sexta-feira, junho 06, 2008

Carlos Eduardo do Soveral

MAIS UM ADEUS
À memória de Carlos Eduardo de Soveral

Mais uma cruz no meu caminho.
Agora, a tua Poeta e Pensador.
Partes sozinho,
para o mais Alto e o Maior.

Folheaste, ciente, páginas da Existência
Com estudos profundos,
Onde é semente e flor a Inteligência
Dos cérebros fecundos.

Português,
Como os que o são,
Ouvi-te muita vez
Exaltar-nos a Alma e o Coração.

O Erudito, o Mestre, o Esteta,
Souberam bem gerir o seu talento.
Apenas o Poeta
Se ficou quase oculto, mas atento.

Carlos Eduardo:
Com que saudade aceno a despedida,
Daqui, onde inda sou e ardo
No fogo a esmaicer da vida!

E tardo,
Por não ser como tu,
Tão ágil na subida.


08.08.2007
(Inédito)
António Manuel Couto Viana

quarta-feira, junho 04, 2008

terça-feira, junho 03, 2008

Quem se mete com ... leva …

Disse um dia o actual “chairman” de uma das principais empresas capitalistas da nossa praça.

Lembrei-me desta grande máxima quando mão Amiga me fez chegar umas linhas escritas por uma mestra (agora mestres são aos montes) de uma “universidade” deste “país”, e relatadas (em teoria) por uma velha senhora que dá pelo nome de Cecília Supico Pinto.

Trata-se do Livro “Cecília Supico Pinto, O Rosto do Movimento Nacional Feminino”. A Dona Cecília, foi a 2º esposa de um dos principais conselheiros de Salazar, Clotário Luís Supico Pinto, e grande amiga de Francisco Costa Gomes e por afinidade ligada a Pinto Balsemão (ou seja todo um tratado...).

No livrito em causa conta-se um episódio (que nem a mestra - escrevinhadora nem a narradora se dão sequer ao trabalho de situar no tempo ou nos personagens envolvidas) e em que ambas adjectivam um dos maiores vultos da Cultura Portuguesa – Carlos Eduardo do Soveral – como um “pateta”.

Eu sei o que me vão dizer, a fulana já tem 87 anos, deve estar “gagá”, já não sabe o que diz, etc.

Pois eu acho que não é nada disso: acho que se trata de uma atitude bem pensada e bastante comum no tipo de pessoa e de “classe” que enforma a tal da dona Cecília.

E é por isso mesmo – considerando contudo que ela tem 87 anos – que eu vou começar a escrever umas coisas que cá sei sobre a situação. Não vou ser meigo, prometo, mas vou ter um pouco de tento na língua para não descer ao nível sopeiral às vezes tão comum nas “famílias burguesas bem” nobilitadas (no século XIX) após a vitória do campo liberal.

Em próximos episódios vou-vos falar do MNF, dos almoços no restaurante Lord, das lutas estudantis dos anos 60, da Acção Académica, das amizades, das sabujices com Salazar e com Marcelo Caetano, etc, etc, etc...

Continua ...

segunda-feira, junho 02, 2008

Lá querer, queria …




Pois é como eu gostaria de voltar a viver e usufruir da Velha e Grande Europa.

Dos seus usos e costumes, da sua Cultura, das suas raças, das suas características locais e comuns, da sua gastronomia, enfim de tudo o que a fazia um aprazível local para se nascer, viver, procriar e morrer.

De uma Europa de Pensamento, de Mitos, de História, de Arte,de Tradições. Dos despertares da consciência cósmica em períodos de crise. Do pensamento reflectido e lúcido. Da coesão social trans personalista. Dos Mestres, dos Soldados... Enfim da Europa em que nasci!

Resolvi consultar os velhos atlas que abundam lá por casa e espanto (dos espantos) não a encontrei em lado nenhum. Desapareceu. Evaporou-se. Milhares de anos desapareceram em poucas décadas.

Consultei os meus vizinhos. Nenhum sabia onde se encontrava e (mais grave ainda) nenhum tinha ainda dado conta que ela tinha desaparecido!!! E sem deixar rasto. Parece a Atlântida engolida pelo dilúvio, destruída para todo o sempre pelas forças da natureza.

Poderia chamar-lhe “desaparecida em combate”, mas nem sequer houve combate. Houve rendição sem qualquer tipo de luta. Pois como lhe vou chamar?

Sei lá, talvez União Federasta. Talvez União da Treta, ou então, por caridade não lhe chamo nada. Chamo-lhe “A Desgraça” e está tudo dito.

Olhei para o velho atlas e que vi:

- A anarquia financeira
- A destruição das soberanias nacionais
- A Távola Redonda é agora um Centro Comercial e um Hipermercado
- Tudo é temporário até ao processo final da globalização
- Os velhos e leais soldados ao serviço da Nato (guiada pelos do tio sam)
- A Justiça ao serviço dos interesses privados
- A imigração massiva e desordenada
- A “criação” de novas “raças” através da mistura de sangues
- A desregulamentação financeira
- O empobrecimento social
- A destruição cultural e educativa
- O tecido e a mobilidade social estão em parte incerta
- O bezerro de ouro do consumismo a todo o custo
- O caos social
- Um novo (e mau) feudalismo baseado no direito “natural” da potência financeira privada
- E ....

E que vejo eu, no primeiro Domingo em que tive um pouco de tempo para mim, após quase dois meses de loucura profissional?

Camaradas com bons, relevantes e leais serviços prestados preocupados com as eleições num qualquer partido alaranjado. Quando lhes pedi novas do País deram-me estas notícias. E ainda que a selecção foi para a Suíça dar uns pontapés numas belas, multinacionais e redondas bolas.

Prefiro voltar ao trabalho avassalador. Senão ainda vou mas é vomitar...

quarta-feira, maio 28, 2008

Os pós …



... de perlimpimpim

Fez no passado dia 22 vinte anos que morreu Giorgio Almirante, fundador e impulsionador do MSI italiano logo após o fim da República Social.

Hoje em dia o Movimento por si criado ocupa grande espaço no tecido social e politico italiano.

Os seus mais directos seguidores que (apesar da chefia de Fini) se revêem ainda na mítica figura do Pai Fundador desejaram homenageá-lo. Para isso decidiram – enquanto edis - dar o seu nome a uma série de ruas, rotundas, praças e estradas um pouco por toda a Itália, nomeadamente em todas as cidades da região de Lazio e na própria cidade de Roma.

Mas eis senão quando ...

O pós fascista Fini e o pós comunista Emanuele Fiano (em plena Câmara de Deputados) num estranho (ou talvez não) conúbio decidiram atacar Almirante declarando-o “racista” tendo a propósito citado um artigo de 1942 na revista “Difesa della Raza”, na qual Giorgio Almirante exercia o cargo de subdirector.

E daí a critica de ambos ao nome nos arruamentos.

Isto passou-se ontem. Mas já houve edis que declararam que as suas propostas eram para manter – nomeadamente em Roma – mesmo contra a opinião do “chefe”.

Apostilha: Não nos podemos esquecer que Fini foi nomeado herdeiro politico de Almirante pela influência avassaladora de D. Assunta, mulher de Almirante. Na altura tiveram de ser vencidos numerosos escolhos, mas que lá ficou o Fini, ficou. Mesmo contra a opinião dos mais avisados.

Só que depois se tornou pós ... E aí é que a porca torce o rabo ...

2ª Apostilha: Viram que em França a filha Marine também deu cabo do Front National em nome do pós ... E o pai Le Pen que se lixe ...

Malditos os pós ... de perlimpimpim ...

sexta-feira, maio 23, 2008

Há 75 anos? Ou hoje?




Em 18 de Outubro de 1933, Abel Bonnard, escrevia:

“Um politico é um homem que pensa nos seus interesses em lugar de pensar nos nossos,

é alguém que sente ter todas as obrigações para com o seu partido, quando deveria tê-las para a sua Pátria

é um homem público que vive do seu trabalho em vez de viver para o seu trabalho

É alguém que divide quando deveria unir

É um homem que raramente fala mal, mas que raramente age para o bem.

É um escravo disfarçado de homem que recebe ordens antes de as dar

É um ambicioso que só tem pequenas ambições

É alguém que tendo um grande lugar nunca tem a tentação de ser grande. Porque é preciso não nos esquecermos que a Política, em princípio, é uma arte alta e austera que pede a todas que a ela se dedicam Alma e Talento.

E se nos lembrarmos disto tudo vemos que os actuais homens políticos não são verdadeiramente dignos de o ser "

Apostilha: Parece que Bonnard está a viver em Portugal nestes tristes anos de início do século XXI. Ou então parece que só as “moscas mudam” ...

quinta-feira, maio 22, 2008

Canalhas, ...

Nojentos, Abjectos, Asquerosos...

É o que me apetece chamar-lhes. E pior ainda. Só não os trato por Filhos da ... por pura inibição da minha educação.

E tudo o que eu lhes possa chamar é pouco! Bem pouco! E bem parco!

E chamo isto a quem? Pois aos marcelistas da nossa praça.

Vamos a acalmar para ver se consigo contar a história.

Lá nos idos de 69/70 a RTP passou um filme em que o Doutor Salazar, visivelmente debilitado e doente, lia umas palavras dirigidas aos portugueses.

Valadão, o homenzinho de Marcelo lá na RTP, em conluio com a restante marcelagem, procurava assim apoucar Salazar, tendo como objectivo o “assassinato politico” do ex Presidente do Conselho.

