quinta-feira, junho 11, 2009

As arrastadeiras


Lembram-se? Foi há 4 anos que ocorreu aquilo que a filha do director dos serviços secretos da fascista Legião Portuguesa declarou não ter sido um arrastão (o caso ocorrido na praia da linha do Estoril).

Muito recentemente e na cidade do Porto um grupo de jovens (dos tais que não fazem arrastões) resolveu também fazer uma coisa qualquer que nem eu sou capaz de definir (talvez na linguagem da senhora se possa considerar uma justa recuperação de bens da burguesia por jovens carentes e desenraizados pela sociedade capitalista). Desta vez os "pobres" rapazes foram detidos. Parte dos valores recuperados à burguesia elitista e capitalista foram apreendidos pela PSP. Assim não há justiça social. Ouviram seus fascistas!

E vivam as arrastadeiras...

4 comentários:

Anónimo disse...

Lisboa já é nossa, aqui quem manda somos nós, temos o apoio do grande camarada Sócrates, até a vossa polícia tem medo! E não pode fazer nada contra nós, o nosso grande camarada Sócrates protege-nos, senão o nosso presidente José Eduardo dos Santos cria muitos problemas e vocês vão ver o que vos acontece, como o racista que matou o nosso patrício e está preso, agora vamos ser nós a colonizar-vos.

Manuel Kambuta disse...

ANGOLA & (a colonização de) PORTUGAL.
Perguntou-me um dia desses o amigo Gociante Patissa se: "Devemos, nós angolanos, gratidão a Portugal por nos ter colonizado"?
- A resposta é NIM!
A análise e resposta desta questão, que parece simples e simultâneamente complexa, deve obedecer a 4 "olhares" diferenciados a saber:

1- Muitos países, até africanos (Etiópia e Libéria), nunca foram colonizados e estão aí. Houve na história dos povos intercâmbios culturais que permitiram valorizar e desenvolver as ciências e as civilizações. O Egipto, grande berço da civilização e do conhecimento, teve incursões de vários povos, contactos e intercâmbios com outras civilizações, porém a colonização europeia, de facto, só se deu entre finais do Sec. XVIII e XIX.

2- No caso concreto de Angola é bom que olhemos também para os estádios de desenvolvimento do litoral, onde foi mais intensa e madrugadora a presença colonial europeia e o Leste, onde esta tardou em chegar. O litoral é, sem dúvida, mais desenvolvido do ponto de vista infraestrutural, do conhecimento científico "contemporâneo"e cultural.

3- O desenvolvimento do território colonizado deveu-se a enormes sacrifícios dos colonizados (nativos) a quem foram impostos hábitos, língua, um novo "modus vivendi", para além de privações de vária ordem, como: acesso à terra arável, pastos, coutadas, etc., pagamento de impostos, trabalho forçado e não remunerado. guerras e ainda a mercantilização do próprio homem nativo ou escravização.

4- Angola (actual) é produto da colonização, já que antes da presença portuguesa existiam Reinos e Estados (in)dependentes uns dos outros, dentre eles Kongo, Matamba, Kasanji, Uambo, Vye, Kuanyama, Umbe, Lubolo, etc.

Dito isso, se calhar, urja necessário fazer um outro questionamento:
* Teríamos ou não persistido e evoluído (no pensamento e na ciência) se não tivesse havido Colonização portuguiesa?
- Aqui a resposta é SIM!

Anónimo disse...

Pois, no Porto de certeza que o "arrastão" foi feito por pretos...de olhos azuis!!!

Sempre que se fala nestas tretas do arrastão e tentam relacionar este tipo de crimes aos imigrantes ( de preferência pretos) eu lembro-me dos crimes que ocorrem no Porto (onde vivo):

O criminoso típico do Porto é branco e as vezes de olhos azuis!! São os "gunas" vivem - coincidencia ou não- em bairros sociais e zonas pobres da cidade e fazem "arrastões" diáriamente no centro histórico do Porto ou em zonas ditas ricas como a avenida da Boavista...Chamam aos meus filhos, ou a quem se veste de forma decente, betos ou queques e depois toca a roubar telemóvel, carteira, mp3, etc.

Estes crimes, aqui no Porto, são practicados na sua maioria (há alguns casos com ciganos, não o vou esconder) por PORTUGUESES, filhos de PORTUGUESES, BRANCOS e que assaltam outros PORTUGUESES filhos de PORTUGUESES, BRANCOS - tal como eu ou como os senhores que escrevem este blogue...

Gostava de ver de vez em quando um bocado de Nacionalismo a sério, com realismo e sem tiques racistas que só desacreditam a causa Nacionalista.

Eduardo P. Lopes de Melo

José Carlos disse...

Meu caro Senhor Lopes de Melo

Palavra que não consegui perceber o seu raciocínio. Nunca - em qualquer parte do texto ou no meu pensamento - me referi "aos que não fazem arrastões no Porto" como pretos, negros ou outra classificação de carácter racial.
Mas o meu caro comentador - talvez por estar a desejar que as pessoas de direita só falem de "pretos" partiu dessa premissa. Lamento tê-lo desapontado. Para mim malandrim é malandrim, seja ariano, negróide, asiático ou indío. E aqui é ponto final definitivo.

Apesar disso agradeço a sua presença neste local e todas os comentários são sempre importantes para mim.
Obrigado