terça-feira, outubro 09, 2007

Eu procuro, tu procuras, ela procura(dora)

Vai para aí um frenesim estouvado por causa de uma tal de carta aberta que um “desgraçado que se encontra engavetado nas cárceres da democracia” resolveu publicar na Internet. Peço desculpa pela minha ignorância (em termos da rede) mas não a li por não saber onde a procurar.

Mas os estimados jornalistas, sindicalistas e outros istas resolveram falar e publicar excertos da referida missiva. Por aí pude ter uma ideia do que lá se encontrava. Como não li a totalidade, tudo pode ter sido descontextualizado, não sei, repito, não li (mas a prática leva-me também a acreditar que tal possa ter acontecido).

Não conheço pessoalmente o autor da missiva. A crer nos jornais trata-se de um “hammerskin” (eu nem sei o que é isso... a tradução literal seria pele de martelo...).

Algumas reflexões sobre o assunto: Houve uma carta aberta publicada. Surgiu um nome de uma Senhora (que procura ser Procuradora). Estes são os factos:

A referida Senhora parece que é filha de um indivíduo que terá passado “as passas do Algarve” no anterior regime. Pelo nome pode ser filha de um tal E (representante oficial dos maoístas em Portugal no pós 25, e que, depois, aderiu ao PSD ou ao PS, já nem me recordo...). Pode também ser filha de um PC, o C; pode ainda - quiçá – descender de um tal A. a quem o seu homónimo (que ocupava a cadeira de S. Bento), obrigou – contra a sua vontade, é claro – a protagonizar uns filmes execráveis (em que era galã de serviço) quer em Portugal quer na fascista Espanha. Pode até ter nascido em Vilar de Perdizes, terra de bruxos e feiticeiros, não sei. Mas isso não interessa.

A referida Senhora no dia das detenções dos “fascistas” terá (?) eventualmente declarado que chamaria o corpo de intervenção da psp para varrer os tipos que lá estavam fora caso eles não saíssem. (e viva a liberdade de expressão!!!)

A referida Senhora acusou n indivíduos (não sei quantos) de muitas malfeitorias.

A referida Senhora tem hoje (e por muito tempo, calculo) um corpo de guarda permanente para a defender não sei de quê. Porque da própria consciência a psp não protege... E o Orwell? E o Triunfo dos Porcos? Meu Deus, ou Meu Mao, ou ainda Meu Estaline (desconheço a quem invoca) !!!

Mesmo antes da referida carta corria à boca cheia por todo o mundo nacionalista o nome da referida Senhora sem que quem quer que fosse tivesse atentado contra a sua vida, fazenda, honra ou dignidade. (Nem sequer lhe atiraram uma gramática para eventualmente – e caso precise - poder aprender a escrever português, - esta contaram-me, não li o texto em que se basearam)

Também – no mundo nacionalista – toda a gente conhece o nome de um juiz que um dia condenou um inocente a pesada pena de prisão. E de outro que condenou um traficante de droga a uma pequena pena por ele “apenas” ter morto um nacionalista. Foram alguma vez ameaçados? Foram alguma vez atacados? Foram alguma vez atacadas – publicamente – a sua honra e dignidade? Parece-me bem que não.

Não, não foram atacados, nem serão! Para memória futura – como eles gostam de dizer – regista-se os nomes e os factos: porque razão, perguntam já pressurosos os investigadores “deles”.? Pois simplesmente para que um dia – quando houver Justiça em Portugal – possam explicar as suas atitudes. E se tiverem sido correctas, ainda bem, acaba tudo assim. Caso contrário, (e se houve dolo e não mera ignorância) a Justiça que resolva.

Apostilha: no anterior regime “fascista, concentracionário, repressor, e outros mimos quejandos” o Avante publicava os nomes dos Juízes dos Tribunais Plenários que julgavam os PC, bem como nomes e moradas de “pides”. Nunca ninguém se lembrou sequer de os acusar de “ameaças” . E nunca o Estado gastou dinheiro (o nosso) com protecções especiais para os “ameaçados”. Mas isso era no tempo do obscurantismo fascista. Agora é tudo muito democrático. E há o Correio da Manhã e o 24 Horas...

6 comentários:

O Réprobo disse...

Caro Zé Carlos,
o maoísta PSDizado só era Vilar de empréstimo. O apelido civil é Gomes.
Abraço

HNO disse...