Foi penoso para todos a visão daquelas imagens. Ninguém merecia isso, muito menos o Homem à sombra do qual medraram todos eles (os marcelistas). Ao menos Otelo quando desejou mandar-nos a todos para o Campo Pequeno para nos fuzilar, teve uma atitude muito mais digna!

A história é antiga, e mereceu comentários fortes (bem fortes) de Franco Nogueira, Múrias, Freitas da Costa, e tantos e tantos outros.

Mas eis senão que surgiu agora um elemento novo. Existem no Arquivo Histórico da RTP as imagens (não passadas na altura – deviam estar guardadas para mais tarde...) dos bastidores da intervenção. E esses bastidores ainda são bem piores do que qualquer mortal poderia imaginar. O achincalhamento de um pobre, doente e velho Homem são atrozes. Os comentários e as ordens dadas, Deus Meu!!!!!!!!!!!

Pois é, mas para mal dos meus pecados, eu vi – ontem - parte delas! Não tive coragem de ver tudo, tamanha a canalhice das imagens e do som.

Mas como é que eu cheguei lá perguntarão os meus leitores. Foi simples. A filha de Vitorino de Almeida (também ele lá andou pelas marcelices...) uma tal de Inês de Medeiros resolveu fazer um filme documentário que intitulou “cartas a uma ditadura”, em que mescla cartas escritas por mulheres portuguesas a Salazar com entrevistas actuais às autoras das cartas ainda vivas bem como outros documentos. E um desses documentos é o tal filmezinho...

Mão amiga fez chegar essas imagens a outro Amigo que fez visionar as imagens a um muito restrito número de pessoas. Mas em breve todos os que forem ver o tal documentário vão ser agredidos por estas imagens...

Inês de Medeiros, não percebendo nada de nada do que tinha passado (também não admira ...) deu uma entrevista à Pública de Domingo em que se referia ao tal filme de uma forma totalmente desajustada. Na sua cabecinha aquilo foi feito pelos do anterior regime em louvor de Salazar...

Só vos digo que por uma questão de higiene mental não vejam. É demasiado triste. É demasiado achincalhante.

Aquilo sim é o marcelismo no seu melhor (que é sempre o pior). Razão tínhamos nós jovens na altura sobre as qualidades “morais” da marchuetagem que nos governava.

Apostilha: O Nonas com a sua elevadíssima educação resolveu (e quanto a mim bem) não dar resposta a um marcelista que o criticou por ele dizer do Marcelo das Greves o que disse.

Mas olha se desejares – meu Caro Nonas – responder ao senhor marcelista, diz-lhe apenas para ver umas duas ou três vezes o tal filme feito lá pelos da cáfila marcelista. Olha que ele não vai aguentar. E passa-lhe a marcelice para sempre.

2ª Apostilha: Para quem não saiba o tal Valadão, de seu nome Ramiro, foi o controleiro colocado na RTP por Marcelo. Foi um dos três ou quatro elementos do anterior regime acusados de se terem locupetado com "dinheiros públicos" (por acaso todos marcelistas, porque seria?). Valadão, chamado pelo Diário de Lisboa da época de "Valadrão" teria oferecido a uma canconetista da nossa praça - a Tonicha - um casaco de peles e muitos ramos de flores à conta dos dinheiros da RTP. Lá penou ele na cadeia o entusiasmo por uma das vedetas da altura, apoucada nas festas da Universidade como a Tonicha Salsicha...

quinta-feira, maio 15, 2008

Eu tinha um Camarada ...



Ás 00H02 do dia 11 deste mês faleceu o Coronel Paraquedista Sigfredo Costa Campos.

Um dos Oficiais mais condecorados das FFAA portuguesas. Um verdadeiro Patriota. Um verdadeiro Português.

Lutou na Guiné, em Moçambique e na frente Metropolitana. Foi o criador e comandante dos Grupos Especiais e Grupos Especiais Paraquedistas que actuaram na frente de Moçambique. Dos cerca de 21.000 Homens por ele comandados nenhum se rendeu ou traiu, com excepção de um oficial do quadro permanente que se passou para os do mfa.

A sua última mensagem às suas tropas, já depois do 25 do 4 foi a de que "Nunca se rendam".

Depois do 25 assumiu, juntamente com o Coronel Comando Gilberto Santos e Castro, a chefia militar das forças que na Metrópole, em Angola e Moçambique lutaram contra os invasores de Moscovo e de Washington.

Continuou a dar o exemplo de Português e de verdadeiro Militar. O seu papel foi preponderante para a derrota dos moscovitas quer na Metrópole, quer ainda em Moçambique.

Na parte final da sua Vida (sempre vivida com enorme alegria e dedicação) e já atingido pela doença que não perdoava, Costa Campos preferiu que o rodeasse o silêncio. Silêncio esse que foi respeitado.

Por tudo o que ele foi, por tudo o que ele representou, por tudo o que ele lutou, jamais se apagará da nossa memória.

Coronel Sigfredo Costa Campos
PRESENTE !!!

Retirei (para já)...

Pois para já retirei a bandeira que tinha colocado manifestando-me contra os presos políticos. Para já os quatro presos sairam.

Depois vê-se o que acontecerá...

quinta-feira, maio 08, 2008

Dali, sempre o meu Salvador...




A lágrima - O Enigma.

A Mulher (de luto) que se despede ...

Hoje, sobretudo hoje !

Tenho de ler Degrelle. É-me essencial para a minha paz interior. Necessito urgentemente de lavar a minha alma. E nada melhor do que Degrelle.

Já recebi o "Le Sec et l' Humide". È mau, muito mau. Passei só uma vista de olhos, mas uma coisa me surpreendeu (ou melhor dizendo não me surpreendeu): um nítido sentimento de admiração profunda pelo biografado. Aliás quem o conheceu (e eu fui um dos grandes - enormes - privilegiados) não poderia esperar outra reacção

Mas meus caros leitores se quiserem deleitar-se comprem a reedição do livro Feldpost, recentemente reeditado em França pelas edições l' Homme Libre. 12 euros custa este manífico livro. Não percam. São as reflexões intímas de Leon na campanha da Rússia de 41/42. São cartas enviadas a familiares e amigos através do serviço postal militar. É uma experiência única de um espírito único. Recomendo-o vivamente.

"Aqui não temos nada e contudo somos felizes ... A vida é sempre bela quando se olha com as luzes de uma alma em paz ... Vós que estais nas vossas casas bem aquecidas, nunca se queixem de nada! É preciso sempre olhar para aqueles que têem menos e alegrar-mo-nos do que temos, sem enchermos o nosso espírito de quimeras ... É necessário despojarmo-nos de tudo, para encontrar a alegria que floresce nas almas nuas..."

É todo esta mistura de cristianismo místico e de estoicismo guerreiro que enche as mais de 100 páginas deste livro. Leiam-no e bebam-no. Alegra qualquer Alma e qualquer Espírito"

Link para comprarem o livro: http://editions-hommelibre.com/achat/index.php?catid=39. Preço 12 euros.

A propósito do 8 de Maio

Olhemos à nossa volta e tenhamos consciência da "sorte" que temos de viver numa democracia quase universal. Deixemo-nos de lamentos. O fim das ideias de Nação, Raça, da Honra, do Espírito Cavalheiresco do Guerreiro, é hoje um dado adquirido por "eles".

Calemos a boca, pois, e deixemos que “eles” festejem, claro ...

quarta-feira, maio 07, 2008

Ou acreditas ...

... que o nosso regime democrático é o melhor, ou...


Tudo começou com Caim ...

Vivemos a continuação da guerra (por outros meios).

Desde há várias décadas "eles" só deitam sal e vinagre nas nossas feridas.

Vivemos a guerra eterna entre o nómada e o sedentário, entre o comerciante e o produtor, entre o pilha-galinhas e o Guerreiro, entre o Homem e a besta.

A primeira guerra da humanidade começou quando Caim matou Abel.

Depois e em continuação tratou-se apenas e só de vingança.

E não é com sal e vinagre nas feridas que as mesmas se curam.

Manter o Rumo!



Ontem, Hoje, Amanhã, Sempre

Bola de Cristal, ou ...

O previsível desenlace ... Ou a necessidade de não perder a cara...

Voz amiga que não encontrava há bastante (demasiado) tempo disse-me ontem que (acompanhando como acompanhou o tal do julgamento – ao contrário de mim, esclareça-se) via já o destino traçado dos acusados.

Ou seja, segundo ele, (não é jurista, entenda-se) o Senhor Mário Machado vai-se lixar. Vão dar-lhe um cúmulo jurídico com as condenações anteriores (não politicas) e vai de cana efectiva uns anos. E tudo sem ser por motivos políticos. Ou seja “eles” safam-se...

Os outros, deve ser tudo com penas suspensas e alguns absolvidos.

E isto tudo para não enxovalhar a nossa querida policia e o nosso querido ministério público. Para não dar ideia que a montanha pariu um rato.

E também para justificar que lá na policia (que trata da) politica se mantenha em funções a tal estrutura que segue (há mais de 20 anos!!!) a actividade da extrema direita. (Pergunta de algibeira: será que também há lá tipos para vigiarem a extrema esquerda? Duvido...).

Também me explicou algumas coisas que ouviu em Tribunal referindo-me mesmo nomes de alguns personagens lá da tal estrutura da policia. Por uma questão de higiene mental esqueci de imediato esses nomes e tudo o resto. Já tenho porcaria de mais na minha cabeça para perder tempo com essas gentes.

