sexta-feira, janeiro 30, 2009

Não é sornice, não!



nem sequer estou a dormir desde o tempo das "vacas gordas".

Faz hoje dois anos que iniciei esta aventura. Escolhi esta data por motivos óbvios.

A razão da entrada em liça foi nunca deixar de falar do muito nosso Rodrigo Emílio.

Depois entrei em velocidade de cruzeiro e tudo estava a decorrer de forma normal.

Subitamente e no ano passado (últimos meses) vi-me confrontado com necessidades acrescidas na minha vida profissional. A prioridade passou a ser outra.

E quando tudo parecia ter entrado nos eixos e de novo meti mãos à obra, decidi - estupidamente, digo eu - começar a aprofundar as minhas congeminações sobre a situação actual, causas, efeitos, preparação do futuro, como sair do atoleiro em que "eles" nos meteram, etc.

Ou seja em vez de pacientemente ir dando umas "bocas" periódicas sobre a conjuntura quotidiana, armei-me em "carapau de corrida". É uma chatice. Assim nunca mais actualizo o blogue. Pensar, sim, mas não tão aprofundadamente. Isto vai entrar outra vez no bom caminho. Penso, contudo, ter já algumas matérias suficientemenete aprofundadas para vos ir dando as minhas modestas opiniões sobre o que aí vem.

Aliás depois de ter lido o primeiro ministro britânico Gordon e o artigo de JM Júdice da semana passada no Público, fiquei mais espevitado nos meus propósitos analistas.

Vamos ver se sai qualquer coisa de aproveitável.

A todos os meus leitores obrigado pela pachorra que tem tido em visitar-me. Espero continuar por uns bons tempos mais.

Apostilha: Li agora um postal do meu Amigo Nonas sobre este "tasco". Postal de Amigo, claro. Só por isso aceito - com prazer - todas as suas "loas" aqui ao "Estaminé"

8 comentários:

a voz disse...

Obrigado e Parabéns pelo Trabalho que tem Aqui feito nestes dois anos.
Cumprimentos.
Mário

Anónimo disse...

Pois também lhe deixo os meus parabéns que bem merece. E uma vez que o promete no post que acabei de ler, permita-me forçar a nota: que venham mais escritos seus como os excelentes que tenho lido. Já tenho dito e repito, a blogosfera não se pode dar ao luxo de perder bons escritores que são simultâneamente patriotas e não sei muito bem porquê mas há nestes uma tendência (blogosférica) suicida terrível...
Porque é bom estar atento e não desistir nunca de lutar, ainda que pela escrita, se queremos ajudar Portugal a sair deste insuportável lodaçal. E não esquecer, os apatriotas esses não desistem nunca.
Maria

BOS disse...

Parabéns!

Flávio Gonçalves disse...

Já dois anos? O tempo corre. Cá o encontraremos daqui a mais dois, assim o espero.

atrida disse...

Parabéns, para o José Carlos e para quem o lê.

Diogo disse...

Fotografia engraçada. Faz apetecer ir a uma quinta estar ao pé dos animais. Estou farto de carros e poluição.

No Media Portugal disse...

ENR: uma editorial necessária

Quando alguém conscientemente e por iniciativa própria escolhe a via da Alternativa Nacional e Social, sabe que deve assumir, entre outras coisas, certas consequências:

Problemas no seu ambiente familiar e no círculo de amizades, problemas no seu trabalho e, sobretudo, deverá assumir ser tratado como um pária pelos órgãos de comunicação social. Ver como o seu nome é insultado e menosprezado; observar como se escrevem factos falsos sobre a sua pessoa e a inexistência de grandes possibilidades de defesa; ler mentiras, tergiversões e manipulações sobre os seus actos.

Por sorte, todos estes factos são aceites e convivemos com eles, dando-lhes a importância que merecem, mas não tenhamos dúvidas de que todas estas difamações chegam a muitas mais pessoas do que aquelas que conseguimos alcançar com a nossa verdade.

Agora que vai começar o julgamento contra as Ediciones Nueva República, agora que já começou o circo mediático no qual se podem ler as fábulas próprias de um filme de terror de série B, convém reivindicar a verdade e com ela o trabalho das ENR e o lugar no espaço cultural da Área, em particular, e da cultura, em geral.

