quarta-feira, setembro 12, 2007

Ter opinião custa muito!

Ao longo destes meses temos sido bombardeados por um caso mediático que tem a ver com uma criança inglesa.

Para mim a única coisa que está em jogo (e a única verdadeiramente importante) é que há (ou houve) um drama terrível. O da Criança.

O resto cabe às autoridades especializadas descobrir, e fazer punir. E assim deveria ser.

Só que nós vivemos num mundo mediático. Os "media, ou mídia..." quais pitbulls desvairados não largam a presa. Em vez de serem (como se auto-proclamam) órgãos de informação, são (todos eles) empresas que precisam de facturar. Para isso precisam de casos destes. (Casa Pia - Incêndios - GNR Sta Comba Dão, etc.).

E criam o tal alarme social imprescindível ao nosso querido Ministério Público.

São acima de tudo órgãos de manipulação (manipulados) de especulação (manipulados) de julgamento social (manipulados).
E quando não são manipulados às vezes até inventam (já aconteceu - e acima de tudo ficou provado - pelo menos nos EUA).

Jornal houve nos EUA (do Sr. Hearst) que tudo fez para haver a Guerra contra os espanhóis em Cuba, para aumentar exponencialmente as suas vendas e concomitantes receitas. Desde sempre foi assim, por muito que custe aos nossos "independentes e probos" jornalistas. Vende tem emprego. Não vende - rua. Tão simples quanto isto.

Agora não se armem em puras donzelas ofendidas por piadas carroceiras. Vendem, ponto final. Tal como os vendedores de rabanetes, de cafés ou de telemóveis.

Fazer passar uma pessoa - ou neste caso um casal - de bestial a besta. é fácil. Basta sugerir e logo todos se voltam contra o objecto da sua sanha. E compram, e compram para saberem mais, sempre mais.

Não tenho capacidade nem conhecimentos para ter qualquer opinião neste caso. Nem eu nem 99,9999999% dos portugueses.

No entanto façam uma "sondagem". Garanto-vos que todos vão ter opinião!

E continuamos assim.

Nota desanimada: Desde um caso que teve a ver com um jovem de "extrema direita" (condenado a pesada pena) que perdi a virgindade. Acredito tanto na capacidade da actual PJ como acredito no Pai Natal. Mas garanto que eles apresentam um culpado. Faz-me lembrar o atentado bombista contra Salazar junto da casa do Pai de Freitas do Amaral. Três polícias investigaram e todas apresentaram o grupo dos culpados (com confissão e tudo). Só que eram três grupos diferentes, e só um deles (o posterirmente julgado) é que era o responsável. Ou seja, não é de agora!

2 comentários:

Anónimo disse...

Josué Trocado era o avô materno, e não o pai de Freitas do Amaral.

José Carlos disse...

Tem toda a razão. Fazer as coisas depressa ocasiona falhas. E mesmo que eu não soubesse bastava fazer as contas... Obrigado pela atenção