E ainda me revelou o nome do tal da apreensão dos livros e das suas (patéticas) justificações em Tribunal. Também me obriguei de imediato a esquecê-lo, como é óbvio. Prefiro continuar a chamar-lhe o Colosso Cultural. Que ele é sem dúvida. Eu, se fosse Primeiro Ministro nomeava-o já – mas mesmo já – Ministro da Cultura. E acho que o Sr. Teixeira Pinto o devia nomear Director lá da sua Editora. Mas este facto inibia-nos de ver a sua brilhante actividade de perseguidor/apreendedor de livros em Portugal. Pensando melhor (e a bem do mercado livreiro português), mantenham-no no lugar...

Apostilha:
A propósito dos esclarecimentos à apreensão dos livros feitos lá pelo polícia no tribunal: ri-me à gargalhada com a história do 1143. Afinal o D. Afonso Henriques era mesmo neo-nazi. E skinhead de certeza... (só não sei se era influenciado pelo neo-fascismo italiano ou pelo neo-nazismo inglês e alemão...). E teria licença de uso e porte de arma? E em dia?,,, E teria Biblioteca?...

Pergunta de algibeira



No seguimento do brilhante trabalho que está a ser levado a cabo pelo Nonas sobre a Guerra do Ultramar resolvi fazer uma pergunta de algibeira:

Porque será que os spinolistas fizeram o 25 do 4 logo após o General Betencourt Rodrigues ter ido para a Guiné e ter começado a dar cabo do PAIGC.

Não nos esqueçamos que o General Betencourt se especializou a ganhar guerras (a do Leste de Angola, por exemplo).

E se ele fizesse o mesmo na Guiné lá ia o prestígio do Traidor Traído por água abaixo.

Seria or causa disso?

terça-feira, maio 06, 2008

A anti americana (primária) da semana

O "significado" da Imagem ...




A nossa "querida e catita" esquerda no seu melhor:

Rato Mickey, foice e martelo e movimento gay...

Não há Circo sem Palhaços




Dos meus longínquos tempos de criança lembro as idas ao Circo. Com os meus Pais lá ia eu deslumbrado ver os trapezistas, os animais, os equilibristas e acima de tudo os palhaços. Um dia cheguei eu a dizer à minha Mãe (após ver o grande Palhaço Anhuca) : não há circo sem palhaços!

Como eu era precoce naquela altura. Sempre intuí a necessidade da “palhaçal figura” no mundo do circo.

E hoje que (sobre)vivo neste grande circo democrático, continuo a achar que “isto” sem palhaços não funciona!

Toda esta introdução tem a ver com a actuação de um determinado e fedorento elemento da troupe de palhaços do regime. Data: ontem; local: “atacando” em Monsanto.

E que disse o nosso miau: pois que se sentia a “tiritar de coragem” face aos energúmenos da extrema direita que tinham posto na net umas ameaças à sua santificada figura. E que até tinham ameaçado a sua Família, e que eles eram muito maus, batiam muito, etc... Aos costumes disse ser “um burguês de esquerda”, omitindo a sua anterior militância no PCP, é claro.

A sua coragem foi definida para sempre num famoso programa da TV quando mandou uma “piadita” a D. Odete, lá do PC. Só que ela não gostou e respondeu-lhe à letra. É claro que o nosso “menino” (conhecedor profundo dos meandros do Partido) lá se desculpou, numa auto-crítica pungente, metendo os pés pelas mãos face ao desaforo de ter gozado com uma verdadeira militante.

Sobre a sua cor “burguesa quando foge” estamos esclarecidos.

O que me chamou a atenção para esta situação foi o facto de os nossos queridos jornalistas terem ocorrido em massa para o verem a atacar em Monsanto. Ou seja: após um (mais do que) significativo silêncio sobre o tal do julgamento (porque será???) resolveram que uma das mais importantes acções dos tais da extrema direita foi ameaçar o tal burguês gatito.

Ou seja a montanha pariu um rato, tanto o que me é dado a aperceber.

Apostilha:

Que fique bem clara a minha posição: não aceito, nunca aceitarei, e se souber antecipadamente opor-me-ei de forma resoluta, a todo e qualquer ataque a membros de Família seja de quem for. Os assuntos (em caso de necessidade) resolvem-se entre Homens. E face a face. Um para um. O resto é cobardia!

Aliás quem é especialista em atacar as mulheres e crianças dos Nacionais é a esquerda (burguesa ou não). Quem não recorda a prisão de uma jovem de 14 anos pelos copcães para o Pai e os Irmãos se entregarem? Quem não recorda a prisão pela nossa esquerda catita de um Oficial de Marinha para que o seu Pai se entregasse (o que quase conseguiram, obrigando a uma arriscada operação para o tirar da cadeia)? Ou seja quem quer que tenha escrito o que escreveu no tal fórum das duas uma: ou era burro de todo ou (a razão mais plausível) era da Policia e/ou da esquerda (caviar ou não)

terça-feira, abril 29, 2008

E gastam-se milhões com as novas pistolas, para quê?

Só se for para armar - com armas topo de gama - os malandrins.

Se "eles" já não conseguem garantir a sua segurança própria, das duas uma: ou contratam a Securitas ou fecham as portas.

A pistolinha lá do da judite do "carjacking"do Porto lá foi parar a "boas mãos". As de Moscavide não foram, porque eles não quiseram.

Não perca: Em cena numa favela perto de si.

Omissões

Leitor atento chamou-me a atenção sobre a minha omissão de botar faladura sobre o Cónego Melo.

Aceito a farpa, merecida é certo.

Mas poderia desculpar-me dizendo que este mês foi mau a nível profissional e patati patatá (verdade nua e crua).

Mas não foi só por isso. A mesma razão que me levou a não falar sobre o Cónego Melo foi semelhante ao tempo de meditação que a mim próprio me impus aquando da morte de João Coito.

Tenho dificuldades, por vezes, de falar de algumas pessoas, coisas ou situações.

Mas não há nada como uma provocação para nos impor uma reflexão.

O Cónego Melo - e digo-o com toda a sinceridade - foi um Homem imprescindível num período crítico da História de Portugal. E foi também um Homem Providencial.

Lidei com ele apenas e só após a vergonhosa campanha feita para o tentarem associar ao assassinato de um tal Max (ao que consta foi sacerdote). Os caminhos percorridos na resistência a Moscovo e Washington foram diversos. O Cónego Melo, mercê do seu carisma e capacidade de trabalho - e uma extraordinária lealdade ao seu Bispo - conseguiu "liderar" uma revolta popular no Norte, muito semelhante à revolta contra os afrancesados da 1ª invasão napoleónica.

Honra lhe seja dada. Mas também inibiu e impediu um outro tipo de resistência mais complexa que se desenhava na altura. Acho que a ele se lhe deve o "regime" que actualmente nos governa. Certo estou que não estariam na sua mente as consequências da sua actuação. Preferiu (à portuguesinha...) uma "coisa comezinha, sem grandes estardalhaços" a uma autêntica luta contra os invasores.

Foi sincero. Acreditava nisso. Foi para todos os efeitos um Homem Bom. Um Patriota. Um Homem da Igreja. Leal, Prudente, Corajoso.

Quem lhe conheceu o pensamento e a acção só o pode considerar um Homem de Bem.

Paz à sua Alma, e que os que - ainda hoje - o acusam de tantas malfeitorias metam a mão na consciência e vejam que se cá estão a ele o devem...

A palavra é bonita, não é?

O Licenciado Sousa no dia do Tratante referiu algo de extraordinário.

Disse gostar da "palavra" Pátria (é bonita, é aberta, é poética, é musical, tem prosódia, digo eu). Mas sobre o "conceito" disse nada...

Aliás, minto, disse. E disse o quê? Que para ele Pátria devia estar junto com progressista. Ou seja Pátria Progressista é que é!

Bem dizia o falecido camarada Fanan: "Acordei pensando que tinha a minha Mãe a meu lado e descobri horrorizado que em vez da Mãe estava a Madrasta". Sim porque ela tinha morrido e ninguém nos disse nada.

Pois eu, meus Caros, continuo a Amar a minha Mãe Pátria, e não preciso de a adjectivar. Mesmo estando ela morta!!!

4 anos !



O Pena e Espada fez 4 anos. Parabéns a todos nós que o disfrutamos com tanto prazer. Que continue por muitos e bons anos.

Como prenda aqui vai um poema do muito nosso Pessoa. Que se aplica a 100%. Aplica-se a todas as perseguições sofridas e a sofrer. Sim porque "eles" não largam:

"Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, / Não há nada mais simples, / Tem só duas datas a da minha nascença e a da minha morte, / Entre uma e outra coisa todos os dias são meus."

Sim são dele, mas felizmente também são nossos. Obrigado!

São só os jovens?

O Professor Silva ficou muito preocupado com o desconhecimento dos jovens sobre o 25 do 4.

Algumas reflexões.

Esta data continua a desencadear opiniões muito desencontradas entre a geração que o viveu. Viu-se na cerimónia. De um lado - a esquerda catita - todos e todas com a flor oficial da união soviética; do outro lado - nada. Ou seja a divisão é total.
Se "eles" não se entendem, se "eles" não tem coragem de assumir tudo o que fizeram à Pátria Portuguesa, se a queixa crime contra os responsáveis foi arquivada, o que é que eles querem?

