segunda-feira, janeiro 07, 2008

Na hora da morte de Luiz Pacheco



Luiz Pacheco foi um verdadeiro "anarquista"!

Um bi em tudo e dava para tudo. Pedinchas, chato, horrível, óptimo, amigo, inimigo, indiferente. Tudo o que se queira dele dizer está certo.

Conheci-o no Café Gelo onde então pontificavam o surrealistas, com Cesariny à cabeça. Nunca fui daquelas tertúlias. Aliás perigosas para um jovem tertuliano da minha idade. A "paneleirice" era demasiada. Mas fui lá umas vezes, quase sempre acompanhando o Goulart e o Rodrigo. Falei aí diversas vezes com ele.

Quero recordar apenas um facto por muitos desconhecido. Aquando da prisão do Goulart e sua transferência para a casa de repouso de Caxias e posteriormente para a casa de repouso da penitenciária de lisboa, Luís Pacheco e Ernesto de Sampayo, "velhos com credenciais de antifascistas" tentaram explicar aos brilhantes crâneos que nos dirigiam de que o Goulart não representava qualquer perigo para o PREC e que deveria ser solto. Só que os comunas conheciam bem a fabulosa pena do nosso Goulart Nogueira e nunca o soltaram, como é óbvio. Mas a atitude desses dois "antifas" foi por mim muito bem aceite, visto tantos e tantos (altamente devedores do Goulart) nunca terem levantado um dedo que fosse.

Mas isso é a realidade dos nossos dias...

O sonho dos "asa(e)istas"




Ou o novo "comunismo do século XXI".

Ontem António Barreto num brilhante artigo inserido no Público, questionava-se se o Licenciado em engenharia Sousa não seria fascista. Pulido Valente, Miguel Sousa Cardoso, o bidelberguiano Balsemão afinavam por diapasão semelhante.

Penso que o que aqui está em causa não é um novo fascismo, mas sim a implantação de um novo comunismo que vai moldar o século XXi, tal como o legítimo moldou o século XX. Já prometi, e desta vez vou cumprir, escrever para a Alameda Digital um artigo mais completo em que defina o que penso sobre o assunto.

Chamo, para já, e à falta de melhor definição, a esta atitude o "asa(e)ísmo". A frase lapidar foi dita: se não concordam com a lei, emigrem, disse o indivíduo. Está tudo dito. Estaline não diria melhor.

Não tenham dúvida que esta peuena provocação fotográfica com que ilustro este postal é (vai ser) mais real do que se pensa. A bovinação das massas e a sua apatia vão permitir tudo.

Verão como eu tenho razão.

Apostilha: Parece que o próximo inimigo a abater pelos "asa(e)ístas é o Leitão da Bairrada. Depois do medronho, da ginginha, da petinga, da açorda, das cabidelas, etc. Depois será, sem dúvida, a lampreia, até que todos nós comamos apenas o que as multinacionais yankees (assépticas, insípidas e inodoras) nos propiciarem. Aí, garanto-vos que os da asae nunca dirão nada!!!

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Ainda Rodrigo Emilio



Ainda a propósito do nosso Rodrigo (que bem que ele está no filme colocado hoje pelo Nonas...) deixo-vos um velho recorte da notícia do DN sobre um dos seus primeiros livros.

Este recorte "roubei-o" do linhadecabotagem.blogspot.com, animado por uma poetisa e pintora grande amiga e admiradora do RE. De seu nome Helena F Monteiro. Visitem-na, que vale a pena

Preparem-se para comprar



Está prestes a sair mais um número da Ave Azul.

Podem adquirir através do aveazul,blogspot.com

Vão ver que vale a pena

De pé oh vítimas dos "ayatolas"



Fumadores de todo o mundo, uni-vos!

Esta é a luta final!

Resistência à opressão!

quinta-feira, janeiro 03, 2008

O ano de 2007 visto ca pelo rapaz... (2)

Vamos lá continuar, com os Prémios MANLIUS 2007. Vou-me continuar a esquecer de muitos. Continuem a não reparar, nem se ofender. O álibi da idade não é só desculpa, é mesmo verdadeiro....

E sem qualquer espécie de seriação, aqui vão:

Prémio o "Fumegante" do ano:

O Dragão, magnífico prodigalizador de todos os fogos que me/nos tem animado e aquecido a alma. Excelente.

Prémio os "tímbalos" do ano -

A coragem de Pacheco Pereira e de Joaquim Letria face às prisões políticas do ano.