Caro Zé Carlos, certeiro como sempre. Magistral o último parágrafo.
Um abraço

a voz disse...

Camaradas e amigos,

Começamos a travar mais uma batalha nesta guerra contra o sistema democrático opressor, a partir das 00.01h de sábado (15 de Setembro), passámos a ter em Portugal presos políticos que já o eram desde 18 de Abri, mas com a agravante de estarem em situação de prisão ilegal.
Todos vós puderam assistir pelos meios de comunicação social à libertação na sexta-feira, dia 14 de Setembro, de assassinos, violadores e pedófilos, porque a lei teria de ser aplicada até às 23.59h desse mesmo dia 14h, eu, ao contrário desses criminosos fiquei nas masmorras de uma nova inquisição cujo rosto é a procuradora do Ministério Público, da 11ª Secção a Dr.ª. Cândida Vilar.
Os nacionalistas jamais se deverão esquecer deste nome, pois esta senhora foi a responsável, e não a PJ (apesar de tudo), pela maior perseguição política dos últimos 30 anos.
O inspector Paulo Vaz da DCCB-PJ disse-me na presença do Pedro Nogueira e José Amorim que a Dr.ª do M.P. lhe tinha dito que "... o Mário tem que pagar por tudo o que o meu pai passou aquando do Estado Novo...". Isto é grotesco, e justifica assim o ódio primário, patológico e irracional da mesma. A procuradora rege-se pelo desprezo pela vida, dignidade e liberdade da pessoa humana desde que esta tenha orgulho patriótico. Espero que os meus filhos não queiram um dia também vingar-se por toda a perseguição que o seu pai e mãe foram vítimas durante a "democracia".
Este tipo de comentários da Dr.ª. Cândida Vilar juntamente com a resposta que me deu pessoalmente e na presença do mesmo inspector e da sua escrivã no DIAP também são bem esclarecedoras das suas intenções, quando lhe pergunto qual o motivo de tudo isto, a mesma responde "Mário, tínhamos que fazer qualquer coisa, o vosso movimento estava imparável.". Incrível.
Fiquei muito feliz quando hoje os guardas prisionais me disseram que todas as ruas paralelas e perpendiculares do estabelecimento prisional tinham cartazes a dizer "Mário Machado, Liberdade". Sei também que um grupo de nacionalistas vai lançar o projecto "Outdoor2", nos mesmos moldes do anterior mas o assunto é a "Liberdade de expressão" e "Liberdade para presos políticos". Agradeço desde já a todos pelo esforço contínuo e solidariedade, e anseio pela sua realização.
Além do crime de "discriminação racial" que me pede prisão de 1 a 8 anos, estou a ser acusado de mais 14 ou 15 crimes sendo que não participei em nenhum deles, inclusive o M.P. di-lo claramente, mas segundo a Procuradora da Inquisição, como sou o líder do movimento, todos os crimes praticados por um nacionalista, mesmo que eu não o conheça, tenho que ser responsabilizado. - Incrível não é?
Mais ardilosamente o M.P. refere que os Hammerskins lucram com o negócio do narcotráfico porque segundo a procuradora, 1 indivíduo com ligações à HSN teria sido apanhado na posse de droga. Cabe-me esclarecer que, ninguém, nenhum nacionalista dos 36 acusados, está acusado do crime de tráfico de estupefacientes, ora como é óbvio se essa ligação existisse, o que custava além das barbaridades de que estamos acusados, de nos indiciarem também por tráfico?
Não tenham os nacionalistas quaisquer dúvidas que jamais o movimento recebeu 1 tostão vindo dessas actividades que todos condenamos, tal já não pode ser taxativamente afirmado por outros partidos políticos. Seguindo o raciocínio político do M.P., o Partido Socialista (PS) também receberia dinheiro da droga, porque no carro do presidente na altura em funções o Jorge Sampaio a P.J. encontrou 8 quilos de cocaína e deteve o seu condutor e segurança. Nunca vimos na comunicação social ou no inquérito do M.P. que a droga era para o PS porque como é óbvio uma acção isolada de um indivíduo, não implica necessariamente outros.
Continuando esse raciocínio, poderíamos dizer que no PS abundam pedófilos que faziam da Casa Pia o seu retiro, só porque um deputado do partido já foi indiciado pelo mesmo crime. E posso também dar o exemplo do filho da Leonor Beleza, membro da JSD apanhado com 30 quilos de haxixe e etc., etc.
Tudo isto faz parte da campanha de demonização que está em marcha e como prova o facto do M.P. mandar isso para o ar, mas não acusa ninguém - uma vergonha.
Ainda sobre o crime de discriminação racial, é curioso quando ele nos é imputado e dos 12 membros da Hammerskin nenhum é acusado de agredir qualquer negro, amarelo, ou azul às bolinhas, e pelo contrário, Portugal prepara-se para receber "oficialmente" Robert Mugabe o africano que foi o responsável por mais de dezenas de milhares de crimes e discriminação racial contra brancos, que resultaram na expulsão de terras, violações e homicídios em série, com isto o governo português demonstra a sua verdadeira face, persegue os brancos no seu próprio território e não tem coragem diplomática para não permitir a entrada do maior Racista do século XXI.
Mais uma prova de que isto se trata essencialmente de um processo político, é o facto de nos terem apreendido centenas de livros, milhares de autocolantes, t-shirts e cd's de música. A nossa constituição defende a liberdade de expressão, que nenhum indivíduo pode ver esse mesmo direito ameaçado, assim como o direito de acesso à livre informação, por isso estas apreensões são ilegais.
O processo começa também em Junho de 2004 com uma busca ilegal, pelas 00.30h onde 27 nacionalistas são identificados, fazendo jurisprudência com outros casos onde pelo mesmo motivo foram libertados por exemplo 34 indivíduos conectados com o narcotráfico. Porque segundo diz a lei quando existe um procedimento ilegal todo o processo cai.
Nessa busca domiciliária apreenderam-se novamente livros, cd's e autocolantes, a lei diz claramente que a busca só poderia ser efectuada entre as 7h e as 21h... Será que a lei a nós não se aplica?