Dêem tempo ao tempo. As futuras gerações de portugueses (se ainda existirem) os julgarão e estou seguro que a História NÂO os absolverá!!!

segunda-feira, abril 28, 2008

E depois como e que "eles" apreendem?


O Secretário Geral do Conselho Central Judeu da Alemanha, Stephen Kramer defendeu que o livro de Adolf Hitler, Mein Kampf, deveria ser colocado on-line na Internet (comentado, por eles, é certo). Duas razões: uma pedagógica e outra lembrando-se que em 2015 o Estado Bávaro perde os direitos de autor de que dispõe. Depois é que vai ser um fartote...

Só uma dúvida. Depois como é que eles fazem para apreender os livros? Apreendem a Internet? Capazes disso são eles...

Piazzale Loreto




A minha Homenagem aos Profanados de 28 Aprile.

Colossal ... Piramidal ... Bestial !!!

Lido no Camisa Negra:

«Através das escutas telefónicas e da monitorização do site fórum nacional chegámos à conclusão que se tratava de um forum de cariz nazi, fascista, racista, xenófobo e homofóbico, em que alguns personagens resolveram associar o nacional e o social, e através do qual os individuos pretendiam criar uma rede/network ligada às células/chapters no estrangeiro, que por sua vez têm ligação com o terrorismo internacional, isto com o objectivo de levar a cabo atentados e derrubar o estado de direito democrático.»(sic, resic, retudo)

Isto não é nenhuma anedota, ao contrário do que possam pensar.

"Isto" é a acusação contra os elementos que estão a ser julgados.

Depois daquela coisa da confusão entre o neo-fascismo italiano e o neo-nazismo alemão e inglês só nos faltava mais esta.

Meu Deus ... ao nível a que "eles" chegaram. E o que é mais grave é que dizem estas coisas sem se rirem.

E isso, meus caros, preocupa-me. Não dá para rir, não. Dá antes de tudo para chorar. Imaginem as nossas "elites" assim e calculem o "país" em que nos estão a transformar!

Por Amor de Tudo o que é Sagrado na Vida, estudem, s.f.f.

Apostilha: "associar o nacional e o social" que grande admiração. O que "eles" sabem sobre os nacionalistas é de bradar aos céus!

quarta-feira, abril 23, 2008

Boutade genial!

A de um comentário a um postal que li sobre o tal Monumento em que o Sr. Costa (O gasta milhões) mandou colocar lá para os lados de S. Domingos.

E dizia o comentário: "aquilo não é um monumento é um mictório para cães".

Que certeza de análise. Aposto dobrado contra singelo que vai ser a principal função do dito. Os canídeos de Lisboa agradecem...

A propósito do Campo dos Melros

Os muito nossos Humberto Nuno e Duarte Branquinho não tem deixado de permanentemente falar do Kosovo (Campo dos Melros, em linguagem eslava), berço da Nação Sérvia e local sagrado das principais batalhas contra os inimigos da Europa - os Turcos.

A propósito deste assunto não quero deixar por dar à estampa em Portugal um pensamento de alguém que me é muito querido (no campo intelectual) - Peter Handke.

« O mundo, ou seja o auto proclamado mundo sabe tudo sobre a Jugoslávia e a Sérvia. O mundo, ou seja o auto proclamado mundo sabe tudo sobre Slobodan Milošević. O mundo, ou seja o auto proclamado mundo sabe toda a verdade. É por isso que a auto proclamado mundo está hoje ausente, e não somente hoje, e não somente aqui. É por isso que o auto proclamado mundo não é o mundo. Eu não conheço toda a verdade, mas olho, escuto, sinto, recordo, estudo, pergunto-me. E é por isso que eu estou hoje aqui presente, perto da Jugoslávia, da Sérvia, de Slobodan Milosevic ».

Com isto está tudo dito. Os seja os nossos HNO e DB também estão hoje aqui presentes. Bem hajam.

Apostilha: esta cabeça já não é o que era. Então não é que eu queria dizer melros e disse corvos. Internem-me, por favor...
O que me valeu foi a bicada do HNO

Em Abril, Traições Mil

É hoje aprovada a completa, total, absoluta e expressa entrega (e capitulação sem condições) de toda a nossa soberania aos senhores de Bruxelas. (pena de morte incluída).

Raios partam os dias de Abril!!!!

Nasci de Mãe e Pai portugueses, vou morrer entregue à bicharada! Tenho nojo desta época em que vivo, destes indivíduos que me rodeiam. Deste impuro e detestável ar que sou obrigado a respirar! E tudo por umas míseras moedas, que junto por junto nem 30 dinheiros devem valer!

terça-feira, abril 22, 2008

É amanhã que é restabelecida em Portugal a Pena de Morte!

Só para inimigos (políticos) deste regime...

E ninguém fala disso.

Porque será?

O Tratado vai ser aprovado sem sequer haver discussão...

Os deputados vão todos levantar-se e aplaudir freneticamente.

Apostilha: Será que pelo menos um leu o tal documento?

Na morte de um verdadeiro adversário

Morreu Francisco Manuel Martins Rodrigues. Ex membro do Comité Central do Partido Comunista Português, (Campos) do qual foi expulso (Cunhal nunca lhe perdoou). Junto com o D'Espiney e o Pulido Valente fizeram a Frente de Acção Popular, que se distinguiu por ter iniciado a luta armada contra o anterior Regime.

Pós 25 do 4 foi um dos principais membros da chamada extrema esquerda. Foi igual a si próprio em toda a sua acção política.

Foi um adversário que nunca enganou. Se tivesse conseguido ter-nos-ia morto a todos. Era contudo um espírito que nunca vacilava. A sua Política Operária, (pós - 25 de Novembro) revista que sempre li com prazer, foi um marco na extrema esquerda portuguesa.

A sua análise do 25 do 4 foi sempre, quanto a mim, a mais bem fundamentada da esquerda portuguesa.

Quem desejar lê-la nada melhor do que procurar na net a sua conferência, em Maio de 2002, nas VI Jornadas Independentistas Galegas. Trata-se de um documento fundamental para a percepção do 25 do 4 visto pela esquerda.

Como adversário foi leal, porque nunca escondeu o que pretendia e como o pretendia. Sabia que podia matar e sabia que podia morrer. Teve sempre por nós (os seus verdadeiros adversários) um profundo respeito.

Também nós - os que o combatemos - lhe demos o mesmo respeito.

Agora que morreu apenas desejamos paz à sua Alma.

segunda-feira, abril 21, 2008

ISTO É QUE É O “TRATADO”, FEITO PELOS “TRATANTES!!!!!!



Pois é, meus Amigos.

À socapa, como é timbre “deles” a partir da ratificação do Tratado do Mar da Palha (ou de Lisboa, como preferirem) é reintroduzida na Europa a pena de morte.

Desculpem a crueza da imagem acima publicada, mas é isto que “eles” fizeram.

Mas como?, se ninguém fala disso, dirão os meus estimados leitores. Pois é muito simples.

Uma série de juristas alemães e austríacos que leram o tal do tratado (nomeadamente Albrecht Schachtschneider e Helga Zepp – Larouche – veja-se Helga Zepp Larouche, «Demand a referendum on EU Lisbon Treaty», EIR 7 Março 2008. Ver também : «Death penalty in Europe: only for enemies of the state», Brussels Journal, 13 abril 2008.) chamaram pela primeira vez a atenção para as consequências jurídicas de uma nota de fim de página ( o tratado tem centenas).

E senão vejamos:

O tratado diz: “è abolida a pena de morte”, mas tem uma chamada de pé de página em que se diz: “excepto em caso de guerra, de desordem e de insurreição (war, riots, upheaval – no texto inglês). Como compreenderão este facto é de uma gravidade jurídica extrema. È inserido na ordem jurídica (vinculativa) europeia uma nota sem qualquer definição ou limites, com o objectivo de os estados poderem fazer cumprir a pena suprema. E sem regulamentação. O que é uma desordem? O que é uma insurreição?
E quem julga? Quais os limites para as manifestações (ou desordens)?. Quem definirá estes casos como passíveis de pena de morte? Quais os Tribunais? Normais, especiais, ad-hoc, populares?

E mesmo em caso de Guerra. Caso se trate de operações contra o “terrorismo”. Quem o define como tal? Terrorismo é lutar contra os sionistas e os americanos? E quem julgará os outros? Os da “ordem”?.

E quais os direitos de apelo? Para o Presidente ou Rei de cada País? Para o Presidente da UE?

Meu Deus, ao que chegámos.

E aposto singelo contra dobrado que os nossos queridos parlamentares vão aprovar o tratado no dia 23. Sem um queixume. Mais, aplaudindo de pé e extasiadamente.

Apostilha: Quem for contra a ordem estabelecida comece a preparar o pescocinho, porque qualquer dia toca-nos a “nós” o baile na corda...

domingo, abril 20, 2008

Calvin Klein - Sempre na moda



Uma absoluta e inalienável - contudo, serena - Fidelidade:
A favor e contra tudo!

sábado, abril 19, 2008

A anedota pegada




São estes os brilhantes governantes da eurolândia.

Como podem observar não lhes falta charme nem bom gosto!

Anedota de décadas...

Segundo um livro que vai ser publicado e que ontem foi objecto de uma grande reportagem no Público, o "heróico capitão de abril (sic)" Salgueiro Maia mandou disparar as metralhadoras contra mulheres, velhos e crianças que estavam dentro do Quartel do Carmo.