Prémio “Deste cabo dele” -

O artigo do Dr. Daniel Sampaio, irmão do ex-presidente, no Diário de Notícias, destruindo todo o licenciado em engenharia. A nota final é bem assassina. Com que então os comportamentos descritos são copagináveis com as especificações médicas de distúrbios mentais? Não sei como o DN publicou na revista Pública (em Dezembro) este artigo. Se calhar não percebeu com quem é que ele se estava a meter...

Prémio Gosto Muito -

O Último Reduto, do Pedro Guedes, meu companheiro de sorte fumadora. Tens toda a minha solidariedade face aos ayatolas...

Prémio do Bem Bom -

O Humberto Nuno, mais o seu reverentia. Visito todos os dias, e com grande prazer.

Prémio Boa Malha -

O Alameda Digital. Que continue. Não só bom no conteúdo, mas o “embrulho” é excelente

E amanhã continua a haver mais...

Comunicado da viúva

Depois de abicharem o milenium (e correrem com o Opus) os filhos da viúva comunicam ao estimado público que vão acabar os nomes dos Santos nas Escolas (para já públicas...).

Faço já algumas sugestões (apesar de não ser lojista no Bairro Alto, nem noutro lugar, entenda-se...).

Assim: a Escola EB1 Santo Condestável poderia passar a chamar-se Escola Miguel de Vasconcelos, Escola Cristóvão de Moura, ou (porque não) Escola Mário Soares. Acho apropriado.

A Escola de S. Mamede poderia passar a chamar-se Escola Porreiro, Pá! Etc...

Mas não fiquemos pelas escolas. Acabemos com os Santos.

Assim o Palácio de S. Bento, dadas as suas actuais funções poderia ser chamado o Palácio Madame Blanche, homenageando uma das principais patroas de lupanar de Lisboa, famosa nos tempos da república, e muito frequentada pela pequena/média burguesia político-partidária que por essa altura tomou conta definitivamente deste país.

E a "Santa" casa da Misericórdia de lisboa? Santa - nunca. Então como lhe chamamos? Talvez Casa de Retiro para os Políticos do Partido, verdadeiramente misericordioso.

Que acham? Não saiu lá muito bem, mas a esta hora da madrugada em que estou a escrever também não se pode exigir muito mais.

Cumpre-se hoje o décimo sexto dia ...

em que a grande Bandeira Nacional visível de muitos locais da capital foi arriada e substituída por um trapo azul com umas estrelas douradas.

Local: Alto do Parque Eduardo VII, em Lisboa

A princípio pensei que o sr. Costa (o gastamilhões) desejasse comemorar a vitória do Belenenses sobre o Benfica (daí o azul dourado). Mas não, não foi isso.

Foi mesmo para ir preparando os papalvos para o que aí continua a vir, ou seja que são "eles" que mandam.

Quem dá pão, dá educação, lá diz o velho ditado português.

E por um prato de lentilhas há sempre gente disposta a vender-se (e vender-nos...)

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Ave Azul

Também o aveazul.blogspot.com lembrou o muito nosso Rodrigo Emílio num postal de 23 de Dezembro.

Sabe-me sempre bem passar por este local tão bem frequentado.

O ano 2007 visto cá pelo rapaz...

Com o novo ano já implantado neste pais de néscios e carneiros apetece-me atribuir uma série de Prémios. Os Prémios MANLIUS 2007. Vou-me esquecer de muitos. Não reparem, nem se ofendam. É sobretudo da idade, que já não perdoa...

Pois aqui vão, sem qualquer espécie de seriação, ou seja à medida das lembranças:

Prémio o "susto" do ano:

a ameaça de que o BOS se iria calar (o conselho do juanito espanhol não era para ele, juro...). Ainda bem que reconsiderou. Faz muita falta.

Prémio as "penas" do ano -

O facto de os engenheiros (estes são verdadeiros) terem sido pouco prolixos. O propriamente dito pouco escreveu (uma lástima). O Absonante está completamente parado. Vejam lá senhores engenheiros, arranjem uma engenhoca qualquer para nos voltarem a dar todo o prazer de vos ler.

Prémio Oh Goncho, arranja lá um tempinho, sff -

Para o site do Rodrigo Emílio. É necessário manter a chama viva e actualizar o sítio. Eu sei que o Emílio de Mello te dá cabo da tua cabeça e de todo o teu tempo, mas faz lá o favor a todos nós...

