domingo, março 15, 2009

Ainda os fuzilamentos dos nossos Comandos

A propósito da morte de Nino, alguns Amigos insistiram comigo para eu publicar o relatório do CIDAC sobre os fuzilamentos dos nossos comandos africanos da Guiné, de que falei naquele postal.

O relatório é grande mas publico apenas uma pequena parte (muito significativa). Que belo ver as palavras de um padre (ou ex-padre, ou lá o que era) sobre a morte de pessoas. Para a antologia do pensamento "deles":

"da mesma maneira é insuficiente a condenação emocional dos fuzilamentos e da descoberta das valas comuns, omitindo a análise política acerca da natureza dos crimes praticados por traidores e das condições históricas em que foram eliminados. Se é iníqua a liquidação física dos opositores sem julgamento, em tempo de paz, não é isso que transforma em vítimas inocentes os pides e comandos que foram os maiores criminosos ao serviço da opressão da colónia e da luta armada contra o PAIGC ..."

Assinam ese documento o tal Luís Moita, actual Vice Reitor da Universidade Autónoma de Lisboa e Carolina Quina do Centro de Informação e Documentação Amilcar Cabral.

Mais honesto foi o comentário de Nino no jornal Nô Pintcha de 29/11/1980:

"O regime de Luís Cabral violou flagrantemente as normas dos direitos do homem e nenhum comando africano, nenhum dissidente foi levado a tribunal. Foram executados barbaramente no meio das florestas, contra os mais elementares princípios da justiça e contra os princípios do nosso glorioso Partido"

Ou seja estamos esclarecidos...

3 comentários:

Afonso Vieira disse...

Esta coisa das novas tecnologias e seus afins, sites e bloguistas, afinal o povo não é inculto, ah não! todos, mas todos, botam faladura, mesmo que se tratem de assuntos desconhecidos sobre factos verídicos, ninguém esteve lá mas toda esta gente sabe tudo, toda esta gente é muito instruída, todos escrevem... escrevem... escreve o picheleiro, o varredor, o vigarista, o sábio e o morcão a mulher a dias e a padeira, o pessoal da lota de leixões e a peixeira, isto é um fartote, viva os bloguistas e afins, que seríamos de todos nós sem esta espécime...de fascistas!?

José Carlos disse...

Meu caro Afonso Vieira (sem Lopes no meio, felizmente):

Como bom observador do mundo blogosférico o meu prezado comentador é bem letrado. Sabe de tudo, bota faladura sobre até esta espécime (sic) de fascistas.

Pois é meu caro, os factos aqui relatados estão documentados. Pode consultá-los no CIDAC (bastamente anti-fascista, como deve saber).

Vá lá e depois diga o que pensa. Não há fuzilamentos bons e maus. Para mim são todos maus. Mesmo que isso me faça a seus olhos uma "especime de fascista"

Anónimo disse...

Estes cabrões venceram mas tem o grave problema de conviverem mal com a verdade, a verdade que põe a nu a sua infra-humanidade. Venceram por falta de comparência da outra equipa e mesmo assim assassinaram cobardemente aqueles que nem da equipa principal faziam parte mas eram os que estavam mais vulneráveis. Mas esta escumalha sabe quem temer, e teme a verdade e quem a porta, os tais fascistas, os verdadeiros. Eles sabem.

Bem-haja o Sr. José Carlos por elucidar este pobre agricultor que agora pode ainda dizer com mais convicção, quando não estiver a falar da cultura da batata, – Sim, sois uns filhos da puta assassinos e traidores.

Mais do que Portugal, VIVA A VERDADE!

Atentamente
Manuel de Cima