Recordo a propósito que aquando do cerco ao Alcazar de Toledo os socialistas, comunistas, trotskistas e anarquistas, deram possibilidade (antes de atacarem o quartel) de serem evacuadas as mulheres, velhos e crianças que lá se albergavam.

Porque será que o homem que tem estátuas, pontes, etc..., não disparou contra os tanques da Cavalaria 7 e disparou contra civis?

Só peço encarecidamente a um oficial de cavalaria (que também estava à data na EPC e que assistiu a muito) que conte o que sabe. Era um serviço público...

Anedota da semana - II

O senhor Pacheco Pereira deu-nos hoje, no Público, uma perspectiva "linda" sobre os desertores e refractários fugidos à Guerra do Ultramar.

Segundo aquela bela cabeça eram "patriotas"!!!!!

Mas também ele não diz qual a Pátria que eles amavam e defendiam. Podia ser (à escolha) a pátria do socialismo ou a pátria do capitalismo.

Logo a anedota perde toda a graça.

É pena...

Anedota da semana

Então eles levam 5 e o Luís Filipe que se demite é o do psd?

sexta-feira, abril 18, 2008

O senhor bensaude e o rolha


A esquerda deve estar hoje toda de luto. Depois do Otelo, vem o sr. Bensaúde (à data dos factos bem - mas mesmo bem - ligado à esquerda catita que queria abichar para todo o sempre este país) louvar o bom do xico rolha, a propósito do lançamento da biografia desse indivíduo.

Ou seja para a esquerda e para os investigadores universitários o rolha impediu a guerra civil. É com essa história que nos matraqueiam a cabeça há bons anos.

Mas a verdade verdadinha é que ele impediu a sua própria derrota. Como devem calcular uma guerra combate-se com munições. Os carros de combate e a deslocação de tropas consomem gasolina ou gasóleo. Alguém já se deu sequer ao trabalho de ver quantas munições é que o lado da esquerda (e a sua comuna de lisboa) dispunham à data do 25 de Novembro?

E quais as possibilidades (sem domínio aéreo e acesso a fronteiras terrestres ou marítimas) de resistência é que eles dispunham?

Cunhal não mandou sair os fuzileiros porque sabia - tão bem como "nós" - os números. E acima de tudo não era nada parvo.

Mas o bom da fita é o sr. xico rolha.

E se fossem dar banho ao cão!

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades ...


«na conjuntura económica mundial, com a concorrência asiática, nenhum Governo faria melhor do que o actual em termos económicos»

Otelo dixit. Ontem em Fafe, onde se deslocou para falar do pronunciamento do 25 do 4.

Ou seja, também ele já se rendeu ao espírito socretino imperante!

O que os do berloque não devem estar a pensar...

E porque não em fritura de pastéis de bacalhau?



Vi hoje o DR 2º série, 51 de 12 de Março de 2008, página 10670 e seguintes.

Adorei.

A Universidade do Algarve vai fazer uma Mestrado em Manutenção de Campos de Golfe.( com 120 ECT - Bolonha)

Como vocês devem calcular a falta que faz ao Mundo este Mestrado. E para quando o Doutoramento? E a abertura da Cátedra?

Meu Deus como a nossa universidade pública está evoluída!

Isto sim é que é serviço público de educação!

Somos os maiores, Yo!

quinta-feira, abril 17, 2008

Um dia depois ...



Só hoje tive uma nesguinha de tempo para lembrar o enorme António Lopes Ribeiro.

Coloco um dos seus mais famosos poemas, dito por João Villaret. Ontem tentei ver se uma cópia da Revolução de Maio que possuo (ainda em beta) estaria visível, mas o cansaço já era tanto que nem para isso deu.

Recordei-me dele - dos últimos tempos. Da Rua, onde integrava aquela equipa de galácticos (Múrias, Amândio, Couto Vianna, Soutullo, Morais, Rodrigo Emílio, Jasmins, Walter ...) que fez mesmo o combate do futuro. Que simplicidade, que bom gosto, que talento, que combatividade. Era de uma outra têmpera. O que eu - e todos nós - aprendemos com ele. O gozo que me dava confrontá-lo com as suas opções estéticas (desde a pintura à fotografia).

Não haja dúvida eu fui toda a vida um privilegiado. As pessoas com quem me pude cruzar ao longo da minha vida. Tem valido mesmo a pena! Assim é bom viver!

segunda-feira, abril 14, 2008

16 euros para o galheiro ...



Pois é lá gastei eu 16 euros para mandar vir o livro, e agora bem arrependido estou.

Quando li as críticas cheguei à conclusão que o nosso "autor semita" foi buscar aos seus antepassados as terorias freudianas para fazer a psicanálise do fascista.

E a quem é que o nosso homem recorre?

Pois a Klaus Theweleit autor de um livro que li em francês e que no original se chamava "Männerphantasien", ou em português as "Fantasias de Macho". Livro já com bem mais de 20/25 anos.

Nesse livro, o autor, também da nacionalidade de Litell, psicanalisa o "fascista", ou (para ele) o macho - soldado, intuindo deficiências na sua formação de infância, (recorrendo-se de autores como Melanie Klein e Margaret Mahler) e da psicose (sobretudo trabalhos de Michael Balint ), assim como conceitos herdados de Deleuze e Guattari. O modelo freudiano da coisa, do eu e do super eu, e logo de Édipo (segundo o bestunto do autor) não pode ser aplicado a um fascista porque de facto ele nunca se separou da mãe, logo nunca se tendo constituído como um eu, no sentido freudiano do termo.

Logo, o "fascista" não nasceu ainda completamente. Não é contudo um psicopata, realizou apenas uma separação parcial; ele sociabilizou-se, fala, escreve, age, e de forma eficaz, além do mais toma para si o poder. Para aí chegar tomou a forma de um Eu exteriorizado que toma a forma de uma carapaça ou de uma armadura muscular.

Ora depois de se ter lido o "instigador" que esperamos nós do "instigado". O pior, como é óbvio. Eu já aturei em devido tempo (por casamento) uma mulher psiquiatra. Chegou-me para compreender a verdadeira dimensão daquela gente a quem eu apelidava - muito a propósito - de uma cambada de feiticeiros. Só não percebi, nem percebo para quê o ela ter suado as estopinhas para frequentar (na época) um curso de Medicina. Enfim ... Não falemos mais disto.

Mas para concluir sou obrigado a dizer. Vou receber o livro (já o paguei). Vou oferecê-lo. Já li o outro e já me chegou.

Sim porque eu não sou masoquista!!!

Apostilha: Agora os meus estimados leitores já percebem o internamento num Hospital de Loucos de Ezra Pound, levada a cabo pelos americanos. E também o uso da psiquiatria para internar os opositores ao comunismo na União Soviética.

Sim porque para eles quem não achar que a "democracia deles" e o "comunismo" não são os sistemas ideais, leva com o Freud em cima e vai de cana... num hospital psiquiátrico

Nós Continuaremos ...

Hoje li um comentário/resposta de um pretenso salazarista a uma “provocação” de João V. Claro sobre Marcelo (sim o das greves...)

Sei muito bem da alta capacidade de resposta e de argumentação daquele que (debaixo do - mais que honroso - pseudónimo de quem vê bem claro) recordou no “Salazar – Obreiro da Pátria” os textos por mim publicados sobre a Marcelírica. O que ele vai responder (se tiver pachorra e vontade) vai arrasar o plumitivo admirador da marcelagem.

No entanto dei comigo a pensar se valeria a pena eu meter-me no barulho. E como sempre quando tenho dúvidas consulto o oráculo do costume – o muito nosso Rodrigo Emílio.

E ele estou certo concordou com a minha tomada de decisão. Não vale a pena gastar cera com tão ruim defunto. Camões disse-o de forma exemplar “ O fraco Rei ...” e Charlote Corday antes de subir ao cadafalso também ela foi exemplar sobre a demissão e fraquezas reais. Marcelo não passará à História, será apenas um asterisco. Um triste e apagado asterisco cuja única recordação será a de quem propiciou o fim histórico de Portugal. A ele e à sua “entourage” se deve o descalabro! Ponto final.

Apostilha:

Esta conversa com o Rodrigo fez-me bem. Passados 4 anos sobre a sua desaparição física ainda hoje continuo com pensamentos “rodriguísticos”. Cada dia que passa mais o compreendo, mais o estimo, mais o estudo.

Hoje, sei-o, Rodrigo sempre frequentou os espaços desconhecidos do espírito humano, espaços em que a lucidez e o génio estão lado a lado com o “desmedido gesto” mais selvagem. Um espírito de um príncipe da verdadeira noite (aquela que precede sempre o amanhecer).

Blondin, Verlaine, Nimier ou ainda Céline (alguns dos seus irmãos mais dedicados); as canetas mais insolentes e aceradas da literatura e da poesia. Autores de obras marcadas por uma estética e uma ética levadas ao extremo, mas acompanhadas de uma busca incessante de vertigem, de velocidade de uma “embriaguês” do coração do mundo moderno, e cuja escrita lhes serve de veículo. Estes são os escritores malditos, que o “sistema” cala e omite.