Prémio o Imperdível do ano -

Quem mais do que o nosso Nonas, difusor oficial de tudo o que é interessante na net. O casamento perfeito da ética com a estética.

E amanhã há mais...

RODRIGO EMILIO E O NATAL

A agência de difusão de notícias da Igreja Católica distribuiu no dia 22 de Dezembro um artigo de José Carlos Seabra Pereira (professor de Literatura Portuguesa e de Teoria da Literatura na Faculdade de Letras de Coimbra e na Faculdade de Letras da Universidade Católica) sobre o Natal na Poesia Portuguesa.

Bom artigo, óptimo artigo, melhor diria, bem documentado, e termina com um dos melhores poemas de Natal de Rodrigo Emílio.

... "4. Não menos oportuno será exemplificar, com a lembrança de uma grande voz poética prematuramente desaparecida, como a literatura portuguesa continuou nos nossos dias a viver o Natal de Cristo.

O dramatismo lírico e a veemência verbal de Rodrigo Emílio ganham sempre altura quando animados pela piedade católica, que se afervora no cadinho das íntimas aflições e das agonias de homem português; e assim se manifesta tanto em «Pequeno altar de poemas, para depor aos pés da Virgem de Fátima», quanto nos poemas de Natal engastados nos livros Mote para motim e Coração mal couraçado e depois retomados na sequência «Consoadas da memória à mesa da solidão», do livro A Segunda Cegueira,. Com Rodrigo Emílio se exemplifica, aliás, como na segunda metade do séc. XX os dados existenciais da memória afectiva (e do cenário tradicional da celebração pública e familiar do Natal) se entrelaçam com a evocação da Sagrada Escritura e com a contemplação do enlace do ministério da Encarnação e do mistério da Paixão e Morte de Cristo na economia da Redenção (como se vê no poema «Música de neve, o silêncio branco»). Por isso também exemplifica que na poesia portuguesa contemporânea o lirismo de Natal continua a passar pela tensão espiritual da «Vigília» edificante:

«Meu Deus, aqui estou. E no mais não repares,

Por ser esta noite a Noite que é!

Em versos Te rezo. E no mais não repares,

Por ser esta noite a Noite mais calma!

-Conduz-me aos mais altos lugares

Da minha fé!

-Conduz-me aos mais altos lugares

Da minha alma!»



É bom saber que o nosso muito Rodrigo continua a ser lembrado e celebrado por todos aqueles que gostam de Poesia. A ler absolutamente.

Bem hajam!

Link: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia.asp?noticiaid=54478

A minha (atrasada) Prenda de Natal



Um dos mais belos poemas de Natal. Ou uma das razões para chamarem a Amândio César o Neo-Realista de Direita.


NATAL


Nasceu!
Numa garagem abandonada, coberta de chapa de zinco,
E num caixote velho de latas de óleo,
Entre desperdícios sujos e usados.


Nossa Senhora e S. José tinham vindo pela estrada
Os pés no asfalto negro, onde circulavam carros de luxo:
Pedir boleia, pediram, mas ninguém os viu ou quis ver,
Ou escutar o gesto...
Iam todos apressados para a ceia da noite,
Desbragada como um conta-quilómetros
E cheia de neblina e de promessas.


Nasceu!


Num caixote velho de latas de óleo,
Entre desperdícios sujos e usados.
O clarão dos holofotes chamou lã os vadios de todas as noites:
Os guarda – nocturnos , os polícias de giro,
Os que não têm cama para dormir,
Os poetas e os fugidos à lei — todos! —
Todos os que naquela e nas outras noites
Não têm para onde ir, nem têm onde comer.
Foi, porém, o clarão dos holofotes gastos que os levou lá:
E viram, sobre os desperdícios sujos, num caixote velho,
O Redentor do mundo,
Aquecido pelos dez cavalos-vapor de um velho "Ford T"
Que, trabalhando, acordava a vida no arrabalde longínquo.


S. José e Nossa Senhora choravam:


TODOS pediam no mundo a ressurreição do Cristo!
E Ele viera, Ele encarnara de novo
Através do ventre puríssimo da Virgem,
Sob a custódia lirial do descendente de David.


Os donos de carros de luxo cortavam o nevoeiro
Comprometidos pelas amantes caras que ficavam para trás;
As camionetas de transporte temeram a polícia das estradas
E os outros todos também não quiseram dar boleia
Ao Filho de Deus!

