quarta-feira, janeiro 07, 2009

Apesar das vendas brutais …

Pois no meio desta crise toda que se está a abater sobre Portugal ainda temos algumas boas notícias:

Em percentagem do PIB Portugal ainda é o 2º País do mundo com maiores reserves de ouro. 4%. Melhor que nós só a Suiça, com 6,9%.

Em termos absolutos e em milhares de milhões de US $ somos o 11º, com 7,8 mil milhões.

Não é muito (aliás, já não é muito), mas calculo que haverá alguém lá para os lados de Santa Comba Dão que do outro mundo nos está a lançar um sorriso bem malandreco … Fonte: The Economist, Pocket World in Figures, 2009 Edition, London, pp. 26, 38

Apostilha: estes valores são dados com a cotação da onça de ouro em finais de 2006. Com a escalada do valor aurífero quer a percentagem quer o valor aumentaram significativamente.

Como me recordo da velha frase de Salazar quando as burguesias capitalistas quiseram à viva força impor a Portugal os “chamados direitos especiais de saque”, (em linguagem simples: figura que permitia trocar ouro por papéis que diziam valer ouro): “nós não vamos ser sacados, vamos ser saqueados…). E não houve nada para ninguém …

3 comentários:

Anónimo disse...

Como podemos ver o problema mantem-se ainda hoje e tanto quanto é possivel saber é uma situação muito antiga, já os romanos diziam que lá na Ibéria junto ao mar existe um povo que não se governa nem se deixa governar.

Anónimo disse...

Reflexões não sobre o Natal...
Mas sobre a época da ditadura em Portugal, compreender os porquês que alguns falam de Salazar o Desejado, Salazar o D.Sebastião.
Ora debrucemos sobre este homem e o país...
Eu que nasci e ainda bem, em 1973, pela história, e penso que na história de qualquer país escreve-se as verdades, o que lá estudei fornece-me mais do que o suficiente, para poder avaliar o comportamento deste homem como governante. Daí posso dizer que não sou contra, nem a favor deste ditador. Não vivi a sua época.
Hoje Portugal não é mais do que o reflexo deste homem considerado e só agora... Como estadista por alguns, não existem dúvidas que estadista foi ele... Lá isso foi, teve cimento nos pés no poder durante 40 anos.
O povo era vítima de uma pobreza franciscana, não tinha acesso ao ensino, sofriam de uma forma que só é vista em África, andavam descalços como se de nergos se tratassem, com carências de todos os géneros, as populações das aldeias sofriam de um atraso que só em África, falta de água canalizada, falta de luz elétrica, falta de gás, falta de assistência médica, falta do conforto mínimo indespensável a qualquer ser humano e, tudo isto nos tempos modernos.
Foram voltados para uma exclusão e esquecimento, que racha a lenha.
Enquanto todos os países da Europa faziam a revolução industrial, a revolução no ensino para e a bem dos seus povos. Milhares de portugueses fizeram a simples quarta classe já com idades avançadas, quando crianças, muitos deles por vergonha por não ter que calçar, e terem que ir descalços para a escola, não iam à escola.
Se o ensino a escolarização tivesse chegado a todos, nunca teria acontecido o golpe de estado e hoje teriamos um povo culto, produtivo e uma sociedade equilibrada.
Sobre as tão faladas e apregoadas províncias do ultramar, será que eram mesmo assim?
Vejamos, hoje dizem por aí, que Portugal era do Minho até Timor, ora querem dizer com isso, que tanto era pertença de Portugal como província o Algarve ou as Beiras, como Timor, Moçambique, Angola!... Mas será mesmo, que assim era!?
Se era, porque razão a moeda não era a mesma !? Se era verdade serem províncias de um país ou territórios do mesmo país, porque razão os brancos nascidos nessas tais províncias tinham como estatuto registado nos registos civis e constava nos seus B.I., como brancos de segunda !?(esta era uma descriminação e exclusão social, de bradar até nos infernos. Lei feita por este tal estadista).
Se na realidade eram territórios pertença de um só país, porque razão o seu povo não tinha livre transito, entre essas tais outras províncias!?
Para se ir do Algarve para Moçambique ou para Angola era necessária uma carta de chamada escrita por alguém que já lá estive-se. Caso contrário era impedido de ir do Algarve para a tal outra província que fazia parte do mesmo país. Essa foi a razão que um milhão de portugueses para fuzirem à fome e à miséria deram o salto para França, por o Desejado não lhes permitia que fossem para as tais outras províncias do ultramar.
Todo o povo durante o domínio deste tal estadista tão Desejado, sofreu e, muito,foram vítimas da sua má governação ou ditadura. Mas, os que estavam nessas tais províncias do ultramar foram os que sofreram mais na pele e na vida, a péssima governação de Salazar, a sua ditadura, que na sua mediocridade não soube ou não quis, dar a independência a estes territórios em benefício de todos que lá se encontravam.
Este estadista tão Desejado foi informado sobre os acontecimentos que poderiam ocorrer em Angola em 1961, ele poderia ter evitado todos os massacres praticados a inocentes à sua má governação, protegendo-os, mas, não...Não o fez.
O homem era obstinado além de ditador, os resultados foram os que se conhecem.
Não existe dúvidas que é a estudar, porque razão hoje o nome desta criatura anda por aqui a circular, e o homem foi eleito o maior do ano!?...
Uma coisa entre outras, se ele fosse vivo e estivesse no poder, estes Blogs não existiriam, nem a liberdade de escreverem o que escrevem, e o que se lê, se o fazem é graças à liberdade que existe. Sem o Desejado.
Andam mas é a precisar de um Salazar e de uma PIDE, lá isso andam...
Estão mesmo a pedi-las.
Senhores vão todos dar uma volta à campa onde ele está, e deixem-se ficar todos por lá.
É útil para ele que passa a ter companhia e para todos nós que deixamos de ter estas pretensas lavagens celebrais.Como quem quer impingir ditadores e opressores como grandes homens.

José Carlos disse...

Pois meu caro anónimo:
Só hoje tive o privilégio de o ler. Penso - tenho a certeza aliás - que o meu estimado leitor não percebeu nada do que eu queria dizer. Não o culpo a si. Culpo-me a mim (pela minha falta de qualidades), mas também culpo a "Escola" que lhe ensinou tantas coisas que me revelou, que me deixou banzado.
Não devemos falar do mesmo Portugal.
Mas, repito, não tem culpa nenhuma. Vou-lhe responder com o destaque que merece. Hoje apenas lhe deixo esta pequena nota. Em breve poderá aprender (caso o deseje) algumas coisas que nunca lhe ensinaram.
Com elevada consideração.