Sem deixar dúvidas, durante os sete anos em que ENR actua abertamente como editorial, concretamente desde o ano 2002, - embora com existência e edição de alguns livros previamente -, o trabalho realizado foi mais do que considerável. Com efeito, numa altura em que poucas editoriais se atreviam a arriscar os seus escassos meios; em circunstâncias nas quais as dificuldades legais eram ainda mais manifestas; e definitivamente, numa altura em que era uma loucura apostar numa actividade que se encontrava desenraizada pela maioria dos militantes, a ENR propôs-se a ser uma editorial de referência.

No ano de 2003, como já deve ser do conhecimento de todos, ocorreu a tristemente célebre Operação Reich(?), a ENR sofria um grande golpe na sua jovem e débil estrutura, um golpe por qualquer prisma, diga o que disser a justiça, - injusto, de cariz político e destinado a afundar a editorial. Com a fé empregue na prossecução do seu objectivo, a ENR, decidiu continuar o seu projecto, uma continuidade que foi possível graças ao apoio da minha família e de alguns – embora escassos – camaradas.

Actualmente, uma centena de livros editados, dozes números da revista Nihil Obstat e seus cds de música, são o resultado do aval do trabalho editorial da ENR. Autores como José Luís Jerez Riesco, Erik Norling, Alberto Buela, Alain de Benoist, Jean Mabire, Eduardo López Pascual, José Luís Ontiveros, Tomislav Sunic e Joaquim Bochaca são alguns dos historiadores, filósofos e escritores que publicamos.

Seguramente, e como é lógico, o trabalho da ENR não pode ser ao gosto de todos; provavelmente temos cometido erros e equívocos – e quem entre os que trabalham não os cometem? – é possível que embora sempre tenhamos afirmado que entre a ENR e o MSR não existia qualquer vínculo, ainda haja quem continue a acreditar que sim; seguramente haverá quem se tenha sentido incomodado com a edição de um determinado livro, e a outros outro, mas o certo é que a variedade de pontos de vista e de ideias existentes na Área repercute-se na variedade dos nossos títulos e autores.

Sempre defendi que os balanços se devem fazer no final das etapas, e por isso a ENR terá que ser julgada pelo que realizou. ENR é, creio, uma peça fundamental e necessária na engrenagem cultural e formativa da Área. Talvez os juízes do Estado democrático decidam que há que dar um fim a esta pequena estrutura editorial. Seria tão o ponto final de uma actividade de todo pouco valorizada, criticada ou esquecida e irrelevante para muitos camaradas. Mas a nossa vontade é a de continuar a existir, picando o Pensamento Único, por isso, é justo, sempre e em todas as alturas, agradecer a todos od que de boa fé colaboraram e colaboram com a ENR, a todos aqueles poucos que nesse passado, mas tão próximo, 2003 nos ajudaram desinteressadamente, agradecer a todos aqueles leitores que sempre têm sido fieis às nossas novidades, e agradecer, também, aqueles que nas últimas semanas – com a crise que nos assola – têm colaborado com a ENR efectuando encomendas de livros com o propósito de nos auxiliarem economicamente para podermos fazer frente a todo o processo judicial. Foram poucos, muito poucos, mas o seu gesto, que os honra, anima-nos, torna-nos mais fortes e dá-nos vida para intentar seguir a nossa via.

Apoiar a ENR não é apoiar a Juan António Llopart, é apoiar uma editorial perseguida, é apoiar a formação de militantes, é apoiar a existência de um espaço de liberdade no grande espaço da mentira, é, em definitivo, apoiar uma parte da rede cultural da Área, e apoiar a cultura em geral.

A ENR está carregada de projectos e de livros pendentes de edição. A ENR chateia e por isso nos querem silenciar. O Pensamento Único persegue-nos com mais gana que a qualquer assassino, tratam-nos como delinquentes por publicar livros e querem afogar-nos economicamente para que nos vejamos forçados a ceder no nosso empenho. Por isso, com o vosso apoio continuaremos a fazer frente às suas mentiras, às suas leis e aos seus lacaios, continuaremos a defender com a palavra, os feitos e os livros da alternativa Nacional e Social, a Alternativa que, mais tarde ou mais cedo, instaurará a verdade e com ela a dignidade, a justiça e a liberdade de todos nós.

Hoje os livros são a nossa melhor arma, empunha-a!

Juan Antonio Llopart

http://www.edicionesnuevarepublica.com/

Manuel disse...

Estou preocupado com o prolongado silêncio.
Então como está?