Foi assim que Nossa Senhora veio num pé a pé cansado
Pela estrada fria e asfaltada
Que ganhara um concurso nacional de arranjo e beleza!


Na cidade onde chegaram pela noite adiante
Todos comiam e bebiam o símbolo dessa noite:
As autoridades locais tinham mesmo dado aos pobres
A esmola de um ceia em cartolina...
Por isso todos estavam ausentes das ruas e dos lugares do costume,
Menos aquele motorista que odiava Deus
E que não tinha mulher, nem filhos
E que por esse motivo estava ali, na praça,
Para atender os fregueses transviados.
Para esse a gruta de Belém não dizia
“Gloria in excelsis Deo” mas “Gloria in excelsis Dollar”!
E tinha a alma carregada de ódio,
Embora o coração fosse bom,
Tão bom
Como se fosse ele próprio o Cordeiro Imolado.


E foi ele que indicou a garagem deserta,
Numa ru suja onde só ilhas humanas
Habitavam, viviam e continuavam.
Foi por isso que Jesus Menino nasceu outra vez entre os homens,
Naquele barracão de lata zincada,
Num caixote de óleo, apodrecido, entre desperdícios
Que aqueceram e afagaram o seu corpo tenro.
Os faróis velhos incendiaram o nevoeiro espesso
E chamaram os vagabundos daquela noite;
Os anjos cantaram as peças enrouquecidas do klaxon
E os cavalos do velho motor cansado encheram de calor
Aquele recanto humano,
Onde todos os homens de boa vontade
Não ajoelharam perante o Dollar.


Os vadios, os vagabundos, os guarda – nocturnos,
Motoristas e guarda – freios dos eléctricos
Atraídos pela luz, pelos cânticos e pelo calor divino
Que irradiavam daquela garagem,
Foram todos em debandada para lá.
E prostraram-se diante do Filho de Deus,
Diante da Segunda Pessoa da Trindade,
Diante da Criança Divina
Igual – no corpo – às pobres, magras e sujas,
Mal vestidas, esquálidas, crianças humanas.
Prostaram-se e choraram
E chorou e rezou até
Aquele motorista que odiava Deus!


E três fugitivos das Nações Ocupadas pela liberdade alheia
Vieram – evadidos dos campos de concentração –
Oferecer as suas feridas, as suas fomes, o seu sangue inocente!


As buzinas dos carros todos
Tocaram a alegria daquela noite sem par...


Só o menino chorou para dentro
Porque sabia que o prenderiam outra vez,
trinta e três anos depois,
Por sedicioso, como revoltado contra a Lei,
Aqui, por não ser do Pacto do Atlântico
Alem, por não estar na Linha Geral do Partido.


Mas os humildes de todo o mundo
Vieram e compreenderam
A mensagem daquela noite sem par.


Braga, Noite de Natal de 1952

AMÂNDIO CÉSAR

terça-feira, janeiro 01, 2008

Passei à clandestinidade

Como fumador (relapso e contumaz) fui hoje obrigado a passar à clandestinidade.

O que me vale é que já tenho vasta experiência da situação. E se consegui dar baile aos copcães e sus muchachos, não é uma asae "talibanizada" e de pacotilha que me mete medo.

Tenho tudo planeado, circuitos montados, casas de apoio, etc...

Afinal o PREC sempre serviu para qualquer coisa.

Apostilha: Imaginem que o Salazar - Católico verdadeiro, fiel à Doutrina - resolvia, em nome dos seus Princípios, proibir a venda da pílula. Hoje chamavam-lhe todos os nomes que lhe chamam e mais alguns. Mas como são "estes" a meter-se connosco, tudo está bem, Madame la Marquise...

domingo, dezembro 30, 2007

Com que então um anito?

Pois bem o nosso muito estimado Nonas cumpriu hoje um ano das suas andanças blogoesféricas.

E comprou uma prenda de truz para assinalar esse aniversário. Rabi Jacob, do grande Loius de Funés. Pois que te divirtas.

Mas para o ano quem oferece a prenda sou eu. E vou ver se encontro os filmes do Dom Camillo e do Peppone.

Deixo-vos uma cena quando D. Camillo leva o comunista Peppone a fazer um discurso de defesa da Pátria, contra a linha do "partido" que defendia que nenhum comunista poderia alguma vez levantar as armas contra a pátria dos socialistas - a União Soviética.

De morrer a rir.

Aliás para um esquerdista estes filmes do Fernandel, baseados nos livros de Guareshi, são mesmo pornográficos...