"As ideias são como os tratados: pouco vale firmá-las com a nossa tinta quando não somos capazes de confirmá-los com uma gota do nosso sangue"
Ramalho Ortigão

A frase acima reproduzida nunca fez tanto sentido como agora, apesar de desejar o meu retorno à minha família e evitar viver nesta continua guerra diária, eu estou a dar o meu sangue, espero que todos vós possais fazer o mesmo.
Termino também com um agradecimento a um Inimigo Político, o Dr. Pacheco Pereira por ser um democrata convicto e que discordando dos nossos ideais, nunca ter tido medo de condenar as perseguições de que os nacionalistas ou outros são vítimas. E deixo-vos um comunicado da Amnistia Internacional "... A internet tornou-se numa nova fronteira na luta contra a liberdade de pensamento, com os activistas a serem presos e as empresas a pactuarem com os governos para restringir o acesso à informação livre."

A minha honra chama-se Fidelidade!!!

Mário Rui Valente Machado

Preso Político

Anónimo disse...

Caro amigo,

Hoje abri uma excepção rara.

Explico: visito pouco a blogosfera, havendo, contudo, dois blogues que visito com certa regularidade e que são o Nova Frente e o Reverência Lusa, ambos de dois grandes Amigos e Camaradas.

Foi através deste último que acedi a este texto.

E a excepção consiste justamente em comentar, coisa que nunca faço, tirando uma vez - creio eu - que o fiz no Nova Frente.

Não resisti a comentar este seu texto para lhe dar os parabéns pelo brilhantismo e pelo bom senso.

Cada vez mais os Nacionalistas (de todas as tendências) têm que se unir, esquecer eventuais divergências, e unirem-se por uma causa comum e que tem um inimigo comum.

Um abraço e obrigado por este texto lúcido.

José Pinto-Coelho

Anónimo disse...

incrivel como pessoas que querem travar um combate político se juntam a marginais. o texto do hno sobre as comemorações no cemitério judaico é um nojo. a continuarem assim não há reflexao do JC que vos salve.

José Carlos disse...

Caro Anónimo:

Li agora o seu comentário. Se estivesse em condições de lucidez (o que não é o caso agora, por falta continuada de sono) respondia-lhe agora mesmo. Penso que o meu caro anónimo tem alguma (muita) razão sobre a primeira parte do seu comentário (não li o postal do HNO - vou ler - pelo que não posso comentar). Mas deu um bom "mote para o motim" para um próximo postal. Não é só a dizer bem que as coisas avançam. Grato pelo seu interesse por este meu pobre postal.