sábado, maio 16, 2009

Eu não sei bordar ...




... se soubesse também estava com as Mulheres Portuguesas que hoje vão bordar um lenço dos namorados num quadrado de quatro metros de largo.

Local em frente do muito nosso Museu de Arte Popular que "eles", estes políticos a que temos direito, decidiram destruir, para o substituir por um museu da língua portuguesa.

Razão da censura. Trata-se de um Museu mandado erigir em Belém por António Ferro, integrado na Exposição dos Centenários, e feito - tal como diz a placa mandada instalar por Ferro - pelo Povo Português, autor incontestado de uma Arte Popular, genuína, verdadeiramente identitária.

Quero aqui realçar a verdadeira luta levada a cabo por meia dúzia de pessoas - entre as quais Catarina Portas (mais irmã de Miguel do que de Paulo), mas que tem feito desta batalha identitária uma das suas razões de vida.

Aqui
podem consultar mais informação sobre o assunto.

Apostilha: Devo referir mais uma trapalhada de que "eles" são pródigos. Conseguiram umas massitas lá dos quadros comunitários para recuperarem o Museu de Arte Popular. Gastaram os carcanhóis e agora muda tudo. Passa a ser o museu da língua portuguesa ou acordesa, como nos querem impor.
Ou seja se eu concorrer a um projecto para instalar uma central eólica (com dinheiros europeus) e recebidas as massitas resolver fazer um court de tenis, ninguém me pode levar a mal ou sequer prender. Eu só imitei as políticas do ministério da cultura cá do rectângulo ...

2 comentários:

Anónimo disse...

O que é que aconteceu ao espólio do Museu?

José Carlos disse...

Meu caro Anónimo:

O notável espólio do Museu foi entreue parte ao Museu de Etnologia de Lisboa e outras peças (muitas) aos Museus regionais, locais e camarários um pouco por todo o Portugal.
Do Museu de Etnologia sei que o espólio está em caixas à espera de Godot. Os dos Museus locais deve-lhe acontecer o mesmo.
Recordo a todos que a notável coleção de ferros forjados, bordados,trabalhos em madeira e diversos metais (nobres ou não), etc, foi recolhido ao longo de
vários decénios.
Algo me diz que,face às deficientes condições de segurança dos Museus mais pequenos,parte do espólio vai ter o mesmo destinodas colchas de Portalegre doadas ao Estado pela família do Comandante Vilhena (exemplares fabulosos da arte portuguesa) e que tendo ido para um desses museus, desapareceram para todo o sempre, devendo estar guardadas hoje me dia nalgum cofre de um qualquer nababo americano ou japonês.
Malhas que os nossos queridos governantes tecem...