Mas essa maldição Rodrigo sempre aceitou. Para ele Cultura, Tradição, Modernismo, Frescura e Impertinência eram essenciais à sua forma de ser e estar no mundo. Nimier, outro maldito morreu jovem ao volante de um poderoso carro, transgredindo (transgredindo sempre) os limites de velocidade impostos pelos “republicanos regulamentos de velocidade”. Drieu (ainda outro) despediu-se deste mar de lágrimas num gesto voluntário de sacrifício perante o fétido mundo que o esperava. Rodrigo ignorou sinais e sintomas e partiu – também ele voluntário (como sempre) – em direcção ao panteão dos Príncipes da Noite.

Hoje, já não existe Aristocracia Literária viva. O reino de hoje é dos saramagos...

2ª Apostilha



Quero recordar as palavras de Arno Breker que conta a sua despedida de Céline, aquando o visitou pela última vez em Meudon: “Quando estava de saída, Céline disse-me: Isto não é um Adeus, nós os dois continuaremos”. Cingindo-lhe fortemente a mão disse-lhe emocionado: Assim seja, meu caro e grande Amigo”

sexta-feira, abril 11, 2008

Estou cheio de medo!

A tiritar mesmo. E de quem? Pois da extrema-direita, é claro.

Porquê, perguntarão alguns. Pois porque acabo de ler a magnífica prosa da D. Joana AD (dos berloquistas caviar) hoje dada à estampa num jornal gratuito distribuído com o Público e que dá pelo título de Sexta.

E que é que a preclara mente caviarista nos revela?

Nada mais nada menos que:

"... há mais de duas décadas só existe violência política com origem na extrema-direita"...

E eu é claro descobri logo que afinal os rapazes das FP 25 eram todos uma cambada de fascistas! O Otelo (eu bem desconfiava - ele foi da Legião, ele foi ao enterro do Salazar ... ele vendia apartamentos...). O Mouta Liz, o Virgolino, o Engenheiro (que afinal não era engenheiro), foram todos (de certeza) da Mocidade Portuguesa.

Os assassinatos e os roubos afinal eram feitos em favor da extrema-direita. O resto era fachada...

E o arrastão?, e os facínoras fascistas que de cocktail molotov na mão, barras de ferro, etc subiam o Chiado o que pretendiam era lançar a confusão. O que eles queriam era implantar o fascismo em Portugal.

Ou seja eu estou em pânico porque a extrema-direita tem capacidades de simulação extraordinárias. Eles são capazes de tudo para alcançar os seus intentos. Já não vou conseguir dormir descansado.

O perigo fascista afinal é bem real!!!

Bons tempos em que os eleitores eram consultados

Faz hoje 75 anos que a Constituição de 1933 entrou em vigor.

Apresentada ao povo, para discussão, a 28 de Maio de 1932, foi objecto de referendo constitucional no dia 19 de Março de 1933.

Resultados da votação:

A favor: 59,32%
Contra: 0,49%
Abstenção: 40,19%

Ou seja, apesar de toda a propaganda de que as abstenções contaram como votos a favor, a verdade, verdadinha é que mais de 59% dos eleitores votaram a favor.

Como eram diferentes os tempos de então. Nessa altura os "fascistas" consultavam o povo quando eram assuntos importantes (a Constituição, por exemplo). Hoje, os "grandes democratas" vão aprovar dentro de dias o Tratado de Lisboa, ou também intitulado "Tratado do Mar da Palha" (local à vista do qual foi parido) sem ligar bóia aos nossos queridos votantes que tanto dinheiro dão a ganhar às cinco máquinas partidárias que "governam" esta loja aseasada em que (sobre)vivemos.

E vivam os democratas! Viva!
E já agora viva a careca do noivo ...

quinta-feira, abril 10, 2008

Mais senhor Littell


A última produção da “Hitler Industrie”

Assim, tal e qual, intitulava o semanário Die Zeit, a edição alemã do livro “Les Bienveillantes”, de Littel.

Depois do fracasso da edição portuguesa aproxima-se a passos largos mais um falhanço editorial. Neste caso na Alemanha. Como o editor pagou 450.000 euros pelos direitos, teve de elaborar uma grande campanha de publicidade de que resultou a venda em poucos dias de cerca de 120.000 exemplares. No entanto a segunda edição está comprometida. As criticas ao livro tem sido demolidoras.

Intriga artificial e “chata” chama-lhe o historiador Ulrich Herber, o Frankfurter Allgemeine Zeitung denuncia a ausência de qualidades literárias; O Die Welt denuncia o livro por conter “todos os clichés do kitsch nazi”… E etc ...

Apostilha: a ver vamos (com muito cuidado) O seco e o húmido do mesmo autor sobre Degrelle. Sinto e calculo que vá ser um espanto. Mas os editores vão ganhar muito pilim...

A propósito: Saiu hoje (finalmente) o livro “Le sec et l’humide”. Já o encomendei. Depois eu conto

Assim se vê a força deles ...

A Companhia de caminhos de ferro alemã está em guerra com a comunidade judaica residente neste país europeu.

Causa: A Deutsche Bahn recusou as condições impostas pela organização de um comboio de propaganda da deportação de judeus durante o período nacional socialista. “O comboio da recordação” chama-se o referido projecto.

Os organizadores queriam (à viva força) estacionar o dito comboio na gare central da novíssima estação do centro da cidade.

Os responsáveis da companhia recusaram devido ao facto de terem de reprogramar a circulação de mais de 30 composições e além de mais a máquina a vapor do tal projecto desencadear de imediato o disparo de todos os alarmes de incêndio da nova e ultra moderna estação.

Sugeriram então a utilização de outra estação, que não foi aceite pela comunidade judaica, visto ser servida por uma estação de metro periférica.

Também acresce o facto de a DB recusar a gratuitidade de circulação do tal comboio (como empresa que é).

Conclusão: um dos responsáveis da comunidade semita qualificou o “patrão” dos caminhos de ferro alemães, Sr. Hartmut Mehdorn de “nazi” e de “führer".

A propósito. Passam hoje 75 anos da data em que o Parlamento Alemão concedeu plenos poderes a Adolfo Hitler para conduzir os destinos da Alemanha.

Apostila: Vale uma aposta que os alarmes da estação vão mesmo disparar todos e que 30 comboios vão ser desviados...

Ou como dizia o outro “Assim se vê a força do pc”

Fonte: AFP

E o Freitas do Amaral também?

Na entrevista dada pelo Bastonário da Ordem dos Advogados ao jornal Público após visitar o Senhor Mário Machado na pildra (democrática, não nos esqueçamos) retive um facto que me deu voltas ao estômago.

Trata-se da revelação de que entre os livros apreendidos àquele Senhor (cerca de uma centena) estava o livro de Freitas do Amaral sobre Viriato.

Duas ou três reflexões:

a) vê-se (à distância) a ideologia do(s) responsável(eis) que procederam à apreensão e para quem ainda Freitras do Amaral é um "fascista". (não quero acreditar que seja só por burrice...)
b) Como é que um nacionalista tem livros desse Freitas na Biblioteca. De Marx, de Cunhal, de Trotsky, tudo bem, agora de Freitas????
c) Porque é que os nossos mimosos jornalistas não foram procurar o tal senhor professor para obter dele um comentário pelo facto de ter um dos seus livros apreendidos por ser de ideologia "nazi-nipo-fascista"? Eu sei que o estado de saúde dele não é o melhor, mas enfim ele deve ter-se revoltado com a "graça" (digo eu)

Apostilha: Recordo hoje, com grande prazer, um artigozinho que escrevi na altura em que o senhor professor defrontou nas eleições presidenciais um tal de Soares. Intitulava-se o texto "Amaral, mal por mal antes o Álvaro Cunhal". Deu celeuma. Mas revelou-se muito, mas muito verdadeiro e premonitório.

Meu Deus, como está a nossa Universidade

Um dos factos relevantes desta coisa do julgamento político que decorre agora em Lisboa é a verificação da evidência da falência total da Universidade (local de aprendizagem de saberes e não apenas de uns superficiais conhecimentos que podem ser adquiridos pela leitura de qualquer jornal, tipo Correio da Manhã, ou similar).

Como exemplo do que afirmo veja-se a seguinte tirada da acusação do digníssimo Ministério Público:

"é semelhante à ideologia perfilhada pelos neofascistas italianos e pelos neonazis britânicos e alemães"

Vocês leram bem. São palavras textuais. Vinham entre aspas no Público.

Só que quem escreveu estas palavras (em teoria alguém do Ministério Público - logo licenciado em direito) não se apercebeu bem do que estava a escrever, nem da ignorância por si revelada nestas poucas palavras.

Enfim cada país tem os licenciados que merece. Mas acho que nós devemos ser mais exigentes e devemos pedir exames muito mais rigorosos para o ingresso na carreira da judicatura ou do ministério público. Mas acho que não nos safamos. Caso contrário não haveria novos membros destes órgãos.

Enfim azares ...

Logo agora ...

... que há tanto para falar é que eu estou repleto de trabalho que me inibe ter sequer "cabeça" para escrever seja o que seja.

Estas últimas semanas têm sido prenhes em assuntos interessantíssimos, e eu mudo e quedo.

Mas vamos lá ver se consigo alinhavar meia dúzia de linhas sobre o mais relevante que se passa nos dias de hoje.

Não vou falar (com grande pena minha) de La Lys e do 9 de Abril, que tantos e tamanhos disparates ocasionou. Não vou ainda concluir a Marcelírica que eu ingenuamente pensava ter acabado há tanto tempo.

