quarta-feira, julho 30, 2008

Lobotomia generalizada

Que grande discussão vai por aí nos meios nacionalistas europeus. De um lado os "pró-árabes" e do outro os "anti-islamitas". Certo é que neste momento nada na legislação europeia nos impede de ser pró ou anti Islão. Ao contrário de outras situações...

Todo este intróito tem afinal a ver com os sentimentos generalizados nos meios nacionalistas de que os palestinianos e os árabes em geral tem a nossa admiração e apoio explícito.

As razões dessa atitude obrigam a uma reflexão. Gosto de reflectir sobre os assuntos e não me deixar levar pelos primeiros impulsos. Tem sido uma constante na minha vida. Sou assim, que querem.

Portanto pergunto-me: porque razão os árabes têm uma admiração tão profunda nos nossos meios? È intuitivo. É espontâneo. Nem dá para pensar. Reacção imediata: os gajos já deram mais uma vez nas trombas dos americas ou dos israelitas... Tiro e queda. Comigo (e com muitos mais) resulta. Mas porquê?

A resposta possível que eu encontro é a de que a ideologia mundialista que já destruiu quase todas as velhas Nações europeias, tem neste momento como tarefa a "domesticação e lobotomização" do Islão. São eles neste momento (como em breve será a Rússia) os portadores do facho da resistência à nova ordem maçónica mundial, e que ainda por cima, não seguem o canto das sereias do consumismo ocidental.

Durante três séculos a Europa resistiu valentemente a todas as revoluções das "luzes". Depois deu-se a "guerra civil europeia" que tanto mal nos trouxe. Não sei (ainda) se a derrota foi definitiva. E se hoje, vítimas desse suicídio colectivo, (sem sequer a maioria se ter apercebido do fim dos fins) as pessoas olham com admiração aqueles que resistem e morrem de pé, (quando os europeus morreram sentados em frente de uma TV, com uma cerveja na mão) só podemos compreender esta atitude.

Esta "ordem imposta" que levou à destruição de todas as "heranças" volta-se hoje contra o Islão. E o Islão não é - de momento - o nosso inimigo. É um adversário, fraterno, admito, mas adversário. Os filhos do Islão não nos trairam nem nos mentiram. Avançam de cara descoberta. Às claras! Não são dos nossos. A História opõe-nos. Há dois blocos irredutíveis face a face. Ontem, como hoje, como sempre.

Mas a luta é comum. Contra todos aqueles que nos prometem um amanhã que canta, uma república universal, uma república sem valores (excepto o valor do vil metal). O trabalho de sapa que "eles" têm levado a cabo, esgotando-nos as forças, fazendo correr das nossas veias o gota a gota de sangue que nos levem à inanição final. O vírus do abandono, o esquecimento das nossas raízes e do nosso sangue. Ou seja eles tentam lobotomizar-nos para sempre.

Por isso a nossa admiração por todos aqueles que resistem.

Mas o problema é que cabe-nos (também e sobretudo) a nós resistir - AQUI E JÀ - à invasão de tudo aquilo que legitimiza as chamadas "democracias, marca registada".

Por isso nos agrada que os árabes se batam pela sua terra e pelas suas heranças. E que tenham mais sucesso do que nós tivemos até agora!

Ou seja e resumindo, não entro na discussão europeia sobre o assunto. Ponto final.

Apostilha: Democracia é uma marca registada, propriedade da nova ordem maçónica e bidelberguiana mundial. Proibido o seu uso por entidades não licenciadas ....

9 comentários:

caceteiro disse...

Meu caro Manlius, tenha cuidado com estes textos!
Um certo pró-sionista embirrento (e ainda por cima defensor da democracia!) que eu conheço, ainda o começa a acusar de pró-islamismo!

Anónimo disse...

Quase completamente d'acordo com o que escreveu. Só não o estou totalmente, porque encontro nos árabes uns defeitos (são-no para mim que pratico outra religião, não para eles, como é evidente) que não aprecio lá muito. No entanto consigo aceitar mais depressa esses defeitos do que as 'qualidades' dos mundialistas todas juntas, os quais, contràriamente àqueles, têm o intuito de escravizar a humanidade, depois de ter aniquilado grande parte dela, através das democracias criadas justamente com esse fim. E o pior é que já o começaram a fazer há muito tempo e à vista desarmada, sem que tenha havido ou haja quem lhes trave os ímpetos destruídores. Mas eles que se acautelem, talvez venham a ter uma surpresa bem desagradável e mais depressa do que possam sequer ter imaginado em sonhos.
Belos posts estes seus, uma série deles, que só hoje estou a ler.
Maria

Flávio Gonçalves disse...

Ena ena, mais alguém que nota o crescente nacionalismo kosher que floresceu em terras de croissants mas que já nos empesta a casa em lusas terras.

Euro-Ultramarino disse...

Meu Caro Manlius,
Excelente o seu texto! De facto, os inimigos do Ocidente - do nosso Ocidente - não são os árabes. O inimigo é outro, ou melhor, são outros... São aqueles que pariram a Revolução e o mundialismo. São aqueles que vêm destruindo a a nossa identidade. O Amigo foi directamente ao alvo! Um forte abraço!

