
Pois é, meus Amigos.
À socapa, como é timbre “deles” a partir da ratificação do Tratado do Mar da Palha (ou de Lisboa, como preferirem) é reintroduzida na Europa a pena de morte.
Desculpem a crueza da imagem acima publicada, mas é isto que “eles” fizeram.
Mas como?, se ninguém fala disso, dirão os meus estimados leitores. Pois é muito simples.
Uma série de juristas alemães e austríacos que leram o tal do tratado (nomeadamente Albrecht Schachtschneider e Helga Zepp – Larouche – veja-se Helga Zepp Larouche, «Demand a referendum on EU Lisbon Treaty», EIR 7 Março 2008. Ver também : «Death penalty in Europe: only for enemies of the state», Brussels Journal, 13 abril 2008.) chamaram pela primeira vez a atenção para as consequências jurídicas de uma nota de fim de página ( o tratado tem centenas).
E senão vejamos:
O tratado diz: “è abolida a pena de morte”, mas tem uma chamada de pé de página em que se diz: “excepto em caso de guerra, de desordem e de insurreição (war, riots, upheaval – no texto inglês). Como compreenderão este facto é de uma gravidade jurídica extrema. È inserido na ordem jurídica (vinculativa) europeia uma nota sem qualquer definição ou limites, com o objectivo de os estados poderem fazer cumprir a pena suprema. E sem regulamentação. O que é uma desordem? O que é uma insurreição?
E quem julga? Quais os limites para as manifestações (ou desordens)?. Quem definirá estes casos como passíveis de pena de morte? Quais os Tribunais? Normais, especiais, ad-hoc, populares?
E mesmo em caso de Guerra. Caso se trate de operações contra o “terrorismo”. Quem o define como tal? Terrorismo é lutar contra os sionistas e os americanos? E quem julgará os outros? Os da “ordem”?.
E quais os direitos de apelo? Para o Presidente ou Rei de cada País? Para o Presidente da UE?
Meu Deus, ao que chegámos.
E aposto singelo contra dobrado que os nossos queridos parlamentares vão aprovar o tratado no dia 23. Sem um queixume. Mais, aplaudindo de pé e extasiadamente.
Apostilha: Quem for contra a ordem estabelecida comece a preparar o pescocinho, porque qualquer dia toca-nos a “nós” o baile na corda...