Também não vou falar do Iraque e dos 5 anos da guerra. Aqui sim há pano para mangas! (viram o estudo que os americanos estão a fazer sobre a forma portuguesa de fazer a guerra do ultramar, que consideram ter tido um sucesso imenso... e os nossos mimosos mfa e políticos conexos, bem como os jornaleiros do costume declaram uma guerra por nós perdida...). A este assunto, de tão iimportante eu vou voltar, sim senhor.

Mas falemos do que mais importante está a ocorrer. O julgamento do Senhor Mário Machado e demais trinta e tal nacionalistas. Julgamento político como várias pessoas tem afirmado.

Com a minha falta de tempo tenho acompanhado o "julgamento" apenas pelo jornal Público, único que tenho lido nas horas do almoço e em passo de corrida.

Sobre este acontecimento vou de seguida colocar dois ou três postais conexos.

Desculpem a falta de profundidade, mas não dá para mais.

Apostilha: depois do magnífico texto do Nova Frente pouco de relevante saberei escrever. Absolutamente a ver!

sexta-feira, abril 04, 2008

Premonitório




Têem alguma coisa a declarar antes de serem considerados culpados?

Apostilha: Não sei porquê, mas lembrei-me hoje disto...

sexta-feira, março 28, 2008

Carteando-me com o Rodrigo Emilio


(Rodrigo Emílio na sua muito "Thule-do")


Meu Caro:

Senti hoje uma urgência imperiosa e absoluta de te enviar uma carta. Faz anos, muitos anos que te não escrevo. Pela primeira vez faço apelo a um teclado, prescindindo do enorme prazer que me dava o suave escorrer da velha Montblanc pelo papel. Não é a mesma coisa, não, mas a tirania da actualidade impõe-se.

E senti a necessidade de escrever porque faz hoje quatro (longos, longuíssimos) anos que pela última vez te vi. Poderia ser mais uma ausência (daquelas, das habituais...). Mas não desta vez era a sério. Sei que te despediste de mim com os olhos, de forma clara e directa, como era teu timbre. Não aguentei, tu bem viste, e baixei os olhos. Mas o mundo também é feito de fraquezas, e eu, como bem sabes, também tenho a minha dose (por vezes cavalar) de fraquezas (que não de baixezas, entenda-se).

Pois esta carta é apenas para te dar notícias, tal como quando estavas no teu exílio Beirão. Eu sei, que tu, daí onde estás, tens mirado (com o "solito" interesse) para este recanto com o teu proverbial "olho de águia".

Podes contudo não ter dado conta de tudo, por isso te escrevo. Mas vamos a factos.

Novidades últimas, frescas, fresquinhas. Todos me continuam a falar de ti, com imensas saudades. "Este país" continua na sua desenfreada queda para o abismo. A regorgitação da sargeta continua cada vez mais intensa. O cheiro é pestilento (cada vez mais pestilento - nem os cadáveres em decomposição são capazes de ombrear no olor).

Muita gente nova te tem "encontrado". Os mais velhos continuam fiéis. Nesta terça feira estive com um estrangeiro que cá veio para estudar. Falou-me de ti com grande admiração. Desconhecia por completo a tua obra e a tua vida. E está encantado. Ou seja (hoje, mais que ontem e muito mais do que anteontem) estou absolutamente convencido de que nunca serás esquecido. Mesmo com todos os boicotes, com todas as inimizades, com todos os jogos de cintura. Omito-te (se me dás licença) algumas "partes gagas" de alguns que tu bem consideravas, mas que se cingem à tua figura lírica sem qualquer respeito pela totalidade do teu ser.

Também há uns precalços (temporários - tenho mais do que a certeza). A tua "Intifada Lírica" cuja edição eu aguçadamente esperava para hoje sofreu um pequeno "quiproquo". Mas que lá vai, vai. Se não for com as mãos vai com os pés, te garanto.

Como sabes sou dos priveligiados que já leram esse trabalho, por ti construído pedra a pedra, começando com a tua Pedra de Armas


que também é a tua sanguínea Pedra de Alma.

Resumindo, fazes-me falta. Aguardo o dia em que nos possamos rever e continuarmos as nossas charlas, noite dentro até ao fim do nosso fim.

Apostilha: Soube ontem que o Miguel Freitas da Costa vai dirigir a Guimarães Editora. Se não sabias aqui fica a informação. Por vezes os donos das empresas também acertam nas escolhas. Ainda bem. Ainda outra coisa, reparaset no postal do Nonas de hoje sobre ti. Se não viste, vai ver. Foi das coisas muito boas que ele escreveu. Como vês deixaste-o bem preparado.

Recebe um forte abraço deste teu antiquíssimo e sempre dedicado

José Carlos

Meu Caro Bruno

Bingo!!!

Mas eu vou escrever mais sobre o assunto. E olhe que o Rodrigo, tal como intuiu (e bem), também deu uma mãozinha. Mas não só.

Deixe-me só escrever uma carta ao Rodrigo que é imperioso que lha mande hoje, que depois volto ao tema.

Um abraço, de Amizade e Admiração

José Carlos

quarta-feira, março 26, 2008

Ainda a Marcelírica

Como calculava o bom do Bruno topou logo a "novidade" e deu-nos logo - loguinho - umas estrofes dessa maravilhosa saga do Marcelo a que tivemos direito...

Bem se cantava nessa época: "Marcelo há só um, Mastroiani e mais nenhum"

Mas ele lá foi ficando até ajudar a dar cabo de tudo. E depois ainda chorou...

Mas eu vou contar um bocadinho da história que envolve este poema saga.

No café Avis, ali nos Restauradores reuniam-se diariamente algumas tertúlias literárias, politico-literárias e/ou de maledicência. Também era (nas mesas da frente que davam para a Praça) o local de encontro dos sportinguistas.

Numa das mesas quem se sentava? Pois nem mais do que o bom do Tomás de Figueiredo, o muito nosso Goulart Nogueira e quantas vezes o Rodrigo Emílio.

E eu, "puto" por ali andava a circular entre as mesas, entre as conversas. Um dia (já em plena marcelice) ouço uma frase que me deixou banzado. Tomás de Figueiredo clamava: "este gajo (o marcelo) ainda me vai fazer salazarista". Como sabem Tomás para além da sua costela monárquica (logo não perdoando a Salazar a República) tinha um contencioso também provocado pela prisão do seu filho às ordens da PIDE, por pertencer à célula cultural do PCP dirigida pelo Dias Coelho. Os pinotes que ele deu quando o seu rebento foi "dentro". Até Salazar foi metido ao barulho e cortesmente fez ver ao escritor que havia provas irrefutáveis da acção do pimpolho lá no partido. Mas nem assim. O ódio ficou para todo o sempre. Daí o meu espanto (e do Rodrigo, esse sim intimissimo de TF) pelo teor da frase.

Até que um dia em que se dizia de Marcelo o que Maomé não disse do toucinho, Tomás de Figueiredo rapa da caneta e no papel que cobria a mesa começou a escrever a primeira estrofe desta saga. Quando acabou leu-a em voz alta e voltando-se para o Goulart disse-lhe: vamos fazer uma desgarrada a 4 mãos. Continua tu.

E o Goulart continuou.

E nos dias que se seguiram lá saiam duas estrofes diárias, ora um, ora outro, passando a bola, com algumas maldades pelo caminho para tornar mais difícil a continuação.

E por fim, lá se considerou acabada a obra.

Logo alguns malfeitores aproveitaram para a passar à máquina, com original e 4 químicos. Saíram assim daquela forja algumas centenas de cópias. Foi um sucesso. Todos queriam a sua cópiazinha. Amândio que assistiu à sua manufactura fez distribuir largas dezenas de cópias. Natália Correia "exigiu" só para ela uma cinco cópias.

Marcelo teve conhecimento. Ficou danado. César Moreira Baptista, exigiu saber quem era o autor: pensou-se no Goulart, no Rodrigo, no Amândio, no António Lopes Ribeiro, etc. Só ninguém se lembrava do nosso Tomás de Figueiredo.

Houve ameaças de retaliação contra os presumíveis facínoras. Foi um fartum. Mário César Ferreira, escritor de mérito e Inspector da PIDE também foi metido ao barulho para investigar quem era o "facínora". E ele que estava na mesa contígua, na tertúlia ao lado, declarava alto e bom som que nem fazia ideia e (mais ainda) que não conseguia detectar (pelo género literário) o autor.

Enfim foi um forrobodó, que deixou a marcelagem toda em fúria.

E esta é a pequena história de uma saga (à mesa do Avis) plantada, com um grande gozo de todos a que ela assistiram.

Daí a minha muito grande pena da presumível perda (para todo o sempre) desta jóia da "poesia de escárnio e mal-dizer do século XX português. E ainda por cima escrita pelos dois vultos que lhe deram a forma e o conteúdo.

Por isso a minha alegria. Quanto mais não fosse por isto já valeu a pena eu ter-me metido nesta aventura blogosférica.

Ainda (e sempre) Céline

Reparem que a politica é uma pocilga imunda e que somente os porcos aí podem prosperar.

Louis-Ferdinand Céline, Carta a Charles Deshayes.

60 anos depois:

Faz este mês 60 anos que Bardeche escreveu estas linhas.