Parabéns e obrigado por tudo que nos tens dado. E, a propósito, que contes muitos.

sábado, dezembro 29, 2007

De joelhos lhe peço, senhor licenciado em engenharia

Por favor não se lembre de fazer em 2008 nenhuma cimeira Portugal - Governo PS.

Veja-se as desgraças que aconteceram nas cimeiras por si organizadas do ano de 2007

Sempre oportuno e sempre atento

O nosso Nonas continua em grande forma. E não deixa passar uma!
Falei, a propósito do aniversário do nosso Goulart, de um famoso número do Agora, sobre a sua responsabilidade, para relembrar alguns artigos que por mim foram considerados "geniais". Sobre os mesmos mantenho o que disse: houve colaboradores com artigos geniais! Outros, enfim... Como tudo na vida.

Graças ao Nonas conseguimos ter acesso em linha a alguns deles (alguns dos melhores). Também o Nonas revelou o nome de alguns que mudaram de camisa. É normal. Veja-se o maravilhoso artigo do Goulart que publiquei na mesma data. A tal carta aos laranjinhas. Vejam como bate certo.

Obrigado Nonas. Prestaste o que hoje se chama um "verdadeiro serviço público". Bem hajas

sábado, dezembro 22, 2007

Obrigado VL



A minha sincera homenagem ao autor deste cartaz. VL no seu (sempre) melhor!

Bem hajas pelo teu Talento e pela tua sempre enorme disponibilidade. E por tudo de bom que nos tens dado ao longo de todos estes anos! Também para ti um especial "Bom Natal e Bom 2008"

Espírito natalício



Como a partir de amanhã estarei indisponível para esta página,(obrigação familiar a isso obriga) aproveito para vos dar esta bela "árvore de natal", que sendo originalmente de raiz pagã se integrou perfeitamente na "tradição natalícia portuguesa". Só que (juro mesmo) não é esta que está em minha casa (mas tenho pena ...)

Não fui só eu, que bom!

Também o estimado Nonas resolveu lembrar o aniversário do Goulart. Como fiquei contente. E logo com uma bela troca de ideias (e belas imagens) entre os nossos (muito nossos) Rodrigo e Goulart. Bem hajas.

"Eles" estão possessos



Uma das desvantagens de não ter televisão é o perfeito desconhecimento de que enfermo no que respeita às "celebridades" da nossa praça. Desconhecia sequer a existência da D. Cristina Areia (cuja foto foi surripiar à google). É uma actriz de teatro e tv, segundo li na wikipedia. Trabalha na TVI em diversos programas. Ou seja é a chamada "figura pública".

Mas porquê falar desta Senhora? Pois simplesmente porque toda a "esquerdalhagem" da nossa praça está possessa com ela.

Mas porquê, perguntarão os meus estimados leitores? Pois simplesmente porque se deslocou à Alfama (ao Centro Cultural Magalhães Lima - belo patrono, sem dúvida...) para uma festa de Natal. Competia-lhe dar prendas de Natal a cerca de cem crianças apoiadas lá pelo Centro. Começou a chamá-las nominalmente e aí deu-se a barraca. pois eram as Iaras, as Hanias, os Bin, os Moacid, as Kenyas, as Regianes, etc. Até que no meio daquilo tudo surgiu uma Ana. (comentário da actriz: Ana, um nome normal, viva a tradição, viva!) e um António: "mais um nome normal! António, Viva Portugal, batam palmas a Portugal!).

O que ela foi fazer. Uma jornalista do Público que assitiu, de nome Bárbara Reis, até queria que a actriz estivesse "consciente de que estaria na prisão se as piadas xenófobas fossem crime" e pergunta-se mesmo se a D. Cristina Areia será uma "xenófoba fundamentalista". Ou seja, vamos a ver quando é que a referida actriz é posta na prateleira. Sim a pergunta tem a ver com o quando, porque o se não tem dúvidas nenhumas. Ou seja, está feita. Mesmo que se desculpe de joelhos. "Eles" quando agarram, não largam...

Sem dúvida nenhuma estamos no "comunismo do século XXI", situação que eu vou tentar explanar detalhadamente num próximo artigo para a "Alameda Digital". Antigamente a esquerda calava as pessoas com a chantagem do "fascista". Hoje mudaram de agulha, a chantagem chama-se "racismo". Sim porque o fascismo (já) não dá grelha, mas o racismo, dá cana e da grossa!!!