomme,
Noël sans feu et sans cadeaux,
C’est celui des lieux où nous sommes,
Où d’autres ont joué leur peau,
Sur la paille dormi leur somme.

Les chefs qui lâchent leurs garçons,
Ceux qui s’enfuient, ceux qui sont riches,
Boivent sec dans leurs réveillons
De la Bavière ou de l’Autriche,
Mais nous autres dans nos prisons,
Nous sommes contre ceux qui trichent.

Je t’adopte, Noël d’ici,
Bon Noël des mauvaises passes :
Tu es le Noël des proscrits,
De ceux qui rient dans les disgrâces,
Des pauvres bougres qu’on trahit,
Et des enfants de bonne race.

Nous savons qu’au dehors, ce soir,
Les amis et les coeurs fidèles,
Les enfants ouvrant dans le noir,
Malgré le sommeil, leurs prunelles,
Évoquent l’heure du revoir
Et tendent leurs mains fraternelles.

Et pour revoir, gens du dehors,
Le vrai Noël de nos enfances,
Il suffit de fermer encor
Nos yeux sur l’ombre de l’absence,
Pour dissiper le mauvais sort
Et faire flamber l’espérance.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

“Os 60 anos da declaração ...”

Liberdade de expressão, patati patatá


Philipe Pichon, policia francês e escritor foi detido em França, no segunda feira pela Inspecção Geral da Policia Francesa.
Acusação “falta ao dever de reserva”. Tudo porque em princípios de 2007 publicou o livro “Diário de um Policia” em que revela bastantes “podres” da “flicada” francesa.

Mas algo mais há por detrás de tudo isso. Então prende-se o homem quase 2 anos depois dos factos. E numa altura em que ele assume um protagonismo contra a “asfixia literária e cultural que a esquerda francesa vota aos escritores de direita”. Não nos esqueçamos que Pichon é para alem de policia um dos principais estudiosos e difusores de Céline.

Para além do artigo por ele publicado no Bulletin Célinien, nº 290 de Outubro de 2007, já este ano publicou um livro muito interessante (e cuja leitura recomendo) :


















Em simultâneo publicou uma carta aberta a Sarkozy intitulada : “Céline : sans plaque, sans nom, sans rien” em que condena a ausência na toponímia francesa do nome do grande e inovador escritor.


Sarkozy (que recentemente declarou a sua admiração por Céline) deveria receber o autor em breve para com ele analisar a existência de um Index de esquerda em que alguns dos principais intelectuais franceses foram colocados.

Pois foi depois de tudo isto que Pichon foi preso.

Eu – como bem sabem - não acredito em bruxas, mas ...

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Os discretos ...



É na Sábado e feito pelos tais jornalistas de que a Ana Anes no seu blogue nos deu a conhecer (sim aquele postal em que gozava com uma certa pessoa que nós conhecemos).

A propósito será que a Ana Anes nos vai dar mais umas achegas sobre os tais "jornalistas"?