Verifiquem a sua actualidade:

“Nós vivemos até agora num universo sólido, estratificado ao longo das gerações. Tudo era claro: o pai era o pai, a lei era a lei, o estrangeiro era o estrangeiro. Tínhamos o direito de dizer que a lei era dura, mas era a lei. Hoje em diaestas certezas estão tocadas por um anátema. Porque estas verdades constituem um programa de um partido racista condenadopelo tribunal da humanidade. Em troca o estrangeiro recomenda-nos um universo decalcado dos seus sonhos. Já não há fronteiras, já não há cidades. De um lado ao outro do continente, as leis são as mesmas, tal como os passaportes, e também os juízes e as moedas. Uma só policia, um só cérebro ...
... Nós somos livres de protestar, livres, infinitamente livres de escrever, de votar, de falar em público, desde que não tomemos medidas que possam acabar com esta situação ... Não sabemos muito bem onde acaba a nossa liberdade, onde acaba a nossa nacionalidade, até onde se pode ir. É um universo elástico. Não sabemos onde colocar os nossos pés, não sabemos mesmo se ainda temos pés ...
Mas para todos os que aceitam esta ablação que maravilhosas recompensas, que quantidade de gorjetas nos estão prometidas!
Este universo que nos fazem brilhar à nossa frente parece um verdadeiro palácio da Atlântida. Por todo o lado o brilho dos cristais, colunas de mármore, coisas belas e frutos mágicos. Mas ao entrar neste palácio nós abdicamos de todo o nosso poder. Em troca podemos tocar nas maçãs de ouro e ler as inscrições das paredes. Não somos mais ninguém, deixamos de sentir o nosso peso, deixámos de ser Homens: passamos a ser uns fiéis da religião da humanidade. No fundo do santuário está sentado um Deus Negro. Temos todos os direitos menos um: dizer mal do Deus”

Apostilha: Um dia nos finais dos anos 60, princípios dos 70 um francês que vivia em Portugal e conversando comigo sobre o fuzilamento de Brasillach dizia-me mais ou menos isto (não recordo a frase exacta): Fizemos mal, em vez dele deveria ter sido o cunhado (Bardeche). Estedeu-nos e vai-nos dar ainda muitos problemas.(O francês em causa era um gaulista da pior espécie)

2ª Apostilha: antes que os da DCCB/PGR interpretem mal as palavras escritas o “Deus Negro” nada tem de racista. Tem a ver com as lendas gregas da Atlântida. Antes de colocarem processos estudem um pouco (sff) as lendas e mitologias gregas de há uns milhares de anos...

Como ele sabia



O bom sangue por vezes vai parar aos néscios, outras vezes aos mosquitos!

Como o nosso BM sabia da poda

Incertezas ...





Olhem, definam-se!!!

Apostilha: Este postal é dedicado a algumas pessoas que estão com dificuldades em definir-se. É também resultado de uma mensagem de correio electrónico por mim recebida.

terça-feira, março 25, 2008

Aleluia! Que grande alegria!

Hoje sou um homem feliz. Diria mesmo muito feliz. E acrescentaria felicíssimo!

Em 28 de Abril do ano passado falava-vos eu de uma jóia da literatura portuguesa "A Marcelírica". Escrito a 4 mãos por Tomás de Figueiredo e Goulart Nogueira.

E a certa altura do meu texto rogava a todos os meus leitores:

"Pois o meu apelo é simples. Como deverão saber naquela altura os poemas eram escritos alternadamente - estrofe a estrofe - por Tomaz de Figueiredo e Goulart Nogueira. Rodrigo Emílio passava-os à máquina de escrever. Algumas cópias eram distribuídas por outros camaradas que por sua vez os rescreviam à máquina com 4/5 cópias e assim sucessivamente.
(eu também dei muito ao dedo na velha Royal que havia lá em casa...).
Pois o que sucedeu é que nem nos papéis do Goulart se encontra actualmente uma cópia dessa saga. A única cópia que eu conheço encontra-se entre os documentos do Rodrigo Emílio no meio dos "milhões" de papéis dele.
Penso que seria um serviço público notável alguém que tenha uma das centenas de cópias -feitas com o método acima indicado - nos possa disponibilizar essa joia da literatura de escárnio e maldizar desses vultos da Cultura.
Ou publiquem-na na Net para que todos tenham acesso a ela e tenham o gáudio que eu tive quando a li e reli.
Bem hajam, antecipadamente".




E não é que o meu apelo foi ouvido e por grande interferência de "vocês sabem quem" (quem mais poderia ser) eis que me é enviada uma cópia digitalizada do mesmo. O meu grande (enorme) obrigado ao L.A. Bem hajas!

Tenho de a publicar já hoje. Prometo-vos que a vou bater ao teclado para a publicar na íntegra. Mas para já deliciem-se, carregando em cima da imagem para ter uma leitura mais clara.

Depois eu faço um concurso para os meus estimado leitores tentarem adivinhar quais os versos de Tomás de Figueiredo, quais os de Goulart Nogueira. Calculo que o Bruno descubra. E depois ainda vou contar mais uns episódios à volta deste "poema de escárnio e maldizer" que provocou ataques de "apoplexia" no Marcelo e sus muchachos...

A Minha Grande Homenagem aos Colossos Culturais


Andei-vos a enganar! Reconheço. E peço perdão! Veementemente!
Feito o acto de contrição, vamos aos factos.
Em anteriores postais gozava com o facto de a DCCB/PJ ter apreendido livros (entre os quais o Triunfo dos Porcos) a alguns elementos da direita radical alvo de um selectivo mandato de busca e prisão.
Mas agora verifico que essa coisa da apreensão de livros não se restringe à extrema direita. Li ontem que um arguido do caso da Praia da Luz também viu ser-lhe apreendido 1 (um) livro. E que a mãe da Criança também viu ser-lhe apreendido outro livro (neste caso a Bíblia).
Ou seja a PJ é useira e vezeira no acto de apreender livros. Eu continuo burro e não percebo. Se não há nada na nossa legislação que proiba qualquer livro e se os mesmos são de venda livre, não sendo necessário possuir licença de uso e porte de livros, porque raio prende a PJ os livros?
Não sei. Ou melhor, continuo sem entender!

Mas para resolver o problema de vez aqui vai a minha homenagem a todos os livros "presos" pelas polícias do mundo.
Que sejam soltos em breve, ou como dizia o outro "Soltem os (livros) prisioneiros"!

Mais um contributo (forte) para a Reforma do Ensino


Isto não pode ser dizer mal de tudo. Depois do caso do estafermo da criança mais o seu telelé, vejamos um maravilhoso exemplo de um estudo (verdadeiramente) acompanhado.

Isto é o nosso "ensino" na sua melhor expressão.

Parabéns senhores(as) Ministros da "Educação"

segunda-feira, março 24, 2008

Esta é de algibeira...


Será que dentro de dias vamos ver a D. Diana Adringa fazer um filme para provar que a "agressão" à stora de francês no Carolina Michaelis nunca existiu?

E será que os dos berloques caviaristas vão fazer um novo blog chamado Telemóvel?

A ver vamos, como dizia o cego (ou amblíope, em politicamente correcto...)

Apostilha: Sei de um antigo chefe dos serviços secretos da Legião Portuguesa que (lá onde estiver) se deve estar a contorcer com os disparates da sua filhinha... Enfim, não nos esqueçamos que foi ele que a criou. Agora aguente-se ...

Torturas e outras miniscências





Pois é. O barulho que vai nos EUA por causa do cachorrito assassinado pelo marine do tio sam. Mas estas fotos de soldados alemães torturados pelos libertadores americanos (de autoria da fotógrafa Lee Miller) não mereceram qualquer censura. Eram só pessoas...

Sabem que mais: isto está tudo invertido. Valores zero.

Vão mas é dar banho ao cão!!!

Afinal a culpa é da tecnologia...



Se a tecnologia não tivesse evoluído tanto desde 1925 (veja-se o telemóvel da imagem) o "caso Carolina Michaellis" nunca tinha ocorrido. Nem a lingrinhas da Stora nem a anafada criatura (que diz que é uma espécie de aluna...) tinham andado à bulha por causa do dito objecto.

Donde se conclui que a culpa não é da Ministra, nem dos anteriores, nem sequer dos papás ou do estupor da miúda. A culpa é mesmo da tecnologia...

Viva o Corcunda

O Corcunda faz hoje 4 anitos e (pelo que vejo) está afectado pelo "tempo de aniversário".

Todos nós quando comemoramos um período "redondo" nesta actividade pensamos se vale a pena o esforço de continuarmos a colocar postais ou se vale mais ir tratar da nossa vida para outro lado. Aconteceu-me nos 6 meses e no primeiro aniversário. No entanto verifico que "isso passa".

Portanto vamos a isto (ou seja) vamos continuar. Porque apesar de não se vislumbrar muita discussão é um blog imperdível e que eu muito estimo.

Parabéns e que continue

Os bufos

Por obra e graça dos nossos muito admirados e estimados fiscais das finanças (espécie de asae dos desgraçados dos contribuintes) ficámos a saber que todos os recém casados tem de se transformar em "bufos" e "delatarem" as suas despesas sob a ameaça de forte coima.

Ou seja em vez de bufos pagos passaram a ser bufos obrigados (ou então bufos pagantes).

Boa malha. O dinheiro que o licenciado em engenharia sousa obteria para os cofres do governo se obrigasse todos os bufos e sabujos que por aí andam (em vez de receberem benesses pelas suas delações) passassem a pagar pela sua sabujice.

Ora aqui está uma medida do sor licenciado que eu aplaudiria de pé e com direito a pedido de bis!

Até acho que asiim sendo "eles" podiam baixar todos os impostos, agora que se aproximam as eleições de 2009.