sexta-feira, maio 29, 2009

As razões do meu voto no Humberto Nuno – V

Porque abomino as "campanhas eleitorais" a que nos sujeitam. A mentalidade pequena, pequenina dos televisivos jornalistas da nossa praça, que privilegiam os aspectos mais caricatos das "arruadas" ou "jantares" ou "comícios" face aos assuntos que são importantes serem transmitidos aos eleitores.

E os candidatos passam a vida a fazer "stand up comedy", com "bocas" ensaiadas até à exaustão. Aliás eles são treinados para isso mesmo, para passar "imagem".

Humberto Nuno, pelo que tenho visto, não alinhou na palhaçada. Continua a pôr o dedo na ferida: O roubo que a "Oropa" nos fez às nossas capacidades produtivas. O mal que os federastas fazem a Portugal.

Não "passa" em televisão como "eles" dizem. Não há peixeiras aos gritos, criancinhas lambuzadas aos beijos aos candidatos, abortos físicos ou mentais a aproximarem-se dos "políticos". Os ataques pessoais soezes aos advesários. A suspeita, a mesquinhez, a sabujice. E disso é que "eles" gostam.

Mas reparem, quando se vê uma pessoa séria a falar de coisas sérias há uma atenção redobrada. Acreditem, porque eu já vi.

Entrarei, a partir de amanhã, nas razões ideológicas - e essas sim, para mim, são as essenciais.

Faço a primeira campanha - e última, espero eu - da minha vida como posso e sei. É fraquita. Mas espero, pelo menos ter explicado as razões mais primárias do meu comprometimento.

A segunda semana vai tentar ser diferente. Mais "chata" quiçá. Mas um pouco de batalha de ideias nunca fez mal a ninguém.

Apostilha: Todos os outros postais que tenho publicado nestes últimos dois dias também têem tudo a ver com a minha postura de apoio.

3 comentários:

Luciano Canhanga disse...

De tudo que se lê, ocorre-me dizer:
A POBREZA PORTUGUESA DE QUE ANGOLA JÁ SE "DESFEZ"
Uma reportagem da SIC, passada às 20h50 de Angola (19h50 de Lisboa) do dia 17.02.2009 mostrou grutas escavadas em rochas pela acção natural e humana.

Mostrou a SIC dois homens, um negro e outro branco, falando bom português, que vivem naquelas cavernas em companhia de ratos, cobras, lagartos, lixo e outros vermes, como não tiveram pejo de afirmar. E vivem ali, com mais um vizinho humano que no momento da descoberta da SIC se encontrava ausente.

Tudo isso dito ipis verbis. “O Estado vê e finge que é cego”.

O mundo ficou a saber que em plena capital portuguesa, Lisboa, e em pleno século XXI há ainda na Europa homens das cavernas…Só espero que não venham mais cá a tentar dar aulas de moral.

Por acaso alguém, por cá, Angola, conhece algum homem habitando uma gruta?

José Carlos disse...

Meu caro Senhor Luciano:

Como o meu amigo tem razão. A impiedosa - e inhumana - liberalização, globalização, etc, juntamente com a fraqueza de espírito de tantos leva-nos a estas chagas - para mim muito mais morais do que sociais. Quando as pessoas perdem o seu sentido de dignidade, de Honra, ficam reduzidos à animalidade mais profunda. E quando os governos não ligam a coisa ainda fica mais preta.
Creia-me honrado por me ter visitado. Volte sempre.

Anónimo disse...

O camarada angolano Canhanga, que me faz lembrar canhangulo cubano- soviético.
Que visita o meu blog e deixa erros, autênticos pontapés na gramática portuguesa, aqui neste comentário!? soube escrever português! Ou teria sido algum explorador colonialista português que escreveu!?... se foi escrito por Canhanga afinal nem tudo está perdido, entre macacos, chimpanzé, gorilas e outros antropóides e bestas selvagens, salva-se a nossa gloriosa língua, a língua dos exploradores e escravizadores colonialistas portugueses.