Caturo disse...

Reacção imediata: os gajos já deram mais uma vez nas trombas dos americas ou dos israelitas…

Levaram muito mais do que deram, os Árabes... aliás, os Judeus por exemplo, sozinhos, derrotaram a arabiada toda ao mesmo tempo... será por isso?... :)


A resposta possível que eu encontro é a de que a ideologia mundialista que já destruiu quase todas as velhas Nações europeias, tem neste momento como tarefa a “domesticação e lobotomização” do Islão. São eles neste momento (como em breve será a Rússia) os portadores do facho da resistência à nova ordem maçónica mundial

Que ridículo. Quem assim fala IGNORA POR COMPLETO que o Islão É UMA MUNDIALIZAÇÃO.

O Islão SEMPRE FOI uma mundialização. Portanto, essa do Islão «resistir à nova ordem maçónica mundial», é só meia verdade, e dita assim é especialmente enganadora: porque o Islão não resiste por «rebelar-se contra os senhores do mundo»

MAS PORQUE

quer impor o seu próprio modo de vida a todo o planeta.

Só o anti-sionismo mais limitado e limitador é que pode fazer com que se ignore MILITANTEMENTE esta EVIDÊNCIA que entra pelos olhos adentro em TODA a parte onde os muçulmanos tenham poder para fazer guerra: na Palestina, MAS TAMBÉM na Tchetchénia, no norte de África, na Turquia, na Tailândia, até já na China e, acima de tudo

NA ÍNDIA,

NA ÍNDIA

NA ÍNDIA

como eu já estou farto de dizer.



e que ainda por cima, não seguem o canto das sereias do consumismo ocidental.

Ui, que horror, o consumismo... é bem pior ter acesso a grandes hipermercados e comprar muito ou quase tudo o que se quiser do que estar bem disciplinadinho perante a lei islâmica, e ter de pagar um imposto por não ser muçulmano, e ter de mostrar submissão e temor aos muslos, isto sim, isto é que é bom, o objectivo máximo de todos os bons nacionalistas, é por isso que lutam contra o Sionismo, é porque desejam uma nova ordem mundial sem Judeus e bem moralizada...


Esta “ordem imposta” que levou à destruição de todas as “heranças” volta-se hoje contra o Islão. E o Islão não é - de momento - o nosso inimigo. É um adversário, fraterno, admito, mas adversário. Os filhos do Islão não nos trairam nem nos mentiram.

O Islão não é nosso adversário, e nada tem de fraterno, isso é completamente idiota.

O Islão é nosso inimigo. O maior e mais poderoso inimigo externo que temos desde há mais de mil anos. Nunca deixou de ser nosso inimigo. E não é o trair ou mentir que define o inimigo; quando muito, define o traidor, mas não todo o inimigo. Porque o inimigo externo, que sempre foi nosso inimigo e nos quer destruir ou submeter, é, inequivocamente e sem qualquer espécie de margem de dúvida, nosso inimigo.

Vamos lá ver se o relativismo e sobretudo a mania das conspirações e das estrategiazinhas não acaba por avariar completamente o raciocínio mais elementar.


Apostilha: Democracia é uma marca registada, propriedade da nova ordem maçónica e bidelberguiana mundial. Proibido o seu uso por entidades não licenciadas ….

Pois isso é o que certos iluminados anti-democratas queriam: poder associar a Democracia aos maçónicos, aos maus da fita, para assim poder dissuadir os nacionalistas de quererem ser democratas, como quem diz: «Nacionalistas, deixem lá a Democracia que isso é um truque malandro lá deles, ao fim ao cabo a liberdade a sério não existe e mais vale sermos nós a mandar sem ligar ao povinho...»

Já topo essa conversa há que tempos. Truque baratinho, o vosso.

José Carlos disse...

Meu caro caturo: tenho pena que não tenha entendido o que eu desejei transmitir. Falha minha, se calhar. Logo que tenha tempo vou responder-lhe às suas dúvidas, sem "truques" acredite. Até lá recomendo-lhe que leia o texto na sua plenitude, sem preconceitos e tente perceber o que eu tentei lá colocar. Se calhar muitas das suas dúvidas desaparecerão. Ou, se calhar, quem tinha razão era outro comentador deste meu texto...
Cumprimentos

Apostilha: Saiba, por favor, que em relação ao Islão estou bastante informado. Desde que em Moçambique lutei ombro a ombro com islamizados, e já lá vão mais de 35 anos, nunca deixei de ler e de estudar. Que quer, eu sou assim. Quando algo me interessa estudo.

Caturo disse...

Bem, após esta sua pré-resposta, aguardo então a resposta propriamente dita...

Cumprimentos.

Flávio Gonçalves disse...

Há quem insista em estudar as obras erradas. Felizmente que o J. Carlos opta por literatura não kosher =)

Caturo disse...

Seguramente pior do que a literatura kosher, é a literatura halal. Porque obras erradas há muitas - e de todas, as mais nocivas são as dimiescas... :)